Fone de ouvido pode provocar Surdez

“Nunca antes ouvimos tão pouco”, diz a gerontóloga Suyen A. Miranda, da consultoria Velhice com Carinho, de São Paulo, ao observar o quanto a capacidade auditiva vem sendo reduzida em função de traumas considerados inofensivos no cotidiano. Destes traumas, o mais impactante tem sido o uso indiscriminado de fones de ouvido “principalmente os que se apoiam na concha auricular, jogando a vibração com força na delicada estrutura auditiva”, frisa a pesquisadora.
O preço acessível destes fones fez a popularização dos mesmos e, junto a smartphones, faz com que fiquem boa parte do tempo em uso bloqueando os sons do cotidiano e forçando que cada vez mais os sons tenham de ser mais altos que o recomendado levando em conta que todo ambiente tem clima sonoro de diversas naturezas. “Sons como o dos carros, ônibus, conversas fazem com que toda esta interferência acabe exigindo da estrutura delicada de células ciliadas da cóclea, e gradualmente reduzindo sua capacidade”, explica Suyen.

Os fones de ouvido que cobrem as orelhas (circumaurais) são mais eficientes em reduzir os sons externos e privilegiar a qualidade do som emitido sem contudo forçar excessivamente a estrutura auditiva, mas requerem cuidado no uso. “São aparelhos menos agressivos e como isolam melhor, não é necessário um som alto para ouvir a informação, no entanto devem ser usados com parcimônia”, diz a especialista em envelhecimento que nota uma perda auditiva precoce devido a este e outros traumas, como por exemplo a exposição constante a zumbidos.

“A luz elétrica, a televisão e o rádio emitem ondas que podem ser percebidas em sons após algum tempo, pois formam um campo magnético emissor de som”, alerta Suyen. Ela explica que pessoas que dormem com televisão ligada ou com diversos aparelhos elétricos no quarto não consegue ter o silêncio fundamental para descansar e compensar a poluição sonora cotidiana. “Este excesso de esforço dos ouvidos leva à perda de determinados timbres, dificultando o entendimento de conversas”, afirma a pesquisadora.

Nos idosos, que por conta do natural envelhecimento do organismo, o uso dos fones compromete ainda mais a estrutura auditiva, “porque leva a forçar cada vez mais o tom, aumento a carga de decibéis recebida pelos ouvidos, afetando diretamente pequenos ossos que compõem o ouvido além da delicada estrutura da cóclea, assim ouvindo cada vez menos”, finaliza a pesquisadora.

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Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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