No ano em que completa 70 primaveras, Tony Ramos se despede de José Augusto, em “Tempo de amar”, com a vitalidade de um menino. O ator nem sentiu a novela, que termina em 19 de março, passar. Seja pela receptividade positiva do público, pela troca de experiências com os jovens atores com os quais contracenou ou pela trajetória de seu personagem. Ele se redimiu após mandar Maria Vitória (Vitória Strada) para um convento e separá-la da própria filha pelo simples fato de não aceitar ter uma herdeira que fosse mãe solteira (foto).

— Termino essa novela com o sentimento de missão cumprida. “Tempo de amar” tem uma elegância, uma beleza no trato do amor e das contradições de um chefe de família em 1927 que me encanta. José Augusto tem a chance de se redimir sem deixar de ser o homem conservador que sempre será. Ele não vira um moderninho, mas se dá conta do ato agressivo que cometeu — diz o artista, que faz aniversário em 25 de agosto.

O mundo contemporâneo nem sempre atrai Tony, que, por exemplo, não aderiu às redes sociais. Mas esse fato não quer dizer que o ator seja muito apegado às tradições.

— Sou um homem do meu tempo. Fui jovem nos anos 60, estava querendo amadurecer nos 70, era maduro nos 80, “madurésimo” nos 90 e inteiro, pronto para a velhice, nos anos 2000. Em todas as épocas, sempre estive atento para a vida. Sou conservador na relação de respeito ao próximo, em não falar palavrão e no afeto pela minha companheira (ele é casado há 48 anos com Lidiane). Mas sou moderno para as manifestações culturais e para as relações homossexuais — frisa ele, que vê com naturalidade o envelhecimento: — Não tive crise dos 30, dos 40, dos 50, dos 60, e não vou ter aos 70. Envelhecer é uma dádiva, uma permissão maior. Fico feliz em olhar para Lima Duarte, Fernanda Montenegro, Laura Cardoso trabalhando com a bênção de Deus. (Extra Online)

Nota _ No sábado passado, 3, esteve na cidade do Porto, em Portugal, para receber um prêmio durante o Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto _ pelo papel de Abel Zebu na série ‘Vade Retro’, da Rede Globo.

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.




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