Sênior, o público da vez da Rede Globo

A Rede Globo (J.B. Oliveira, o Boninho, na foto) revelou, em agosto de 2020, que irá produzir uma nova versão do famoso reality show The Voice, que terá como grande diferencial a necessidade de que todos os participantes inscritos tenham mais de 60 anos. As inscrições já estão abertas.

Mas existem motivos que poderiam justificar essa nova edição da franquia?

Essa nova versão do The Voice surgiu em 2018 nos Países Baixos, terra natal do reality, e foi criada por John de Mol, responsável pelo The Voice, para competidores entre 18 e 55 anos, e The Voice Kids, para cantores com menos de 18 anos.

O formato da edição para idosos, nomeada The Voice Senior, segue o mesmo das outras versões: os jurados, três no Kids e quatro no adulto e Senior, ficam virados de costas para os cantores e, se gostarem das apresentações, viram a cadeira para tentar incluir o candidato em seu time. Depois dessa primeira fase ocorrem as fases de duelos, as apresentações ao vivo com votação do público e a final, que consagra o campeão.

Mesmo sendo recente, o conceito do The Voice Senior se espalhou pela Europa, ganhando versões na Alemanha, Rússia, Espanha, Bélgica e outros países. Fora do continente, a Tailândia, a Arábia Saudita e o México também lançaram suas versões do reality, uma lista que contará com o Brasil a partir de 2021.

O envelhecimento da voz

Mas pensando em questões técnicas, também faz sentido ter uma edição exclusiva para os idosos competirem. O passar dos anos leva a uma série de mudanças no corpo, o que não é diferente com a voz. As alterações vocais causadas pelo envelhecimento são chamadas cientificamente de presbifonia.

Evelyn Alves Spazzapan, fonoaudióloga que pesquisou a presbifonia em seu mestrado na Unesp, explica que as mudanças são hormonais e também ocorrem na camada que reveste as pregas, ou cordas, vocais. Os sons são emitidos pela vibração dessas pregas conforme o ar passa por elas, e portanto variações nelas influenciam nos sons gerados.

“Há um arqueamento da prega vocal que forma uma fenda, que permite passagem maior de ar, o que modifica a qualidade vocal”, explica Evelyn. Pesquisas mostram que isso leva à alteração da voz em mulheres, que no geral fica mais grave, mas ainda não há consenso sobre o efeito em homens. No geral, porém, observa-se que a voz fica mais rouca, e é eliminado mais ar enquanto o som é emitido.

Esse processo de envelhecimento ocorre durante toda a idade adulta, mas se intensifica conforme a pessoa chega na chamada terceira idade, geralmente a partir dos 60 anos. “Essas mudanças não ocorrem da mesma forma para todos e nem todos os órgãos e funções do nosso corpo envelhecem da mesma forma e no mesmo tempo”, observa a fonoaudióloga Deborah Gampel, que estudou os efeitos dessas alterações em seu mestrado.

A intensidade da alteração na voz de um idoso depende, assim, de diversos fatores, passando tanto pela genética quanto pelos hábitos que essa pessoa teve ao longo da vida. Ingestão de álcool, fumo, falta de hidratação, presença de refluxo gastroesofágico e também um abuso da voz afetam a qualidade da mesma, e aceleram o processo de envelhecimento.

Por outro lado, fazer o oposto dessas práticas ajuda a preservar a voz por mais tempo.  Pessoas que abusaram muito da voz, ou hábito de ingestão de álcool e fumo prejudicam a voz. No caso do canto, é importante que a pessoa enxergue a voz como um instrumento, e tome os devidos cuidados para preservá-la, em especial as práticas de aquecimento e desaquecimento vocal após apresentações.

Além da preservação vocal, Gampel considera que é importante que as pessoas saibam se adaptar às inevitáveis mudanças que atingirão a voz, e o canto, com o tempo.

Evelyn considera que o envelhecimento da voz torna mais difícil para cantores atingirem notas mais agudas, e demanda um aparelho respiratório mais potente. Nesse sentido, ela aponta que faz sentido separar idosos e adultos para realizar uma avaliação técnica, por mais que as mudanças na voz variem a cada pessoa. “É muito difícil comparar uma voz de um idoso, colocar em um mesmo grupo de um adulto de 20 anos. A qualidade vocal é diferente, a extensão é diferente”, opina.

Vídeo mostra Jimi Bellmartin foi o campeão da primeira edição do ‘The Voice Senior’, de 2018, quando tinha 69 anos de idade. Países Baixos (Holanda)

Compacto do Estadão Digital

Existe limite de idade para atividade física?

PxHere

Nossa busca hoje em dia é por saúde e longevidade, não importa quanto anos temos. Procuramos uma infância e adolescência ativa, uma vida adulta plena e uma velhice sem limitações.

Como atingimos estas expectativas? Um artigo da revista Science de 2018, que acompanhou mais de 4000 pessoas de diversas idades por vários anos, conseguiu sugerir alguns fatores relacionados a longevidade. Os três principais pilares são: dieta equilibrada, atividade física regular e genética. Incrivelmente temos 2 fatores que só dependem de nós.

Não temos dúvida dos seus benefícios da atividade física durante toda a vida, o esporte melhora não apenas o condicionamento, mas também a saúde mental, uma vez que proporciona um impacto positivo na autoestima e na imagem que temos de nós mesmos. Mas como praticar e quais os nossos limites?

A prática de esportes pode e deve ser iniciada desde a infância e existem inúmeras atividades físicas adaptadas às crianças e adolescentes, que podem contribuir positivamente para o desenvolvimento. A recomendação é realizar atividades com intensidade moderada e de preferência em esportes coletivos para estimular a convivência e preparo físico. A musculação não é proibida, mas é importante ter cuidado com a quantidade de peso usada nos exercícios, cargas muito altas podem causar prejuízos ao crescimento e danos às articulações do membro inferior e coluna vertebral.  Para os jovens que têm preparo esportivo com o objetivo de serem atletas de alto rendimento, é importante ponderar a cobrança excessiva, que poderá resultar em frustrações.
Para os adultos, o céu é o limite, costumo dizer que não temos limitações, o nosso corpo e nossa qualidade física que nos impõe restrições. Podemos fazer qualquer atividade que nos preparemos para realizar. A frase que importa é: podemos tudo, mas nem tudo conseguimos. O preparo corporal para as atividades na vida adulta vêm do ganho de resistência com pouca carga e evoluir a nossa capacidade com aconselhamento de preparadores esportivos e quando necessário, médicos.

Quando ficamos mais velhos, recebemos dos anos passados uma memória muscular, ou seja, quanto mais ativos na infância e na vida adulta, mais capazes de realizar atividades na velhice teremos. Exercícios regulares melhoram a massa óssea, regulam os hormônios, o apetite e diminuem os riscos de doenças. Não há limitações, e sim recomendações. Devemos nos preparar progressivamente para as atividades de baixo impacto e evoluir conforme nosso corpo se adapta. O acompanhamento profissional é indispensável, ele nos ajuda e orienta a evoluir com segurança.

Algumas dicas:

– Evite começar uma nova atividade física sem o conhecimento do seu médico;
– Se você deseja testar atividades diferentes, faça uma consulta antes e trace uma estratégia;
– Evite competições se você não estiver com um bom condicionamento físico. Resistência, velocidade e flexibilidade são qualidades que vêm aos poucos, com a prática frequente;
– Sempre tome cuidado com a desidratação. Beba água regularmente durante o esforço físico e ao longo de todo o dia.

Longevidade à vista? Mantenha seu corpo em movimento

Tem dúvidas ou sugestões? Mande email para [email protected] 

Daniel Baumfeld – Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e do Tornozelo. Mestre e Doutor em Ortopedia. Professor Adjunto na UFMG

Portal UAI

Aprendendo a Envelhecer agora é um Blog!

lagarta a borboleta foi o texto mais lido nos nove anos de blog…

Gente querida: depois de nove anos do Viva com Beleza/Arte de Envelhecer, nasce o blog Aprendendo a Envelhecer. A primeira postagem é a que foi mais lida quando publiquei nos anteriores. Espero que gostem.

Agora, teremos sempre um capítulo do Aprendendo a Envelhecer no

aprendendoaenvelhecer.blogspot.com

Sérum de Vitamina C mais vendido no Japão chega ao Brasil

Conhecida por ser líder em cosméticos à base de vitamina C no Japão, a Melano CC desembarca no Brasil. Trazida ao país pela Rohto Mentholatum uma subsidiária do grupo nipo-americano de produtos para saúde e cosméticos, a marca apresenta dois best-sellers com foco em hidratação e uniformização da pele: Melano CC Essence e Melano CC Lotion Moist.

Com múltiplos benefícios para o rosto, o lançamento Melano CC Essence é um sérum concentrado que clareia a pele e ajuda a inibir inflamações causadas pela acne. Para uma pele radiante e livre de imperfeições, a loção facial Melano CC Lotion Moist hidrata profundamente a pele, tornando-a macia, viçosa e com um glow natural.

O sucesso de Melano CC no Japão e em outros países da Ásia é resultado do seu foco na revitalização e na uniformidade da pele, promovendo excelentes resultados. Sua fórmula patenteada usa nanotecnologia para encapsular a Vitamina C pura, mantendo-a estabilizada para agir em células melanócitas e em profundas camadas da pele. Os produtos da marca protegem contra danos causados por agentes externos, além de prevenir rugas e marcas de expressão.

 

Melano CC Essence – 20ML
Preço sugerido ao consumidor: R$ 99,00

Melano CC Essence é líder de vendas há 4 anos no Japão. Sérum concentrado com a perfeita infusão da Vitamina C pura e derivada que atuam clareando e uniformizando a tonalidade da pele. Possui Vitamina E que em combinação com a Vitamina C promove uma ação antioxidante. Sua tecnologia inibe inflamações causadas pela acne e vermelhidão. Os ativos presentes na fórmula também ajudam a equilibrar a oleosidade e minimizar poros dilatados. Possui uma textura líquida, com suave fragrância cítrica. Recomendado para todos os tipos de pele.

Modo de usar: Sobre a pele limpa, pingue algumas gotas do produto no dedo indicador e aplique sobre a pele, massageando suavemente até completa absorção. Pode ser aplicado durante o dia e à noite. 

Melano CC Lotion Moist – 170ML
Preço sugerido ao consumidor: R$ 129,90

Melano CC Lotion Moist é uma loção facial clareadora formulada com Vitamina C pura e derivada. Sua fórmula hidrata profundamente a pele, tornando-a macia, suave e com viço natural. Clareia e uniformiza a tonalidade da pele. Atua como coadjuvante no controle da oleosidade e minimiza os poros dilatados. Sua tecnologia é eficaz na diminuição da acne, aliviando a inflamação e diminuindo a vermelhidão. Sua textura é bem líquida, não gordurosa, para absorção rápida. Com fragrância cítrica suave. Ideal para todos os tipos de pele. É enriquecida com o Vitamina E, Extrato de Grapefruit e Extrato Cítrico de Limão.

Modo de usar: Sobre a pele limpa, pingue algumas gostas do produto na palma da mão e aplique sobre o rosto com leves batidinhas para absorção completa do produto.

Instagram: https://www.instagram.com/rohtomentholatumbr/

Tacla

A vitamina C continua sendo muito utilizada nas terapias estéticas principalmente como grande auxiliar na formação de colágeno e hidratação da pele, que reflete de forma significativa em sua textura.Embora a capacidade proliferativa e a síntese de colágeno sejam idade-dependentes, o ácido ascórbico de uso oral, por sua grande capacidade antioxidante, é capaz de estimular a proliferação celular e síntese de colágeno independente da idade. Além disso, favorece a microcirculação da pele e tem ação antioxidante. Regula a síntese de colágeno tipo I e III, pelos fibroblastos dérmicos, os mais importantes para a pele.

17 anos depois, qual a validade do Estatuto do Idoso?

O envelhecimento populacional é um fato inegável,

já que em 2030 o Brasil terá a quinta maior população

idosa do mundo e, em 2039 passará a ter

mais idosos do que crianças Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística (IBGE).

Isso demandará respostas sociais para que o envelhecimento

seja um processo assistido, acompanhado

pelas políticas públicas.

Buscando-se, reduzir as desigualdades por meio

de serviços, recursos, acessibilidade, respeito, tolerância

e convivência, esses são os direitos garantidos

na Constituição Federal e no Estatuto do

Idoso.

Breve histórico dos direitos dos idosos no Brasil:

Com o envelhecimento populacional, o número de

idosos no Brasil cresceu 18% em 5 anos e ultrapassou

30 milhões em 2017 Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística (IBGE, revisão 2018). Apesar

dos grandes avanços da medicina e da tecnologia,

a sociedade ainda encara de forma preconceituosa

os idosos, taxando-os como pessoas

retrógradas, incapazes de aprender, inflexíveis, que

nada têm a contribuir e que agem e envelhecem,

tanto homens e mulheres, igualmente.

A sociedade atual conta com baixos índices de natalidade

e mortalidade e processos de mudança

acelerados em que a inovação tende a ocupar o

lugar da tradição. Além disso, há uma valorização

das esferas da produção e do consumo, ao mesmo

tempo em que o patrimônio familiar é substituído

pelo projeto individual. Essas ações não expressão

boas perspectivas para as pessoas idosas.

Torna-se imprescindível que os idosos que hoje

habitam nas grandes cidades, onde se têm opções

diversas de lazer, cultura e recursos, desmistifiquem

os estereótipos com os quais a sociedade

os rótula e sejam os porta-vozes das mudanças

sociais que lentamente acontecem, e que, como

protagonistas deste momento histórico, assumam

o próprio envelhecimento, procurem se reinventar,

mudando sua história de vida e sendo cada vez

mais ativos e participantes. Frequentando universidades,

palestras, grupos comunitários, fóruns,

encontros e seminários. Contribuirão assim com

sua união e força para a desconstrução dessa

imagem, ao mesmo que irão incentivar políticas

públicas e privadas, amparadas na cultura dos

direitos humanos, a desenvolver mais programas

sociais de inclusão de seu grupo etário, que cada

vez é maior em nosso país.

No decorrer do tempo, foi sentida a necessidade

de se estabelecer políticas públicas específicas de

atendimento a segmentos da população devido às

suas necessidades particulares. Uma população

que, com certeza, é muito distinta em suas necessidades

e direitos. Na história global, relatos antigos

já expressavam preocupações quanto aos cuidados,

ao relacionamento familiar e às questões

éticas no processo de envelhecimento.

A Constituição Federal (CF) de 1988, estabelece os

direitos básicos à liberdade de crença e consciência,

à saúde, à educação, à moradia, ao trabalho,

ao lazer, à segurança, ao transporte, à previdência

e à assistência em todas as fases da vida.

As reflexões sobre o auxílio em prol dos idosos

ocorrem no Brasil há mais de 40 anos. Em 1976,

o Ministério da Previdência e Ação Social realizou,

em Brasília (DF), o primeiro Seminário Nacional de

Estratégias de Políticas para o Idoso. A partir desse

acontecimento, foram organizados movimen11

opinião

tos em prol dos idosos, levando ao surgimento de

leis e políticas específicas.

No dia 1º de outubro de 2003, no Senado Federal,

foi sancionada a redação final do Estatuto do Idoso

(EI), que garante que o idoso goze de todos os

direitos fundamentais inerentes à pessoa humana.

Sendo obrigação da família, da comunidade, da sociedade

e do Poder Público assegurar às pessoas

com idade igual ou superior a 60 anos, prioridades,

à efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação,

à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer,

ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade,

ao respeito e à convivência familiar e comunitária,

preceitos máximo da Constituição Federal(CF).

O Estatuto do Idoso (EI), foi recebido com otimismo

pelos idosos, com expectativa pelos profissionais

que atuam na área da gerontologia. Ele aponta

uma nova perspectiva na tentativa de resgatar

o direito à cidadania dos brasileiros com 60 anos

ou mais, que suportam uma série de humilhações,

como a mísera aposentadoria, a falta de moradia,

as dificuldades de locomoção e, principalmente, o

atendimento escasso à saúde.

O Estatuto do Idoso (EI) contemplou as leis já existentes,

organizou-as por tópicos, discorreu sobre

cada um dos direitos e especificou as sanções

para os infratores, tornando mais prática sua compreensão

e aplicação.

Compreende cinco grandes tópicos: direitos fundamentais,

conforme definidos na Constituição

Federa (CF); medidas de proteção ao idoso em

estado de risco pessoal ou social; política de atendimento,

por meio da regulação e do controle das

entidades que atendem o idoso; acesso à Justiça,

com a determinação de que o idoso tem prioridade

nos trâmites judiciais e a definição da competência

do Ministério Público na defesa do idoso.

O Estatuto do Idoso (EI) traz inúmeros benefícios e

renova a esperança de concretizar em defesa dos

direitos dos idosos. Entre os benefícios imediatos,

coloca como obrigação do Poder Público o fornecimento

gratuito de medicamentos, especialmente

os de uso continuado, assim como próteses e

outros recursos relativos a tratamento, habilitação

ou reabilitação.

A implementação da legislação, em especial do

Estatuto do Idoso (EI), pode ser percebida pelas

vastas melhorias ocorridas na atenção aos idosos,

visto a ampliação de seus direitos e ao aumento da

conscientização da sociedade em geral na relação

que diz respeito ao processo de envelhecimento

ativo.

Dessa forma, o Estatuto do Idoso (EI) apresenta-se

como um instrumento importante de um processo

voltado à construção e efetivação das garantias

asseguradas em Lei, a pessoa idosa no Brasil.

Elizabeth Costa Fagnoni

Pedagoga, especialista em gerontologia na Faculdade de Medicina

da Universidade de São Paulo (FM/USP) e em direito

constitucional, pós-graduada (lato sensu) na Escola Superior

de Direito Constitucional (ESDC)

[email protected]

Revista Envelhecer-4

A importância do voto na terceira idade

Com o envelhecimento da população, o número de idosos constitui uma parcela maior do eleitorado. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que a população da terceira idade representa 18,6 dos brasileiros, somando 27,3 milhões de votos e revelando a importância do voto na terceira idade. Esses números podem ser decisivos para a eleição de políticos em todas as esferas: nacional, estadual e municipal.

Um artigo publicado pela Revista Kairós Gerontologia, com o título “Protagonismo político e social na velhice: cenários, potências e problemáticas”,  afirma que “o idoso ocupa um papel cada vez mais significativo na sociedade contemporânea, demarcando seu espaço nos âmbitos econômico, político, cultural e social. A figura do idoso na atualidade, como personagem marcante no cenário social, aparece de forma bastante distinta quando comparada a períodos anteriores da história, marcados pelo ostracismo, abandono, isolamento e negligência social, relacionados à velhice”.

O trabalho identifica uma tendência de maior participação do idosos na vida política e social, porém ainda bem distante do ideal. “Ainda estão bem longe de atingirem um nível de protagonismo capaz de colocá-los em igualdade de condições com os jovens e outros segmentos da sociedade, ou de se constituírem como guias consideráveis na condução dos destinos da própria velhice e da sociedade como um todo”.

O que representa o voto na terceira idade?

Nesse contexto, a participação política e o voto na terceira idade podem ser instrumentos que lhe garantam a escolha de representantes, idosos ou não, com programas que beneficiem essa população.

“O direito ao voto representa uma grande conquista, adquirida pela luta de várias gerações de brasileiros e que precisa ser continuamente valorizado. O voto é a forma pela qual todo cidadão pode escolher quem o representará na elaboração de leis e na aplicação do dinheiro público, para melhoria do país, dos estados e dos municípios. Por isso, é necessário que os cidadãos estejam conscientes de que a escolha exercida nas eleições influencia a vida de todos.” Essa diretriz do Ministério Público do Paraná resume o quão é importante o voto.

Além da importância da participação política para a escolha de representantes, o voto na terceira idade apresenta outro tipo de benefício, o de raciocínio.

A psicóloga Tariane F. Bastos Pereira* explica a importância do voto na terceira idade. “O voto constitui-se de um processo de pensamento crítico e reflexivo. Assim como é importante para o idoso a estimulação do raciocínio por meio de atividades e jogos a construção crítica também é peça fundamental, além de construir a sensação de pertencimento social ao auxiliar em uma decisão coletiva”.

O voto na terceira idade é a forma democrática de escolher representantes que entendam a urgência de apresentar e realizar projetos que valorizem os idosos.

*Tariane F. Bastos Pereira é psicóloga, mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem pela UNESP/Bauru. Atua em avaliação psicológica, tratamento e prevenção psicológica, psicopatologias e promoção de saúde mental. No ITB atua como psicóloga na Organ, Gealb e Gappec.
MADU é uma iniciativa do projeto Rede Bem Estar, realizado pelo Conselho Estadual do Idoso, em parceria com o Grupo Tellus, a Brasilprev e a Liga Solidária. Foi criada para potencializar a relação entre pessoas mais velhas, seus familiares e amigos além de compartilhar conteúdos sobre envelhecimento e velhice.

Formulário para ajuda às ILPIs já está online

As Instituições De Longa Permanência Para Idosos (Ilpis) Têm Até O Dia 3 De Outubro Para Solicitar O Auxílio Financeiro Emergencial Previsto Na Lei Nº 14.018/20. No Total, O Governo Vai Liberar R$ 160 Mi Para Minimizar Os Efeitos Da Pandemia Do Novo Coronavírus (Covid-19).

O formulário de cadastramento foi disponibilizado pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (SNDPI), nesta sexta-feira (4). O órgão integra a estrutura do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Eis o link

O formulário de cadastramento foi disponibilizado pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (SNDPI), nesta sexta-feira (4). O órgão integra a estrutura do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).
Podem se inscrever entidades públicas ou privadas de caráter assistencial, sem fins lucrativos, que exerçam a atividade de modo continuado e possuam número de inscrição ativo no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).
O valor total previsto será rateado entre as instituições habilitadas em igual montante do crédito extraordinário. A distribuição considerará o número de idosos atendidos.
“Existia uma invisibilidade de nossos abrigos. Fomos atrás de todos para fazer o cadastramento. Estamos engajados e continuaremos priorizando os nossos idosos com esse crédito de R$ 160 mi. Não vamos parar por aqui”, afirma a ministra Damares Alves.
Para a mesma, a ação permitirá alcançar um número maior de instituições. “Ninguém vai ficar para trás, vamos cuidar de todos, com atenção especial aos idosos que estão ainda mais vulneráveis durante a pandemia”, ressalta.
Solidarize-se
Os critérios para o repasse do auxílio emergencial às ILPIs foram definidos pela Portaria nº 2.221. O documento foi assinado durante cerimônia realizada nessa quarta-feira (2), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Leia mais.
A liberação do dinheiro integra a segunda ação do programa Solidarize-se, coordenado pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (SNDPI).
Outros R$ 5 mi, investidos na primeira ação do programa em forma de doações para 500 ILPIs, já resultaram na entrega de 239,5 mil máscaras, 22,3 mil cestas de alimentos e 11,5 mil kits de higiene.
ILPIs
O secretário nacional de promoção e defesa dos direitos da pessoa idosa, Antonio Costa, lembra que as ILPIS são espaços de grande relevância social, com a missão de acolher.
“Essas instituições e outras que prestam atendimento a idosos devem ser priorizadas, no sentido de terem à disposição todos os recursos e subsídios necessários para a continuidade dos serviços. É essencial zelar pela manutenção da saúde física e emocional das pessoas idosas, além de impedir a disseminação da Covid-19”, observa.
Segundo ele, uma parte considerável dos abrigos é mantida com doações e recursos financeiros provenientes da renda salarial dos idosos, somados aos auxílios dos serviços de saúde e assistência social. Ele acrescenta que muitos dos abrigados não possuem qualquer tipo de renda, o que sobrecarrega financeiramente as organizações.
“Em condições normais, o cenário dessas entidades já é de extrema dificuldade para arcar com os custos de funcionamento e manutenção. Com a crise que estamos atravessando, a situação se tornou ainda mais grave e insustentável, exigindo uma intervenção mais direta de apoio para a promoção e a proteção dos direitos dos nossos idosos”, completa.

Venha participar da Jornada para Longevidade Saudável, 28/9

O modelo do evento será online, pela plataforma do Sympla. O evento não terá custo e é aberto para profissionais da área da saúde, cuidadores de idosos, familiares e os próprios idosos em geral.

Temas em destaque:

28/09: O papel do cuidador e os desafios da população idosa

29/09: A importância do bem-estar e a prevenção de doenças na vida do idoso

30/09: O idoso não precisa conviver com as dores. Como tratar as dores crônicas e ter uma vida com mais qualidade de vida.

01/10: Idadismo: a idade é preconceito?

02/10: O futuro da longevidade no Brasil

Os convidados palestrantes serão médicos, psicólogos e educadores físicos, todos com experiência na área da saúde e nos cuidados com a terceira idade. No encerramento, uma apresentação especial do Coral de Idosos do Maestro Celso Jardim.

A Akalanto Longevidade nasceu da experiência da proprietária, Maria Conceição, que há 30 anos cuida de pessoas idosas. A Akalanto agencia cuidadores de idosos para que as famílias tenham tranquilidade na hora da contratação de profissionais que precisam de ficar com os seus entes queridos. Os profissionais são qualificados e indicados de acordo com a necessidade de cada paciente.

T

Burocracia retém R$ 160 milhões da ajuda emergencial às ILPIs

Eleitas pelo governo federal como prioritárias para recebimento de auxilio financeiro durante a pandemia causada pelo novo coronavírus, as instituições que abrigam idosos não receberem nenhum centavo do recurso a que teriam direito até o momento.

Documento elaborado pela Comissão Especial do Congresso que analisa os gastos do governo em relação à pandemia e obtido pela Folha aponta que o governo federal ainda não fez o pagamento previsto para ILPIs (Instituições de Longa permanência para Idosos). O montante previsto para as instituições é de R$ 160 milhões.

O valor às unidades foi determinado por meio de uma lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em 29 de junho.

A lei determina que a quantia seja entregue às instituições por meio de um rateio, cujos critérios dependem do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O número de idosos atendidos seria um dos fatores usados para definir o montante a receber.

Em 15 de julho, a MP 991 (medida provisória) publicada pelo governo federal abriu crédito extraordinário ao Ministério da Mulher para o pagamento do auxílio emergencial às ILPIs. O valor foi de R$ 160 milhões. Na época, a ministra responsável pela pasta, Damares Alves comemorou o recurso.

“Desta forma, o ministério poderá aumentar seu escopo de atuação para apoiar um número maior de Instituições de Longa Permanência. Ninguém vai ficar para trás, vamos cuidar de todos, com atenção especial aos idosos que estão ainda mais vulneráveis durante a pandemia”, disse, em publicação na página do ministério.

Apesar da comemoração, o Ministério ainda não determinou as regras para os repasses, segundo a comissão do Congresso. Por esse motivo, embora o crédito esteja disponível para pasta, os recursos não podem ser aplicados. Procurado pela reportagem, o Ministério da Mulher não se manifestou sobre o assunto.

Dados do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicada) apontam que o Brasil tem cerca de 3,5 mil instituições que atendem idosos com idade superior a 60 anos. O estudo mais recente da instituição mostra que o Brasil tem apenas 218 asilos públicos. As instituições públicas e privadas, de acordo com o IPEA, abrigam 83 mil idosos, a maioria mulheres. Em média, cada instituição gasta R$ 717,91 por residente.

Os idosos estão na camada da população mais vulnerável para o contágio pelo novo coronavírus. Desde que a pandemia teve início no Brasil, em março, o risco de contaminação diminuiu o fluxo de pessoas nos abrigos e suspendeu, em muitos deles, as atividades religiosas e de entretenimento. Somente funcionários dos serviços essenciais, como de saúde, limpeza e cozinheiros, mantiveram expediente nesses locais.

Para o senador Esperidião Amin (PP-SC), que integra a comissão especial do Congresso, a demora do governo em pagar os valores previstos nas ações de combate à pandemia aos idosos dificulta o atendimento a um público considerado vulnerável para a doença.

“É uma coisa triste. Você arruma, disponibiliza o dinheiro, empenha e não pagam”, lamentou o senador.

Ao todo, dos 18 programas de combate ao coronavírus com dinheiro previsto por meio de créditos extraordinários do governo federal, quatro da área da saúde não receberam recursos.

Além das casas para idosos, o incremento de custeio temporário dos serviços ambulatoriais e hospitalares deveria ter recebido R$ 23 milhões. Já o custeio temporário de atenção básica em saúde teve determinado R$ 43,1 milhões. Para a manutenção de contratos e gestão com organizações sociais, foram R$ 20 milhões. Nenhum dos valores foi pago pelo governo.

Questionado pela reportagem, o Ministério da Saúde negou que haja corte na quantia destinada para as ações de combate ao corononavírus. A pasta não respondeu o motivo pelo qual o dinheiro ainda não chegou ao destino.

“O Ministério da Saúde informa que não há corte nas despesas destinadas para enfrentamento da COVID-19. As medidas provisórias publicadas com autorização de despesas do Ministério da Saúde para enfrentamento à pandemia somam R$ 41,7 bilhões”, afirmou o ministério.

Da quantia determinada para as ações da saúde ainda sem pagamento, R$ 66 milhões dependem de emendas parlamentares para serem quitados. São referentes às áreas de custeio temporário dos serviços ambulatoriais e hospitalares e de atenção básica em saúde. Nestes casos, o Ministério da Saúde diz que os repasses dependem dos parlamentares.

“Cabe destacar que as ações orçamentárias listadas são de emendas parlamentares e que cabe aos parlamentares executarem os recursos e destinações”, afirma.

Titular da comissão da Covid, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) isenta-se da responsabilidade. Segundo ele, a questão é legal, já que o uso de recursos de emendas parlamentares é proibido durante o período eleitoral.

“Este recurso está parado pela burocracia. Infelizmente onde tem recurso ainda vai ocorrer isso [atrasos e falta de pagamentos]. Tem de haver um preparo melhor dos nossos gestores”, diz Cardoso.

 

Folha de S.Paulo

Ativista luta pela inclusão de jovens no projeto “Novo D+ para ser Velho”

 

Para incentivar a troca de Informações e experiências entre gerações, surgiu o Encontro Intergeracional da Longevidade. Realizado pela primeira vez no início de agosto, a iniciativa é do Novo D+ Para Ser Velho, projeto da ativista da longevidade Norma Rangel. O próximo encontro será amanhã, dia 27 de agosto, às 19h30. Acompanhe o perfil do Instagram de Norma e veja como participar.

Ativista da Longevidade

A carioca Norma Rangel, que atua na área de marketing e vendas, em São Paulo, descobriu há alguns anos que não ia envelhecer como as gerações anteriores. Para a sociedade, ela era nova d+ para ser velho, e velha demais para ser nova. Com o tempo, tornou-se uma ativista da longevidade e percebeu que essa inquietação com o envelhecer não era só dela.

Os últimos cinco anos foram dedicados à pesquisa e participação em diversos eventos como palestrante e como estudante. Em sua busca para entender as demandas e oportunidades da nova geração de pessoas idosas, Norma optou pelo tema da moradia, área em que desenvolve um projeto de cohousing. (Katia Brito

O primeiro encontro contou com a colaboração especial da @viva.alongevidade, de Alagoas, e de participantes das cidades de São Paulo, Campinas, Santos e também de Minas Gerais. O blog Nova Maturidade apoia a iniciativa. Norma Rangel pretende reunir especialistas, ativistas e interessados na temática do envelhecimento e longevidade.

Encontro Intergeracional da Longevidade

“Os seniores hoje são vistos como vulneráveis. Eu acredito na intergeracionalidade como uma grande ferramenta para atender as demandas e oportunidades da longevidade. É necessário mudar a cultura do envelhecimento. A discussão acadêmica é importante, mas precisamos também de ação, achar caminhos para começar a mudar essa questão cultural”, disse Norma durante o primeiro encontro. Os próximos devem ser quinzenais.

A ativista, que é 60+, costuma dizer que sua geração tem um farol nas costas:  “não sabe para onde vai, mas vai deixar um caminho iluminado para quem vem atrás”. O Encontro Intergeracional da Longevidade pretende chamar a atenção dos jovens por meio da informação e educação para a temática. “Precisamos mudar da cultura do envelhecimento para a cultura da longevidade, promover a revolução da longevidade”, destacou Norma.

novamaturidade.com.br