Longev Week apresentará estudos internacionais que mostram que isolamento e solidão podem levar a doenças.

A Longev Week abre inscrições para a Semana da Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças. O evento, que ocorre de 8 a 14 de dezembro no teatro da Faculdade de Medicina (FM) da USP, contará com 49 palestras temáticas e 49 atividades de bem-estar, uma realização da Free Aging, plataforma que promove encontros que têm como eixo a pessoa em seu processo de envelhecimento, como o Fórum de Moradia para a Longevidade, em parceria com o Estadão, o Secovi e o Fórum de Talentos Grisalhos. Em entrevista ao Jornal da USP no Ar, Luiz Fernando Ferraz da Silva Burns, professor do Departamento de Patologia da FM, e Edgar Werblowsky, criador do projeto, falaram sobre o envelhecer.

Burns esclarece que o envelhecimento é um processo como qualquer ciclo da vida. Como parte desse ciclo, alterações funcionais são normais. O envelhecimento pode ser vivido de forma saudável e para isso é preciso que as pessoas se preparem. “A Longev Week é importante porque atrai não apenas a forma de viver nessa nova realidade, mas de se preparar para ela. Esse evento transcende apenas a população idosa. Todos nós devemos nos preparar para chegar aos 80, 90 anos, tendo qualidade de vida e um papel significativo na sociedade”, explica. Com o avanço de diversas técnicas dentro da medicina e de promoção da saúde, a população vive mais, comparando com a expectativa de vida no século passado. Portanto, a saúde da 3ª idade é um desafio global.

Werblowsky explica a dinâmica do evento: palestras e atividades acontecerão diariamente e as pessoas vão escolher de quais irão participar. Há um grande cardápio de palestras e atividades voltadas para a questão do envelhecimento com qualidade, o que vai atender à expectativa de muitas pessoas.

Para Burns, os serviço de saúde precisam enxergar essa faixa da população de forma diferenciada. As necessidades de saúde e sociais são diferentes. Um dos dados importantes é o número de profissionais voltados à saúde do idoso. No Brasil, a quantidade de profissionais geriatras e gerontólogos é considerada pequena quando comparada à população idosa que temos e que teremos. Isso faz com que a formação médica seja fundamental, garantindo que os alunos saiam com uma boa formação geriátrica.

A Longev Week apresentará estudos internacionais que mostram que as pessoas que vivem muito precisam de relacionamentos sociais de amizade de alto valor. O isolamento e solidão podem levar a doenças. Portanto, investir em relacionamentos de alta qualidade é reduzir os custos de saúde. “Têm muitos eventos na área médica, mas poucos na área de tocar realmente o cidadão. E ele cada vez mais pode ser protagonista na sua saúde para o futuro”, afirma o professor.

Para consultar a programação e se inscrever no evento, que é aberto à população geral, clique aqui.

Jornal da USP

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.




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