Base genética de idosos ajuda diagnósticos e abre caça a ‘variações protetoras’
Mayana e Naslavsky. Foco da pesquisa é procurar genes protetores Foto: Felipe Rau/Estadão

Pesquisadores do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo (USP) estão a um passo de tornar público o maior mapeamento genético de idosos saudáveis da América Latina. Serão dados de 1.324 pessoas com mais de 60 anos da cidade de São Paulo. Em uma primeira fase, já foram identificadas 207 mil mutações genéticas nunca antes descritas na literatura médica – o que significa que são mutações particulares da população paulistana, que é amplamente miscigenada.

Mas, na prática, qual o impacto de termos detalhado o sequenciamento genético de idosos saudáveis? O principal deles, explica Mayana Zatz, professora e geneticista que lidera o centro de pesquisas genômicas da USP, é saber o quão grave uma mutação genética pode ser para uma pessoa no futuro. Ao identificar em um paciente uma mutação potencialmente perigosa, o médico poderá consultar esse banco de idosos que está sendo criado e descobrir se algum deles possui essa mutação.

A partir daí, descobrirá se aquela mutação tem ou não efeito tão nocivo ou, ainda, se existem mutações que são “protetoras”. “E isso já está acontecendo, pois parte dos dados já está disponível para consulta gratuita”, diz Mayana.

Conteúdo  compacto do  Estadão  Online

Comentar ()

() Comentários

Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.


Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por e-mail.




Siga me