Antes de comprar um Celular, saiba disso:

julho 21, 2016 0 Por Thereza Christina Pereira Jorge

Em 2013, surgia no mercado de smartphones o Moto G, que causou impacto por trazer um bom desempenho por módicos R$ 649. O modelo não apenas virou campeão de vendas da Motorola, vendendo cerca de 16 milhões de unidades no Brasil, mas levou as marcas concorrentes a lançar outros produtos com bom custo-benefício. O problema é que nos últimos anos, a crise econômica levou à alta de quase todos os celulares vendidos no país e bagunçou um pouco os perfis dos smartphones lançados por aqui.

Segundo a consultoria GFK, os atuais modelos de celulares à venda no Brasil podem ser divididos em quatro espectros, de acordo com suas faixas de preço: baixo custo, com aparelhos que custam até R$ 449; médio custo, de R$ 450 a R$ 999; alto custo, de R$ 1.000 a R$ 1.899; e premium, os acima de R$ 1.900. De um modo geral, os produtos tecnicamente acompanham essa divisão; ou seja, quanto mais caro, melhor. Mas nem sempre isso pode ser levado à risca.

Os celulares de baixo custo são para quem está adquirindo seu primeiro aparelho e/ou não tem muito dinheiro para investir. São exemplos dessa faixa os modelos One S420, da brasileira Positivo (R$ 399), e o Pixi 4, da chinesa Alcatel (R$ 351,91). Suas configurações são as mais fracas também: câmeras de no máximo 8 MP, telas pequenas e memória interna de apenas 8 GB, que não comportam muitos apps –a maioria dos bons modelos têm no mínimo 16 GB.

Mesmo para quem quer correr o risco e só quer um celular para ligar e usar o WhatsApp –provavelmente com um plano de internet móvel restrito– há um problema novo: esses modelos estão ficando mais difíceis de achar. Já não se encontra tão facilmente modelos baratos das grandes marcas, como Samsung, LG e Motorola. Estas estão investindo mais nas faixas de mercado seguintes, as dos celulares de médio e alto custos.

https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001580;ord=1469120800417
Essas duas faixas são para usuários um pouco mais experientes, que por ventura já passaram pelo celular de baixo preço e que agora exigem mais recursos e desempenho, mas ainda sem gastar demais. Aqui já vemos modelos com telas de cinco polegadas e processadores quad-core, mais rápidos que os da categoria anterior.  A alta dos preços também “empurrou” muitos consumidores a comprar um celular mais caro.
Compacto do UOL