A Mitologia do Emagrecimento




Mito número 1: “Existe dieta mágica?”.
Não existe. Um estudo comparando diferentes tipos de dietas e publicado em 2014 mostrou que todas as dietas que possuam restrição do número de calorias, independentemente da composição da dieta por macronutrientes – menos gordura, menos carboidrato etc. – produzem como resultado praticamente a mesma perda de peso ao final de um ano de acompanhamento médico. O que se deve buscar é a dieta que melhor se encaixe ao estilo de vida do paciente; mas isso deve ser feito por um profissional habilitado, médico ou nutricionista.

Mito número 2: “Quem perde peso rápido, ganha de volta rápido.”.

Pelo contrário, um dos fatores que determinam a chance sucesso de um programa de emagrecimento é a velocidade inicial de perda de peso: quanto mais peso se perde no início do tratamento, maior a chance de manter “longe” os quilos perdidos. Outros fatores que contribuem para o sucesso do emagrecimento é a aderência do paciente – a capacidade de “seguir” o plano alimentar indicado – e a frequência de acompanhamento com um profissional de saúde: quanto maior a frequência nas consultas maior a taxa de perda de peso.


Mito número 3: “Perdi peso e ganhei tudo de novo: não valeu de nada?”.

Valeu sim! Cada dia, cada semana, cada mês que o indivíduo passe com menos peso é uma conquista, é positivo e deve ser valorizado. O acúmulo excessivo de gordura corporal produz um impacto metabólico muito grande no organismo. Na obesidade, as células de gordura (adipócitos) produzem uma série de substâncias nocivas (adipocinas) que entre outras ações nocivas, aumentam a fome, diminuem o gasto energético, alteram o perfil lipídico (aumentam o LDL-colesterol, ou “colesterol ruim”, por exemplo), aumentam o risco cardiovascular e a resistência à insulina (contribuindo para o desenvolvimento do diabetes). A literatura científica respalda que a diminuição de apenas 5 a 10% do peso corporal já reduz de forma significativa os fatores de risco para diabetes e doenças cardiovasculares. Cada quilo a menos, pelo tempo que for, diminui esse impacto para o organismo e é algo muito positivo e deve ser sempre comemorado. 


Mito número 4: “Perder peso é apenas uma questão de força de vontade.”.

Muito embora o componente psicológico seja muito importante no emagrecimento – e em tudo na vida, na verdade! –, existe, como vimos, um componente bioquímico muito forte na obesidade, representado pelas adipocinas produzidas pela gordura corporal em excesso. Uma das ações negativas das adipocinas, por exemplo, é justamente diminuir a saciedade: a pessoa come, come, come e não se sente “satisfeita”; o que pode ser falsamente interpretado por quem olha de fora como “gula”, mas é, pelo contrário, um defeito dos mecanismos de regulação do sistema de equilíbrio energético do organismo.

Mito número 5: “Obesidade não se trata com remédio.”.

Mito, mito, mito. Remédios podem ser uma ferramenta importante no tratamento da obesidade, desde que sejam prescritos por um profissional experiente. Muitos dos medicamentos usados no tratamento da obesidade atuam justamente nas regiões do cérebro que controlam a fome e a sensação de saciedade – que se encontram alterados no obeso – e podem ser benéficos. Nunca, no entanto, o remédio substituirá uma orientação alimentar e um plano de atividade física adequados, que devem formar a base de todo e qualquer programa de emagrecimento.


Mito número 6: “Fazer sexo todo dia emagrece.”.

O gasto calórico envolvido em um intercurso sexual padrão é da ordem de 21 Kcal o que é muito pouco para promover uma perda de peso significativa.


Mito número 7: “Se eu fizer cirurgia (bariátrica) nunca mais eu vou ter que me preocupar com a alimentação.”

Como qualquer pessoa que já tenha passado por uma cirurgia bariátrica sabe, isso é uma tremenda inverdade. Pelo contrário, após uma cirurgia desse tipo, a atenção à alimentação deve ser redobrada, seja para se evitar as deficiências nutricionais (muito comuns após esse tipo de cirurgia) como para se evitar o reganho de peso – que chega a níveis significativos a partir dos 5 anos de pós-cirurgia. A cirurgia bariátrica, embora seja uma arma poderosa no combate à obesidade, não é uma solução “mágica”, sendo necessária uma reeducação alimentar e uma modificação do estilo de vida, além de um acompanhamento regular com equipe multiprofissional para se ter resultados duradouros.


Dr. Noé Alvarenga é médico com formação em prática ortomolecular pela SOMORJ e pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN, com foco no tratamento da obesidade e emagrecimento.
CONSULTÓRIO:

Rua Sete de Setembro, 55, Sala 805 –  Centro – Rio de Janeiro – RJ

AGENDAMENTOS:

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao topo