Anyky conseguiu envelhecer

Sociedade civil quer políticas públicas para apoiar população LGBT idosa

Pesquisa aponta discriminação contra essa população em Instituições de Longa Permanência de Idosos

Participantes de audiência pública na Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados, realizada ontem, (20), sobre a necessidade de políticas para garantir um envelhecimento com qualidade para a população LGBTQIA+, apontaram uma dupla invisibilidade do tema, que une o preconceito contra os mais velhos e contra os homossexuais.Apesar de enumerar avanços como a união civil para os casais gays e a criminalização da homofobia, os debatedores lembraram que os idosos LGBT são discriminados inclusive dentro da própria comunidade. O diretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI, Cláudio Nascimento, acrescenta que há preconceito em abordar a vida sexual dos mais velhos, independentemente da orientação sexual.

“Quando se vai falar do idoso ou da idosa em geral, já se negligencia, se rejeita ou se omite ou sequer se considera que o idoso tenha sexualidade, tenha possibilidade de ter afeto ou de ter desejo ainda”, disse.

Racismo e homofobia
Coordenador do Ambulatório de Saúde da Pessoa Idosa do Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo, o geriatra Milton Crenitte levou para a audiência dados sobre discriminação a idosos LGBT nos sistemas de saúde da Inglaterra e dos Estados Unidos.

Ele está analisando 7 mil questionários que coletou em uma pesquisa sobre envelhecimento e acesso a saúde feita em todos os estados do Brasil. As respostas já mostram, por exemplo, que, para velhos pretos e pardos, as dificuldades aumentam e que mulheres lésbicas têm menos oportunidades de fazer exames preventivos.

Anyky conseguiu envelhecer

https://youtu.be/tFa4r0CSy3k   _ link da entrevista  no YouTube. O vídeo não pode ser carregado, porque a imagem não abre nos celulares . 

A ativista Anyky Lima, de 65 anos, morreu de câncer, mês passado em Belo Horizonte. Sobreviveu as estatísticas e se tornou idosa em um País onde a expectativa de vida de uma travesti ou transexual é de 35 anos. Mas nem ela sabia nos explicar como conseguiu sobreviver tanto tempo depois de ter sido expulsa de casa aos 12 anos.

Anyky nasceu no Rio de Janeiro e era carinhosamente conhecida como Vó Anyky. Ela atuou em várias frentes de defesa aos direitos de pessoas LGBTQUIA+. Ela chegou a ser presidenta do Cellos-MG (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual em Minas Gerais) e também foi representante estadual por Minas na  Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

Viveu e morreu lutando! Além de ter sobrevivido a ditadura, a epidemia do HIV nos anos 80/90, a ausência e omissão do estado, a violência e o transfeminicídio, era uma grande defensora dos direitos das pessoas LGBTI+ e lutadora pela cidadania da população de Travestis e demais pessoas trans.

Agência Câmara de Notícias e Marie Claire digital

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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