Com certeza, você que está lendo este texto foi votar no domingo. E viu muita gente da sua idade na fila pra votar. Algumas pessoas nem alegaram “prioridade” e se submeteram até a duas horas de espera para entrar na cabine de votação. Você levou os números dos seus cinco candidatos anotados porque não queria passar vexame.

O que nós estamos querendo dizer com a nossa presença ao votar domingo, quando a lei não pune se a gente não o fizer, depois dos 70 anos, é que nosso protagonismo tem pressa.
É relevante. Não nos termos do ex-ator pornô que foi eleito para o Congresso Federal. Quantos ex-atores pornôs existem no Brasil? Somos cerca de 30 milhões de idosos, 27 milhões de eleitores. Os idosos representam 18,6% do eleitorado, ou 27,3 milhões de votos, números capazes de definir as próximas eleições, em todas as esferas do poder. Segundo o IBGE, atualmente há mais de 30 milhões de idosos no Brasil.

Não há mais como pensar o Brasil do futuro sem considerar os milhões de idosos. O perfil da população brasileira está mudando significativamente, a expectativa de vida está aumentando.
Em meio às disputas eleitorais, um dado divulgado pelo TSE desperta a atenção: o número de idosos, segmento formado pelos cidadãos com 60 anos ou mais, ultrapassou o de jovens (população dos 16 aos 24 anos).

Você deve ter acompanhado o noticiário da segunda e terça-feiras. Nenhuma linha sobre a maciça participação dos idosos brasileiros no primeiro turno dessa eleição. O G1 previu que isso iria acontecer em todo o Brasil:
“O voto não é obrigatório para quem tem mais de 70 anos. Mesmo assim, o número de eleitores nessa faixa etária aumentou no Alto Tietê. São 13% a mais do que nas eleições de 2016.
Jerônimo Barba Ferreira, de 73 anos, afirma que faz questão de exercer a cidadania porque quer mudanças para o país. ‘Eu não estou contente com a situação do país e, para mudar, eu tenho que votar. Eu não vou deixar para os outros resolverem para mim.’”

Nosso site (http://www.artedeenvelhecer.com.br) publicou entre setembro e outubro três conteúdos sobre a importância participação dos 60+ no pleito. Por alto, nas chamadas para as fanpages (Facebook) tivemos milhares de acessos, comentários e conteúdos compartilhados. Podem conferir. Arte de Envelhecer e Viva com Beleza.

Temos peso para pressionar o Congresso Federal e o próximo presidente para fazerem cumprir o Estatuto do Idoso, acabou de completar 15 anos. Quem o conhece? Um levantamento mostra que 134 projetos em tramitação na Câmara propõem alterações no Estatuto do Idoso. Eles foram agrupados em áreas temáticas: transporte (42), direitos humanos, minorias e cidadania (24), previdência e assistência social (20), direito penal e processual penal (20), saúde (18), habitação e moradia (6), trabalho e emprego (4).
Hoje para se cumprir um dos direitos fundamentais mais simples, Transportes, o Ministério Público do Paraná teve que montar uma grande estratégia. O Ministério Público do Paraná expediu uma recomendação administrativa para o prefeito de Paranaguá, no litoral do estado, Marcelo Elias Roque, para inibir a cobrança indevida da tarifa do transporte aquaviário para idosos com mais de 60 anos, até a Ilha do Mel.
A medida foi adotada após procedimento administrativo da 4ª Promotoria de Justiça de Paranaguá, para apurar possíveis irregularidades na cobrança e expedição de carteira para idosos pela Associação de Barqueiros do Litoral do Paraná (Abaline). A investigação teve a participação do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção dos Direitos dos Idosos.

Sandra Rabello, da Universidade Aberta da Terceira Idade da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Unati), acredita que as legislações que tratam do tema são suficientes, mas não têm sido respeitadas. A especialista destaca três principais medidas que protegem judicialmente os idosos brasileiros e, em particular, os fluminenses: Política Nacional do Idoso, Estatuto do Idoso e Política Estadual do Idoso. “O que precisamos é realmente organizar essas ações riquíssimas, que estão dentro da legislação e implementá-las no serviço público. Dessa forma, poderemos dar qualidade de vida e dignidade para eles”, defende Sandra.

Thereza Christina Jorge, editora

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.




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