A corajosa reinvenção de Dinah, 90 anos, depois do câncer

Após se recuperar de câncer, idosa de 90 anos faz sucesso na web com vídeos de receitas: ‘Me faz feliz’

Dinah Barroso Neves conta com a ajuda do neto para produzir o conteúdo e publicar na rede social. Sem poder receber visitas durante a pandemia, ela passou a ensinar a preparar doces e sobremesas direto da casa dela, em Quirinópolis.

 

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Depois de superar um câncer de mama, Dinah Barroso Neves, de 90 anos, passou a dedicar o tempo dela ao preparo de receitas para serem publicadas em uma rede social. Em vídeos gravados direto da cozinha de casa, em Quirinópolis, na região sudoeste de Goiás, a idosa ensina o passo a passo do preparo de doces e sobremesas.

“Isso tem me feito muito feliz. Eu gosto de cozinhar para todo mundo e, já que não posso sair de casa, porque tenho que cuidar da minha saúde, eu [visito] pela internet e ainda ensino o que eu sei”, disse a idosa.

Neto de Dinah, Murilo Neves de Sousa, de 36 anos, é responsável por gravar, editar e postar os vídeos em sua conta pessoal no Instagram. Ele conta que a ideia surgiu depois que, por conta da pandemia de coronavírus, a avó não pôde mais sair de casa nem receber visitas dos familiares.

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Dinah Barros Neves, de 90 anos, faz sucesso em vídeos de receitas na internet, em Quirinópolis — Foto: Reprodução/Instagram

“Ela estava muito triste, depois que fez a cirurgia só ficou em casa. Por ser do grupo de risco, ela está mais isolada. Daí eu decidi que precisava encontrar algo que ela gostasse de fazer e ocupasse o tempo dela também”, contou.

Murilo acredita que os vídeos, além de serem uma forma de entreter a idosa, também estão ajudando a avó a se recuperar do tratamento agressivo que teve de enfrentar por conta do câncer.

“Ela recebe muitas mensagens de incentivo. Isso tem deixado ela muito feliz. No último post, nós recebemos mais de 100 mensagens parabenizando pelo conteúdo. Se isso a faz feliz, eu vou continuar ajudando e mostrando pra todo mundo o quanto, apesar da idade, ela ainda está forte e feliz”, disse.

Dona Dinah, como gosta de ser chamada, conta que o amor pela culinária é antigo. Quando era mais nova, ela tinha uma padaria, onde aprendeu a preparar as receitas. Animada com a repercussão dos vídeos, ela disse que pretende continuar ensinando as receitas.

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Dinah Barroso Neves recebe elogios em vídeos de receitas publicados na internet, em Quirinópolis, Goiás

Conteúdo do G1, enviado pela jornalista Christina Miguez

“Cuidando de quem cuida”: Fiocruz pesquisa cuidadores na pandemia

Para fazer um levantamento inédito no país, foi lançada hoje a pesquisa ‘Avaliação das condições de trabalho e saúde de cuidadores de pessoas idosas em tempos de Covid-19’. Sob a coordenação do professor-pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), Daniel Groisman, e da pesquisadora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Dalia Romero, o estudo busca reunir informações sobre o perfil sociodemográfico de cuidadores de pessoas idosas e mapear o impacto da pandemia para as suas condições de trabalho, informação e saúde.

A realização do estudo busca dar visibilidade para esse contingente de trabalhadores e para as suas necessidades em saúde e de melhorias no trabalho. “Os resultados da pesquisa também poderão ser úteis para o planejamento de ações voltadas para a melhoria das condições de cuidado dos idosos”, aponta.

Para participar da pesquisa, basta acessar o site do projeto  e preencher um questionário online. A participação é anônima.

“Cuidando de quem cuida” é financiada pelo Edital Inova, da Fiocruz, e tem a colaboração de pesquisadores da EPSJV, do Icict/Fiocruz, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

A pesquisa se debruça sobre uma população em situação de vulnerabilidade, as pessoas que cuidam de idosos, abrangendo tanto os cuidadores familiares, quanto os cuidadores remunerados. “Entretanto, poucas informações se tem sobre a situação dos seus cuidadores, que se encontram em situação de grande responsabilidade, maior sobrecarga e, certamente, com necessidades de apoio e maior acesso à informação nesse momento”, ressalta.

Fiocruz

De mulher para mulher: a menopausa de Michelle Obama

“Foi como se alguém tivesse posto um forno dentro de mim”. No último episódio do seu novo podcast, a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama desfez tabus relativamente à saúde e bem estar das mulheres numa conversa com uma amiga de longa data, a ginecologista e obstetra Sharon Malone. Entre os temas abordados estiveram a menopausa, o peso, o envelhecimento, a imagem e, claro, como as mulheres lidam e são condicionadas a lidar com estas questões.

Durante os 41 minutos de conversa, a que deu o título O que a sua mãe nunca lhe disse sobre saúde com Dr. Sharon Malone, a antiga primeira-dama partilhou uma história sobre um “afrontamento” que teve no helicóptero presidencial Marine One, a caminho de um evento com o então presidente, o seu marido, Barack Obama.

“Foi como se alguém tivesse posto um forno dentro de mim e o ligasse no máximo. E depois tudo começou a derreter e eu pensei ‘isto é de loucos, não posso, não posso, não posso fazer isto'”, contou ela. “O que o corpo de uma mulher a faz passar é informação importante. É importante dar espaço, na sociedade, a estas questões, porque metade de nós está a passar por isto, mas estamos a viver como se não estivesse a acontecer”, alertou.

The Michelle Obama Podcast resulta de uma parceria entre a Spotify e a Higher Ground, uma produtora criada pelos Obama, e tem como foco temas ligados à saúde e aos relacionamentos, a partir de conversas informais e descontraídas entre Michelle Obama e os seus convidados.

A mulher que durante oito anos foi primeira-dama dos Estados Unidos e viveu com o marido, o então presidente, Barack Obama, na Casa Branca, com as duas filhas do casal, Malia and Sasha, parece estar num momento de balanço, aos 56 anos.

A certo momento, no podcast, Michelle pergunta: “Conheces alguma mulher que esteja contente consigo própria? Assim de repente, a interlocutora, Sharon Malone, não está a ver e comenta: “Estamos sempre a tentar consertar ou mudar alguma coisa”, ao que Michelle responde: “Sim e isso é tão cansativo, não é?”

E continuam, entre gargalhadas e vozes sérias, numa conversa de amigas que fala de questões que dizem respeito a todas as mulheres – a diferença como a sociedade continua a encarar o envelhecimento de mulheres e homens, a ditadura da (boa) imagem que continua ser imposta às mulheres, a importância de ter um estilo de vida mais saudável, não tanto pela forma, mas pelo conteúdo…

The Michelle Obama Podcast

Pandemia: a lenta agonia nos asilos brasileiros

Por onde começar para diminuir o contágio e as mortes por covid-19 nas Instituições de Longa Permanência brasileiras, os antigos asilos? Nem os maiores estudiosos do assunto poderão resumir suas  prioridades e providências. Certo é, que o covil-19 e as ILPIs terão um longo “casamento”. Infelizmente. No início do ano, o Ministério da Saúde previu num relatório que o número de óbitos nos asilos poderia chegar a mais do que 11 mil.

Nathaniel Hupert, professor de políticas de saúde  e especialista em emergências sanitárias da Universidade de Cornell (NY), em recente seminário, revelou  que o percentual de mortes nas ILPIs foi menor em países que investiram em compra de equipamento, treinamento, testagem ampliada e isolamento, como Áustria, Holanda, Portugal, Irlanda e Austrália.

Para o especialista,  a prioridade é   investir em modelos de prevenção, que devem ser criados por equipes multidisciplinares. No caso da Covid-19, os gráficos mostravam que, depois de alcançar um pico, a epidemia perdia intensidade com o isolamento, mas não indicavam que, no caso das instituições de longa permanência, isso não ocorria”.

Por uma informação  da diretora-geral  da Frente Nacional de Fortalecimento às Instituições de Longa Permanência para Idosos, a geriatra mineira Karla Giacomin, podemos chegar a conclusões alarmantes. Ela com 500 voluntários estão se organizando para lutar por uma Política Nacional de Cuidados Continuados.  “Qualquer pessoa, em qualquer idade, não apenas idosos, pode precisar de atendimento multidisciplinar que é complexo”, afirma Karla Giacomin,  que presidiu o Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI),

No último Censo, em 2010, Belo Horizonte contava com 28 instituições segundo o radar do Conselho Nacional de Assistência Social. que abrigavam 800 idosos. Com a pandemia, fez-se nova pesquisa e  descobriu-se  que só na capital estão em operação 208 lares, a maioria particulares (beneficentes ou não).

Se um idoso é diagnóstico com COVID-19 significa que o vírus conseguiu entrar na ILPI. Neste caso, está indicada a testagem de todos que trabalham ou vivem na casa. Essa é a única maneira de identificar os demais idosos e funcionários que também apresentam a doença, mesmo os assintomáticos, para organizar um bloqueio do surto dentro da ILPI.

Na opinião do médico Rodrigo Daniel de Souza, de Belo Horizonte, “é covardia apontar o dedo para os donos dos lares dos idosos. É uma coisa nova para todo mundo. Somos todos co-responsáveis pelo quadro que está aí.”

O cuidado faz sentido, pois em alguns países, como os EUA, o número de mortes em asilos e casas de acolhimento de pessoas mais velhas representa quase metade do total, segundo o jornal The New York Times. Em outros, como o Canadá, os dados são ainda piores, chegando a 80%. Na Itália, a repetida manchete dos jornais noticiava:

Itália investiga milhares de mortes de idosos em asilos – 20/04 …

Segundo o médico mineiro, o ideal é que a ILPIs sigam as dicas da Nota Técnica Nº 5 da Anvisa (atualizada pela última vez em 24 de junho), mantendo os residentes em quartos privativos, tendo funcionários de dedicação exclusiva, evitando servir refeições em espaços comuns, aferindo temperatura corporal duas vezes ao dia, incentivando a limpeza das mãos e uso de máscaras, individualizando utensílios e higienizando objetos como corrimãos.

Na realidade brasileira, a nota da Anvisa beira à irrealidade.  Sabe-se da precariedade de recursos da grande maioria dos asilos. A verba federal mensal de cada instituição é R$ 90,00. E segundo a Organização Mundial do Trabalho, entre 48 países que destinam percentuais do PIB para cuidados e atenções para os idosos  e idosas, o Brasil destinou até agora 0% do seu PIB.

A avaliação de especialistas é que as ILPIs reúnem todas as condições para a transmissão do novo coronavírus: ambiente fechado, aglomeração e idosos frágeis, que são mais susceptíveis às formas mais graves da infecção “por apresentar baixa reserva homeostática e múltiplos fatores de risco, tais como hipertensão arterial, diabetes mellitus e doenças cardiovasculares”. 

Thereza Christina Pereira Jorge com informações do Estadão Digital, Estado de Minas,  Modo de Usar (G1) lives do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde.

 

Sala de Aula: fazer um ateliê em 24 horas por R$ 999,00 num cantinho da casa

Assisti este vídeo do UOL, seção Tapa na Casa. Sensacional, emocionante e didático. Descobri que a pandemia trouxe uma urgência de movimento e criatividade. Aprendi a lição com três jovens encantadores. Thereza

“A Cami e o Pablo, do blog @apto.21, aceitaram o desafio de criar um ateliê para a Lu, que agora trabalha com arte. Eles precisam gastar pouco e transformar o ambiente onde ela trabalha para que ela seja moldável e funcional. O resultado ficou IN-CRÍ-VEL! Acompanhe o passo a passo! #DIY #TapaNaCasa #AteliêEmCasa” YouTube

O “Silver Power” subiu à cabeça

Quando falamos em moda, talvez uma das primeiras imagens que vêm à cabeça seja a de Miranda Priestly, a icônica personagem interpretada pela atriz Meryl Streep, de 71 anos, no filme O Diabo Veste Prada (2006). Editora-chefe da fictícia revista

Runway, Miranda emana poder. Os looks usados por ela no longa foram assinados pelas melhores grifes do mundo, mas foram os cabelos brancos que fizeram a imagem da personagem ser tão emblemática.

Meryl Streep gravou o filme quando tinha 57 anos e revelou em entrevista à época que sua inspiração para a cor do cabelo veio de Carmen Dell’Orefice, de 89 anos, atriz e modelo americana. Dell’Orefice começou a modelar com 13 anos e, aos 14, posou para Salvador Dalí (1904 – 1989). Até hoje, segue sendo destaque em capas de revistas e desfiles. A relação de Carmen Dell’Orefice com os brancos também está relacionada a sua força. Nos anos 1960, com quase 40, a modelo fez a escolha de parar de pintar seus cabelos após um episódio no qual o marido arrancou um dos fios grisalhos de sua cabeça. A modelo tomou como inaceitável a ação do marido e reagiu, assumindo a cor de seu cabelo e tornando sua imagem ainda mais memorável.

No mundo da moda, é possível encontrar outras mulheres que se tornaram referência por seus cabelos, como é o caso de Sarah Harris, redatora-chefe da Vogue britânica e estrela de street style.

Assumir os brancos é mais natural na Europa, mas a tendência começa a ter adeptas no Brasil. Marina Bragante, de 40 anos, mestre em Gestão Pública por Harvard, é uma das mulheres que fizeram dos cabelos brancos uma de suas marcas registradas. “Decidi que nunca ia pintar o cabelo logo quando os primeiros grisalhos começaram a aparecer. Isso aconteceu em torno de 2010. De 2015 para cá, eles ficaram cada vez mais brancos e, com isso, chegaram as críticas. As pessoas falam que eles me envelhecem ou que isso é falta de cuidado. Mas de uns dois anos para cá tenho notado que na mesma proporção das críticas chegam elogios”, conta Bragante. Curiosamente, nesta mesma época, um relatório divulgado pela Mintel, empresa inglesa especializada em pesquisas de mercado, revelou que, em 2018, 68% das mulheres entre 25 e 64 anos já consideravam aceitável ter cabelos grisalhos.

Cuidados. Ao contrário do que alguns podem pensar, assumir a cor natural não é falta de cuidado. Ao contrário, pois exige atenção especifica para hidratar e evitar a oxidação da cor, que causa o amarelamento dos fios. “Realizar tratamentos para a proteção de danos é fundamental, pois os fios brancos são mais suscetíveis ao ressecamento, que traz porosidade e ‘frizz’.

Para melhorar a saúde do cabelo, é necessário trazer água à sua estrutura com tratamentos com umectantes, ácido hialurônico e colágeno”, conta Cris Dios, responsável pela rede de salões Laces and Hair, que desenvolveu um protocolo específico de cuidados para cabelos brancos a base de vitaminas e nutrientes. “A nutrição também é muito importante para manter os fios saudáveis com reposição lipídica, na qual usamos óleos, manteigas e silicones”, completa Dios.

Há 33 anos trabalhando com cuidados do cabelo, a expert revela que, nos últimos tempos, tem observado aumento no número de clientes que buscam a transição, que pode acontecer de diferentes formas. “Poder e liberdade é o que sinto quando vejo uma mulher assumir e cuidar dos seus cabelos brancos. Essa tendência tem tudo para ganhar cada vez mais força na moda”, diz

Estadão Digital

A razão sente. O coração raciocina, revela a Ciência

O cérebro manda um sinal. O coração reage. Um susto, uma notícia ou encontro inesperado, um momento de raiva. O coração acelera, reduz seu ritmo ou parece estar partindo ao meio. Imagino que todo mundo já passou pelo menos uma vez por alguma situação assim e sabe do que estou falando. Mas será que o contrário também pode ocorrer? Nosso coração seria capaz de “conversar” com o cérebro? Os cientistas vêm analisando há anos estas respostas dadas pelo coração aos comandos do cérebro. Entretanto, estudos recentes apontam que eles estão muito mais conectados do que imaginamos. A comunicação entre os dois é uma via dinâmica, de mão dupla e contínua, de modo que cada um dos órgãos exerce influência sobre o outro.

Os cientistas vêm analisando há anos estas respostas dadas pelo coração aos comandos do cérebro. Entretanto, estudos recentes apontam que eles estão muito mais conectados do que imaginamos. A comunicação entre os dois é uma via dinâmica, de mão dupla e contínua, de modo que cada um dos órgãos exerce influência na função do outro.

O que se sabe hoje é que cérebro, coração e mente estão intrinsecamente conectados. Um depende do outro, ou seja, se um adoece ou falha, os outros podem acabar afetados. As descobertas atuais indicam que, além de ser uma bomba fundamental para o funcionamento do corpo, o coração também exerce a função de enviar informações e estímulos de forma constante, ativando ou inibindo diversas áreas cerebrais, segundo as necessidades do organismo. É como se ele também pudesse sentir, pensar e decidir.

Esta inter-relação fez com que cardiologistas, neurofisiologistas e neuro-anatomistas juntassem forças em uma área de mútuo interesse, iniciando assim a disciplina da neuro-cardiologia. Dentro dela, pesquisas e observações clínicas relevam ligações importantes entre doenças do cérebro e do coração, como elas se desenvolvem e progridem. Já se sabe, por exemplo, que erros de comunicação entre eles podem resultar em doenças cardíacas, incluindo infartos, morte súbita e problemas no suprimento sanguíneo.

O coração também tem cérebro? Um artigo publicado em maio deste ano na iScience revela a descoberta de especialistas da Thomas Jefferson University (EUA), que mapearam pela primeira vez os neurônios de um coração humano e os recriaram em 3D. Assim, puderam revelar que o coração tem sua própria rede neuronal, complexa e suficientemente extensa, que pode ser caracterizada como o cérebro do coração (heart-brain). Esse sistema nervoso intrínseco cardíaco, onde se concentram neurotransmissores, proteínas e células de apoio, tem memória de curto e longo prazo e pode operar, independentemente do comando do sistema nervoso central.

Esse sistema nervoso intrínseco cardíaco, onde se concentram neurotransmissores, proteínas e células de apoio, tem memória de curto e longo prazo e pode operar, independentemente do comando do sistema nervoso central. Vale destacar aqui que com essa memória se torna possível que ele aprenda através das experiências.

Portanto, o funcionamento do coração é mantido pelo cérebro, através de uma rede de nervos, assim como pelo sistema nervoso intra-cardíaco, ou seja, aquele contido no próprio coração, que atua para monitorar e corrigir quaisquer distúrbios entre estes sistemas. As mensagens por ele transmitidas de forma autônoma (com base em estímulos orgânicos) são recebidas em algumas regiões do cérebro, que ouvem atentamente sua performance.

Com base nesta e outras investigações recém-divulgadas, entendemos então que o coração se comunica com o cérebro por quatro vias: neurologicamente (através da transferência de impulsos nervosos), por via bioquímica (por hormônios e neurotransmissores), por via biofísica (através de ondas de pressão) e energeticamente (por meio de interações de campos eletromagnético).

UOL

As cidades gaúchas que não tiveram casos de Covid-19 (ainda)

Municípios como Putinga, localizado no Vale do Taquari, apostam em um controle rigoroso desde março

Municípios como Putinga, localizado no Vale do Taquari, apostaram em um controle rigoroso desde março

Pelo levantamento da pasta, até o fechamento desta edição apenas 30 municípios gaúchos ainda não haviam tido registros de pessoas com a doença. Isso significa 6% das 497 cidades. No auge da contaminação pelo vírus, o Jornal Cidades foi conhecer a realidade de três comunidades para saber: afinal, por que a doença que assombra o mundo não chegou até lá?

Entre Aceguá, Rolador e Putinga, há semelhanças. São cidades com população pequena, com poucos recursos na área da saúde e com uma predominância de idosos, listados no grupo de risco. No entanto, cada uma adotou uma estratégia própria para evitar que a pandemia se instale no território e atinja a comunidade. O município de Aceguá, que fica no sul do Estado, tem na parceria com sua homônima uruguaia uma das principais armas para chegar ao número zero de casos de Covid-19. O trânsito de pessoas na fronteira seca é grande diariamente, seja de pessoas do Uruguai, que chegam à cidade para trabalhar ou fazer compras, seja de brasileiros, que vão ao outro lado para as residências, visitar amigos ou buscar oportunidades.

Com população de 4,9 mil pessoas, a brasileira Aceguá adotou, desde março, protocolos para monitorar pessoas com síndrome gripal. As primeiras medidas envolveram afastar pessoas do grupo de risco, como idosos e pessoas com doenças crônicas. Pessoas com sintomas eram indicadas a fazer um período de quarentena por 14 dias. Durante o período, ela era testada para saber se havia contraído a Covid-19. Desde então, foram feitos 226 testes (o que significa que uma em cada 21 pessoas da cidade fizeram os exames), sem nenhum caso positivo.

O prefeito de Aceguá, Gerhard Martens, médico e cirurgião vascular, saudou a parceria com os uruguaios, que envolveu até o envio de lotes da vacina contra a Influenza para a cidade. Foram 400 doses mandadas pelo governo do Uruguai. “Fizemos um monitoramento permanente na cidade e, acredito que por isso, chegamos até aqui sem casos”, disse o prefeito.

Idosos, que são do grupo de risco, são dois terços dos habitantes da cidade

 

A enfermeira chefe da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Rolador, Cristiane Nunes Mayer, conta que desde março é feita uma busca ativa por pessoas que saíram da cidade e/ou tiveram contato com moradores de outras cidades. Foi criado um protocolo de quarentena para quem chega de fora. Conforme o boletim epidemiológico mais recente da secretaria de saúde, foram realizados 32 testes rápidos (média de um em cada 71 habitantes), sem resultados positivos.

Cristiane salienta que, em 2020, percebeu uma queda acentuada no número de pacientes com síndromes gripais no posto em relação aos anos anteriores. Para ela, o uso de máscaras e o isolamento social contribuíram para esse quadro. “A circulação de pessoas reduziu. Além disso, com as máscaras, torna-se mais difícil o contágio por causa da proteção. Começamos cedo com a obrigatoriedade, já em março. Outro fator que contribui é a suspensão das aulas, pois as crianças acabam sendo vetores”, explica.

A enfermeira reitera que os agentes de saúde percorrem as casas com instruções aos moradores para a prevenção. Dentre elas, estão a recomendação de não fazer viagens e evitar o deslocamento até Cerro Largo e São Luiz Gonzaga, cidades próximas de Rolador. “Temos uma realidade de município pequeno, é mais fácil controlarmos a população e isolarmos suspeitos”, afirma.

Putinga tem um hospital para atender casos de pequena e média complexidade, o Doutor Óscar Benévolo. Nele, foram criados dois leitos exclusivos para pacientes infectados pelo coronavírus, mas os leitos ainda não foram utilizados. A cidade recebeu também um respirador. Casos mais graves são levados para tratamento em outras localidades.

Para o médico da instituição, Paulo Lima, que integra o comitê de controle à doença, é improvável que Putinga não registre ao menos um caso, em razão da alta circulação do vírus. O objetivo, segundo ele, é controlar os danos. “Temos uma estrutura para casos menos complexos. Queremos evitar, se a doença chegar aqui, que precisemos de internações em UTI e minimizar o dano à população”, afirma.

Paulo ressalta que o número zero de casos não pode se refletir em relaxamento das medidas já consagradas, como higienização constante, uso do álcool em gel, isolamento e distanciamento social por parte da população. “Queremos terminar a pandemia zerados, mas, para isso, dependemos da comunidade”, enfatizou.

Jornal do Commercio

Final feliz de Emília, 70 anos. Ela voltou para casa

A sexta-feira (31) foi especial na Casa da Acolhida para a Terceira Idade (CATI). Depois de mais de dois anos e meio residindo no abrigo, Emília Martins Barbosa, de 70 anos, finalmente voltou para sua casa, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Ela recebeu amparo da Prefeitura de Nova Iguaçu após ser vítima de um golpe que a impossibilitou de gerenciar seus bens e até mesmo sua conta bancária.

Após decisão da Justiça, a idosa, que veio de Portugal para o Brasil ainda criança, pôde reaver seus direitos e decidiu retomar sua vida no apartamento onde morou ao lado da família. O local, inclusive, foi reformado com a ajuda dos funcionários do CATI. Para celebrar, Emília foi homenageada com uma festa surpresa, na quinta-feira.

“Fui muito bem acolhida durante todo o tempo que estive no CATI. Fiz amigos que vou levar no coração para o resto da vida. Foi uma experiência enriquecedora, pois aprendi muito com todos e agradeço por todo carinho”, disse, emocionada, a idosa.

Fundada em dezembro de 2015, a CATI recebe idosos em situação de vulnerabilidade social, abandono, vítimas de violência e que estejam sob medida protetiva encaminhados pelo Ministério Público ou diretamente por equipamentos da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e o Centro de Referência Especial para Pessoa em Situação de Rua (Centro Pop).

A casa conta com seis dormitórios, sendo três masculinos e três femininos, para 30 vagas permanentes e outras três de pernoite, quando o idoso fica apenas por um tempo determinado por estar em situação emergencial, sem residir no espaço. Há ainda quatro banheiros, uma despensa para armazenar alimentos, sala de estar, refeitório e Academia da Terceira Idade.

novaiguuacuonline.com

“A Rede Social salvou meu negócio”

O alfaiate Odiney Pedroso, que completa 90 anos neste sábado, trabalha há mais de 70 anos fazendo camisas personalizadas em uma pequena loja na Vila Romana, zona oeste de São Paulo. E não esperava passar por nada parecido com a crise provocada pela pandemia da covid-19. Em quatro meses, vendeu apenas seis camisas. Tentou um empréstimo bancário de R$ 1,8 mil para pagar as dívidas, mas, por causa da idade, não conseguiu.

“Esses quatro meses não foram fáceis. Eu tenho uma boa clientela, mas as pessoas não vinham, e meu serviço caiu bastante”, conta Pedroso.

A salvação do negócio veio de um ato inesperado: um vídeo gravado por Renato Dias, dono de um posto de gasolina próximo à alfaiataria e neto de um amigo de Pedroso. O vídeo, em que o alfaiate se emociona ao contar que nunca passou por tamanha dificuldade, foi compartilhado em rede social e, em três dias, já tinha mais de 49 mil visualizações.

Desde então, o alfaiate recebeu mais de 50 pedidos, e o neto teve de passar a ajudá-lo no atendimento. “O telefone do seu Pedroso não para de tocar”, conta Dias. “Eu não esperava isso na minha vida, fico até sem jeito”, agradece o alfaiate.

A história rendeu ainda uma vaquinha virtual, organizada por outro internauta que se comoveu com a história do alfaiate. O objetivo inicial era arrecadar os R$ 1,8 mil para quitar as dívidas. No final, porém, chegou a quase R$ 28 mil, com a ajuda de pelo menos 430 pessoas.

Não foi o primeiro caso de um pequeno negócio administrado há décadas por uma única pessoa salvo pelas redes sociais. A história de Nelson Simeão, de 83 anos, proprietário há mais de 50 anos do viveiro de plantas Jardins Modelo, na zona sul de São Paulo, é parecida.

Até março, costumava atender cerca de 15 clientes por dia, mas praticamente não recebeu nada durante os 70 dias em que teve de fechar as portas por conta da quarentena.

Quando pôde reabrir as portas, Simeão colocou uma placa em que pedia ajuda para sair da falência. Ao ver isso na loja, uma especialista em marketing postou uma foto em suas redes sociais, e resolveu ajudar a família a criar um perfil no Instagram para vendas. Pediu para um fotógrafo conhecido tirar fotos das plantas e do espaço, e criou uma conta para o viveiro.

As postagens também repercutiram pela rede, e o perfil recém-criado já conta com 77 mil seguidores. O atendimento presencial também aumentou: segundo Simeão, há dias em que chega a ter mais de 50 clientes, e a média desde o mês passado tem sido de 30 por dia. Foi preciso até demarcar o chão do lado de fora para organizar a fila, em respeito ao distanciamento social.“tive de pedir para meus quatro netos e minha nora virem me ajudar. Isso é uma prova de que o povo é solidário, e ajudou bastante.”

Compacto do Estadão Digital