Minha casa está triste… Está precisando de cores novas, de plantas, de beleza enfim. Uma nova decoração. ………..

Dois anos depois…..

Minha casa está horrível, em obras, tudo revirado, não encontro nada, tudo fora do lugar……………

Três anos depois…

Como a minha casa está acolhedora! Bonita, mesmo. Toda colorida, com plantas, esse forro novo dos estofados deu uma vida, uma nova cortina… Quadros lindos…

Comecei a achar a casa feia depois que meus filhos foram cuidar da vida. Depois, reparei nos quartos vazios, no encardido das paredes, no estofado descorado dos sofás da sala. Minha casa estava sem jeito, não me reconhecia mais nela.

Aliás, não me reconhecia em mais nada. No corpo. Na igreja, no trabalho. Na maternidade. No trabalho de Deus.

A vida transcorreu sem graça, sem personalidade e sem identidade. Como os pássaros que perdem as penas e ainda estão sem a nova plumagem. Como a borboleta antes de sair do casulo.

Atravessar esse deserto foi uma eternidade. Durante seis anos, achei que Deus podia até nem existir…

A casa era um reflexo de uma pessoa desbotada, feia (por dentro e por fora), sem identidade espiritual ou física.

Um dia, fui resolvendo pequenas coisas. Ir ao médico, por exemplo. Fazer uma reflexão sobre a minha vida, sem os rótulos, e ver através das aparências. Ver-me simplesmente. Com honestidade mas com amor.

Um dia, comprei um álbum de tecido turquesa para as fotos dos meus filhos adultos. Suas casas, seus amigos. Suas viagens. Percebi que já havia o quê contar. E eram coisas boas.

Um dia, fiz uma mala cheia de roupas que não davam mais em mim e doei. Um tempinho depois achei roupas charmosas e adequadas para comprar e vestir.

Redescobri a minha vida espiritual. Deus saiu detrás da nuvem!

Moral da história. A desarrumação na minha vida na verdade era apenas o primeiro momento de uma nova e mais bonita (eu disse bo-ni-ta) decoração. As mudança têm diminuído de intensidade.Tenho percebido algum aperfeiçoamento. Minha casa está realmente mais charmosa e aconchegante. A geladeira tem mais comida que congelados. Descobri flores o ano todo, é só alimentá-las com luz e água. Também estou me alimentando melhor espiritualmente. E reconheço Deus nas pequenas coisas da minha vida.

Thereza Christina Jorge, editora

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.




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