O Dia Internacional das Pessoas Idosas (ONU, 1990) é comemorado hoje mas a data não traz boas notícias. Nem nos países ricos. Nem no Brasil. Pela primeira vez em décadas, a expectativa de vida em países desenvolvidos diminuiu. De acordo com um estudo publicado recentemente no British Medical Journal (BMJ), o aumento no número de mortes pode estar relacionado à temporada severa de gripe que atingiu algumas regiões do Hemisfério Norte. De acordo com especialistas, a tendência é um sinal de alerta para o fato de que os sistemas de saúde podem não estar preparados para lidar com novos desafios.

“O fato de os sistemas modernos de saúde nos países mais avançados não conseguirem lidar com esse desafio inesperado, resultando nas primeiras reduções na longevidade por décadas, é impressionante e pode sinalizar problemas mais profundos”, disse Domantas Jasilionis, pesquisador do Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica, na Alemanha, à CNN.

Os registros foram observados entre 2014 e 2015, considerando estimativas de tendência geradas a partir de estatísticas oficiais, que forneceram informações sobre a mortalidade da população em dezoito países analisados (Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, , Holanda, Itália, Japão, Noruega, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça).

Os únicos países dentro do espectro de alta renda que apresentaram aumento na expectativa de vida – tanto para homens quanto para mulheres – foram Austrália, Japão, Dinamarca e Noruega. Mas os cientistas não sabem explicar o motivo desse resultado. Segundo os pesquisadores, a diminuição da taxa em países como Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Espanha e Reino Unido, foi notável, especialmente pela magnitude dos declínios.

O envelhecimento da população brasileira também gera pessimismo. Segundo reportagem publicada ontem, na página Bem Estar (G1), o médico Egídio Dórea, coordenador do programa Universidade Aberta da Terceira Idade da USP, afirmou que estamos no limiar de uma crise sem precedentes no que tange a doenças crônicas não transmissíveis , como hipertensão e diabetes. Diante da população de brasileiros com mais de 60 anos _ cerca de 30 milhões em 2017 _ o médico receita uma articulação de toda a sociedade em torno do problema de forma a transformar a longevidade em bônus e, não, em ônus, como ela se desenha.

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.




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