Uma nova técnica de rejuvenescimento promete reverter os sinais do tempo levando em conta o que a mulher mais gostaria de mudar em relação à própria imagem. A principal ferramenta para identificar as prioridades é o espelho – e o que se sente ao olhar para ele.

O MD Codes Visionary (sigla para códigos médicos visionários, em inglês) segundo o cirurgião plástico brasileiro Maurício de Maio (foto), criador dos dois métodos, mais que preencher rugas, o importante é focar no que ele define como mensagens emocionais do rosto.
“Eu costumava ver pacientes insatisfeitas mesmo após corrigir um sulco ou uma linha de expressão. Decidi então pesquisar por que as expectativas delas não vinham sendo atendidas nos consultórios”, conta o médico.“Passei a perguntar o que mais as incomodava e com o que se importavam.” Para sua surpresa, as respostas nunca incluíam “não gosto desta ruga aqui” ou “do meu bigode chinês”. Elas se queixavam de manter “um traço de desânimo” e “uma aparência triste”. Maurício chegou à conclusão de que um tratamento deveria partir dos sentimentos que a pessoa pretende transmitir. Surgiam assim as diretrizes que resultaram no MD Codes Visionary, que se diferencia por incorporar o viés comportamental.
Um mapeamento da face identifica os sinais responsáveis pelo que se vê no espelho. Esse desenho ajuda a compreender quais áreas estão interferindo positiva ou negativamente na acentuação dessas impressões.
“É necessário ter uma visão global do rosto”, afirma Maurício. Com isso em mente e usando o mesmo produto adotado nos tratamentos convencionais (preenchimento com ácido hialurônico e toxina botulínica), o médico distribui as injeções para conseguir um resultado mais harmonioso.
O primeiro passo é olhar para o espelho e eleger até três entre as oito impressões abaixo. A análise deve considerar aquilo que mais incomoda e o que se quer alcançar. Após a definição, o profissional planeja os pontos estratégicos para aplicar o preenchimento com ácido hialurônico e a toxina botulínica.
O fato de levar em conta estas emoções é o que diferencia o MD Codes Visionary dos outros tipos de rejuvenescimento. O mapa foi criado para facilitar a comunicação entre o médico e a paciente. Ela coloca em palavras aquilo que mais a incomoda ao se olhar no espelho. Assim, alinha suas expectativas às possibilidades do tratamento – já que não se pode alterar muitas expressões faciais de uma só vez.
O médico costuma explicar, na consulta, como são formados os sinais indesejáveis. Por exemplo, tendemos a franzir a região entre as sobrancelhas quando ficamos bravas, preocupadas ou até se esquecemos os óculos. Nesse caso, passamos o dia inteiro trabalhando com o cenho contraído. O movimento gera uma ruga permanente na região, o que resulta na imagem de alguém que vive aborrecido. Já a flacidez da pele do rosto (abaixo dos olhos, nas bochechas e mandíbulas) transmite a impressão de cansaço crônico mesmo após uma maravilhosa noite de sono.
Dói? Custa caro? Parece plástica? Como é aplicado?
O ácido hialurônico e a toxina botulínica são injetados nos pontos de ancoragem identificados pelo médico. “Não é um preenchimento direto na ruga. A intenção é recuperar volume de forma global e profunda”, diz Juliana. É rápido, realizado em consultório e apresenta resultado imediato. Diferentemente de uma cirurgia plástica, não demanda período de recuperação – mas o efeito, temporário, dura cerca de um ano.
2.O resultado é mais natural que o da cirurgia plástica?
O MD Codes Visionary aumenta as chances de se obter um resultado sutil graças à marcação de pontos-chave. “Há variações anatômicas que precisam ser levadas em conta”, ressalta Murilo. O procedimento pode evitar uma cirurgia plástica, adiar sua realização ou até mesmo ser associado a ela, dependendo da indicação individual.
3.É um procedimento dolorido?
Pode gerar algum desconforto, que é amenizado com anestesia tópica. “A substância injetada também tem anestésico, o que ajuda a suportar qualquer dor”, explica Juliana.
4.Qual a indicação?
Pessoas que buscam harmonização facial e desejam corrigir mais do que um detalhe, como flacidez, de leve a moderada, amenizar a aparência de rugas e linhas de expressão e recuperar o volume.
5.Pode ser feito em qualquer idade?
Depende do tipo de indicação. Contra o envelhecimento, em geral, o ideal é a partir dos 35 anos. “Mas existem outras funções, como em pessoas que reclamam de queixo pequeno ou falta de adequação facial. Mas é preciso se submeter a uma avaliação médica”, diz Juliana.
6.Existem contraindicações?
Evita-se em pessoas que tenham doenças autoimunes, lesões de pele ativas ou que estejam grávidas. Como qualquer procedimento, a técnica deve ser realizada por um médico capacitado e especializado.
7.Quanto custa?
O preço varia de 2 mil a 16 mil reais, dependendo do número de ampolas usadas.

Compacto de reportagem publicada na revista Cláudia Online

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