Vira-e-mexe a indústria cosmética anuncia uma grande novidade para anular ou retardar os sinais da passagem do tempo sobre a pele. São tantas as opções que não é difícil ficar perdida em meio a tantos nomes estranhos, promessas e marcas. Antes de mais nada, a pele é resultado também da sua alimentação. Fique atenta a ela e aos produtos.
A pergunta que fica é: por que não investir, simplesmente, naquilo que é sabidamente eficaz e que os médicos usam, há anos, para retardar o envelhecimento? Para ajudar na tarefa, consultamos dermatologistas para responder à seguinte questão: quais são os ativos anti-idade mais eficientes já lançados até hoje? 
A partir desse conhecimento básico, estude a composição do cosmético que vai comprar e veja se há a presença dos ativos anti-idade selecionados pelos dermatologistas. Há cremes para todos os orçamentos e de marcas bem tradicionais. Uma coisa é certa: antes de aplicar qualquer um, limpe a pele profundamente. E não esqueça o protetor solar.
1) Retinol
Trata-se de um derivado da vitamina A que,  quando aplicado sobre a pele, transforma-se em ácido retinóico, elemento com ações rejuvenescedoras. O retinol age dentro do núcleo da célula, promovendo sua renovação. “Além disso, um de seus principais benefícios é que ele também estimula a produção de colágeno novo”, explica o dermatologista Jardis Volpe, de São Paulo. O retinol, de forma geral, é bem tolerado e não costuma deixar a pele vermelha, seca ou irritada. Pode ser usado, sobretudo à noite, em cremes para a face ou pálpebras.
O retinol é capaz de melhorar o aspecto de rugas finas e da textura da pele, além de aumentar sua elasticidade e diminuir a aparência de poros dilatados. Também ameniza tons desiguais, um sinal comum de envelhecimento. Seu uso é recomendado a partir de 35 anos e com  acompanhamento de um dermatologista cosmiatra, que vai saber indicar qual o tempo exato de tratamento. Além disso, quem tem pele mais oleosa ou com tendência a acne pode notar o aparecimento de pequenas espinhas com o retinol, por isso a necessidade da consulta com um especialista.
2) Vitamina C
Presente em frutas cítricas como laranja, acerola e caju,  a vitamina C é um potente antioxidante. Ou seja, bloqueia a ação dos radicais livres, moléculas que degradam as células, causando o envelhecimento. Além de frear esta ação, a vitamina –também chamada de ácido ascórbico– estimula a formação de novo colágeno e ajuda a proteger a pele dos efeitos do sol. Raramente causa irritação, mas, eventualmente, pode ocorrer em peles sensíveis. É encontrada em inúmeros cosméticos para rosto, colo e área dos olhos. “Pode ser usada durante o dia, antes do filtro solar, e também à noite”, indica a dermatologista Carla Albuquerque, de São Paulo.
Sua indicação de uso começa por volta dos 25 anos e a vitamina C ajuda a uniformizar o tom da pele, melhorar sua textura e diminuir rugas finas. Mas, há uma atenção importante: por ser um composto quimicamente instável, perde rapidamente suas propriedades em contato com a luz, o oxigênio e o calor. Por isso, os melhores produtos são os formulados visando manter a estabilidade da vitamina. Isso pode ser conseguido quando a vitamina é adicionada ao creme em nanocápsulas, isto é, encapsulada em micropartículas. Além disso, embalagens que protejam o creme da luz e do ar também contam pontos a favor.
Entre uma temporada e outra, um novo ativo surge com a promessa de cumprir maravilhas na pele e nos cabelos. Com a vitamina C não foi diferente. Ela passou reclusa por um tempo e foi submetida a novos testes para comprovar a sua eficácia como escudo contra a ação dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento cutâneo. Agora, a vitamina C está de volta. Segundo Susy Rabello, dermatologista do Hospital Bandeirantes, em São Paulo, “a vitamina C é fundamental para a síntese de colágeno e para a manutenção da derme. E é ligada diretamente à aparência saudável da pele”. Entre as funções do componente estão o poder rejuvenescedor, a ação antioxidante e o processo cicatrizante. Os produtos com vitamina C em sua fórmula não contêm contra indicações de uso e podem ser inseridos na rotina de cuidados a partir dos 21 anos. “Sabemos que a vitamina de uso tópico é melhor absorvida sendo usada em cremes com porcentagens do principio ativo em torno de 10 a 20%”, completa Susy. Veja, a seguir, uma seleção de produtos, tanto para os cabelos quanto para a pele, com o ativo. Por Tatiana Izquierdo, do UOL, em São Paulo Divulgação

3) Aquaporinas
São proteínas que formam poros nas membranas das células, permitindo a entrada e saída de água. Presentes naturalmente na epiderme, são essenciais para o funcionamento normal da pele. No entanto, a eficácia dessas proteínas decai com o passar dos anos. A pele, formada por 70% de água, fica mais seca e enrugada. Por isso, sua versão sintética está  presente em cosméticos para ajudar a prolongar o funcionamento delas, melhorando sua hidratação.
Uma pele bem hidratada tem textura mais suave e mais luminosidade. Além disso, linhas finas são atenuadas, uma vez que tendem a aparecer mais em um rosto desidratado. Sua indicação de uso começa aos 30 anos de idade. O uso das aquaporinas não traz nenhuma contra-indicação, mas procure orientação de um dermatologista antes de investir em um creme com o ativo.
4) Ácido hialurônico
Faz parte de um grupo de açúcares presentes naturalmente na pele, que formam uma espécie de “gelatina” entre as fibras de colágeno e elastina (proteínas que dão firmeza à pele).  Com o tempo, no entanto, o organismo perde a capacidade de produzi-los.
O ativo em sua forma sintética tem efeito hidratante e ajuda na retenção de água na pele. “Atualmente, é utilizado em micropartículas e, por isso, possui potencial para atingir as camadas mais profundas e se associar ao ácido hialurônico natural que já existe na pele”, explica o dermatologista Marcelo Bellini, de São Paulo. Também estimula a formação de colágeno e atenua ruguinhas e marcas de expressão. Nos consultórios, é usado de forma injetável para preencher rugas e sulcos.
Para uma pele mais firme, hidratada e com sinais de envelhecimento atenuados, seu uso pode ser iniciado aos 25 anos. Não há contra-indicação para o uso do ácido hialurônico, exceto para grávidas e mulheres que amamentam. “Não existem pesquisas que comprovem algo mas, por precaução, não indicamos para essas pacientes”, explica Bellini.
5) Vitamina E
Presente em alimentos como castanhas, vegetais verde escuros, oleaginosas, gema de ovo e fígado bovino, é um antioxidante capaz de regenerar o colágeno já existente na pele.  Conhecida como tocoferol nos tratamentos cosméticos, funciona como um coadjuvante na ação de outros antioxidantes, potencializando seus resultados. “Embora impeça a degradação do colágeno natural da pele, não estimula a produção da proteína”, esclarece Bellini. Também tem efeito protetor contra a radiação solar.
Sozinha, a vitamina E não tem intensidade suficiente para tratamento antienvelhecimento. Por isso, ela sempre vem associada a outros ativos –e os resultados dependem, assim, das propriedades deles. Sua indicação é para pacientes entre 25 a 45 anos e não existem contraindicações, mas é importante saber que, para resultados consistentes, o uso da vitamina E deve ser intensivo.
UOL

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.


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