Sexualidade: cada um pode estar na flor da sua própria idade

 

“Ninguém pode estar na flor da idade, mas cada um pode estar na flor da sua própria idade.” (Mário Quintana).

“Há amor suficiente para todos, à medida que começamos a manifestá-lo em pensamentos, comportamentos e em sentimentos, e o mesmo se aplica para a sexualidade. Ela pode se manifestar em todas as idades e cada pessoa tem uma maneira própria de expressar sua sexualidade. O amor e a vivência da sexualidade podem significar muitas coisas boas para pessoas de mais idade. É uma oportunidade de expressar carinho, afeto, admiração por alguém; é auto-afirmação de si, de seu corpo, auto-estima elevada, bom humor, melhor qualidade de vida.

Dessa forma, esses elementos servem para rejuvenescer, não de forma utópica, mas por se tornarem presentes e vivificarem o cotidiano daqueles que estão abertos para tais situações e para uma vida de maior qualidade. É preciso ter a percepção da diferença existencial entre “ser idoso e sentir-se idoso”. É necessário, também, rechaçarmos a imagem estereotipada que a sociedade, ou mesmo a mídia, nos impõe a respeito da velhice, como se com o passar dos anos, o amor, a expressão do desejo e a manifestação das diversas sexualidades acabassem.

Para quem se fecha, incapaz de se transformar ou evoluir, restam apenas a solidão e o vazio. Mesmo pessoas que nunca se casaram, ou nunca tiveram uma vida sexual plena, podem e devem procurar parceiros para iniciar uma relação, pois “amor e sexo sempre estão presentes para serem redescobertos, intensificados ou mesmo apreciados pela primeira vez, não importando a idade que se tenha” (Butler & Lewis10, 1985).

Por último, deve-se evitar pensamentos saudosistas, que muitas vezes servem para estereotipar as pessoas de terceira idade, paralisando suas ações e as possíveis e indispensáveis contribuições do idoso à sociedade. Isto acontece quando os dias da juventude são lembrados como um tesouro perdido, de tal forma que o idoso vive imerso numa vivência de juventude que se deseja eterna. Hoje, com o aumento da população idosa no mundo, o progresso social e científico, a longevidade e a maior expectativa de vida, o saber envelhecer bem se tornou fator primordial para viver plenamente de forma a se ter uma vida saudável, adaptada e feliz.”

Conclusão do artigo “Envelhecimento, amor e sexualidade: utopia ou realidade?” de Thiago de Almeida e Maria Luiza Lourenço (Scielo)

Diário “Aprendendo a envelhecer” tem novidades

Estamos publicando desde o mês passado  o diário “Aprendendo a envelhecer.” São pequenos registros, às vezes bem-humorados, de observacões ao longo do meu envelhecimento. Hoje, de “Borboleta a lagarta”, na quarentena.

 

http://aprendendoaenvelhecer.blogspot.com

Thereza Christina Pereira Jorge

O Mercado da Longevidade já existe na FGV

A FGV (Fundação Getulio Vargas) lançou o curso de Formação Executiva em Mercado da Longevidade, cujo objetivo é formar gestores para atender às necessidades da população madura, com professores especializados no mercado 50+, desde pesquisadores a consultores.

O time de docentes inclui duas profissionais vindas do Turismo: Simone B. Lara, que tem mais de 20 anos na área de vendas e marketing em hotelaria e foi por 11 anos representante da PANROTAS no Rio de Janeiro, e Patricia Galante de Sá, ex-executiva dos setores de hotelaria e aviação, idealizadora e coordenadora do curso.

De acordo com o IBGE, o Brasil tem mais de 28 milhões de idosos, o que representa 13% da população do País, e esse percentual tende a dobrar nas próximas décadas. Diante desses números, nota-se que os consumidores seniores são os que mais crescem atualmente e há uma alta demanda desatendida com características culturais, comportamentais, emocionais e físico-cognitivas bastante específicas.

Com quatro módulos complementares e independentes, o curso Mercado da Longevidade oferece uma abordagem multissetorial e integra aprendizados mercadológicos e comportamentais com a ideação de soluções concretas, em diversos setores de negócios, que podem oferecer cruzamento de ideias e gerar parcerias inovadoras entre os alunos.

Segundo a FGV, o curso também visa proporcionar o conhecimento do potencial e as oportunidades de mercado da Economia da Longevidade; o desenvolvimento de negócios (produtos e serviços) adequados a esse público, conforme a sua tipologia; mostrará como estabelecer relacionamentos adequados; ajudará a fortalecer o networking no segmento e a captar recursos, inserindo a organização no crescente ecossistema de inovação voltado a esse mercado.

“É preciso desenvolver a Economia da Longevidade, ou o que denominamos de oceano prateado, um trocadilho com o conceito de oceano azul, que significa um mercado onde ainda não há concorrentes. Os maturis oferecem muitas oportunidades a serem exploradas, especialmente dentro dos conceitos de ‘envelhecimento ativo’ e seu desejo de autonomia e de se manterem antenados, mas é preciso saber como trabalhar”, diz Simone Lara.

panrotas.com.br

O silêncio sobre os idosos brasileiros

“A longevidade saudável é crescente, deve ser festejada, mas com recursos financeiros para sustentá-la.”

”A voz do idoso e da idosa é silenciada no Brasil”, dispara o médico epidemiologista e presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil, Alexandre Kalache, semanas atrás, quando foram divulgados índices e números da população dos mais velhos no país que não para de crescer por conta do aumento acelerado da longevidade do ser humano. ”E a maior parte dos brasileiros chega muito mal à velhice, com uma pensão ruim, sem segurança alimentar nem habitacional. O que significa envelhecer na pobreza, na miséria, em um país muito desigual”, ele acrescenta. 

Leia a reportagem de Léa Maria Aarão Reis na Carta Maior Online

https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Idades-da-Vida/O-silencio-sobre-os-idosos-brasileiros/13/49262

 

Cartilha Idosos Pós-Pandemia da UnATI-Uerj está disponível online

Boletim Eletrônico  Assunto: #Cartilha de Procedimentos Pós-Abertura em Tempos de Pandemia da Covid(19) é Lançada pela Coordenação de Projetos de Extensão da UnATI.Uerj * A Partir de 2ªFeira Dia 16/11/2020. 

www.unatiuerj.com.br

Olá Amigos(as)

Impulsionado pelos desdobramentos da Pandemia da Covid(19) – que (10)Meses após ao primeiro caso do Novo Coronavírus detectado em Wuhan, na China, já alcançou a triste marca de mais de (01)Milhão de mortes -, o “Novo Normal” teve que ser desenhado para que a sociedade pudesse andar com otimismo a caminho da normalidade, tentando deixar para trás a maior tragédia sanitária em mais de (100)Anos.

Mas o que é o “Novo Normal”?! Notoriamente, nunca uma expressão – que virou mantra -, foi definida de tantas formas e nuances diferentes pela humanidade nos últimos tempos. A prática da TeleMedicina, famílias mais tempos juntas em casa, distanciamentos nos escritórios, novas criatividades reveladas – O “Novo Normal” tem o poder de mudar a história diante dos nossos olhos.

Flexibilizar é necessário, e evidentemente a estrada a ser percorrida ainda é muito grande – muitas vacinas estão sendo anunciadas -, e compreensivelmente o receio é inevitável. Mas com o dever de seguir em frente – ancorados e informações científicas, com o devido distanciamento físico e sempre, sempre de máscara a Equipe da Coordenação de Projetos de Extensão da UnATI.Uerj adaptando-se às circunstâncias vem dando andamento às suas ações previstas para 2020.   

E fechando o ciclo – em 2020 -, de Cartilhas de Ações Educativas com questões centradas nas questões relativas ao Envelhecimento da nossa população que possam facilitar a disseminação de informações que venham mudar a vida do Cidadão Idoso, a Coordenação de Projetos de Extensão da UnATI.Uerj acaba de lançar a Cartilha “Idosos no Domicílio – Pandemia e Procedimentos Pós-Abertura”.

Elaborada por Estudiosos Pesquisadores Especialistas da área da Saúde a Cartilha que é parte integrante do Projeto Extensionista “Recursos Comunitários à Pessoa Idosa” e visa contribuir com informações que orientem a população a lidar melhor com os diversos protocolos que estão sendo elaborados por Organizações de Saúde. 

A Equipe da Coordenação destaca que para os 60+, vale lembrar que boa parte dos seus hábitos inclui alguma forma de congregação social, seja com amigos, familiares ou conhecidos. “Para melhor adaptação ao “Novo Normal” e a flexibilização aos novos protocolos sanitários e comportamentais para o convívio social do dia a dia, é importante que a população Idosa siga todas as orientações prescritas por Instituições que tem como foco a difusão de ações Educativas em Saúde”. Esclarece a Equipe da Coordenação de Projetos de Extensão da UnATI.Uerj.

A Cartilha “Idosos no Domicílio – Pandemia e Procedimentos Pós-Abertura” já encontra-se disponível para ser baixada na íntegra no Site da UnATI.Uerj – www.unatiuerj.com.br – no botão link. 

Inserindo-se no Novo Normal e seguindo todos os protocolos sanitários e comportamentais – mesmo de longe a UnATI.Uerj continua sempre junto de você!

Att, Marcos Teodoro

Assessor de Comunicação Social da UnATI.Uerj     

Carinho da família combate o declínio no envelhecimento

Convidar sua mãe e sua avó para jantar pode prolongar e melhorar a qualidade de vida delas, mostra um novo estudo. Isso porque pesquisadores da University of California (EUA), descobriram que a solidão desempenha um papel importante no declínio, muitas vezes associado à velhice.

O estudo acompanhou 1.600 adultos, com uma idade média de 71 anos. Apesar de controlar o status socioeconômico e a saúde, os solitários consistentemente mantinham taxas de mortalidade mais altas. Quase 23% dos participantes solitários morreram dentro de seis anos do estudo. Os que relataram companhia adequada e faleceram nesse período, por sua vez, foram apenas 14%.

“A necessidade que tivemos em nossas vidas inteiras – pessoas que nos conhecem, nos valorizam, que nos trazem alegria – que nunca vai embora”, explicou Barbara Moscowitz, assistente social geriátrica do Massachusetts General Hospital, ao The New York Times.

IstoÉ

Maratona Digital Longevidade 2020: grátis e com certificado

 

20/11 – 9:00 – 9:50
PAINEL 1 – LONGEVIDADE EXPO+FÓRUM – ABERTURA

Tema: Saúde, comportamento e consumo dos longevos no Pós Pandemia. O novo normal na vida do público sênior.
Talkshow de apresentação e introdução ao programa da Longevidade Virtual com dirigentes de instituições parceiras.

Mediador: Francisco Santos (Idealizador e Presidente da Longevidade Expo+Fórum).

Convidados: Bruno Assami (Diretor Executivo da UNIBES Cultural), Dr. Helton Freitas (Presidente Seguros Unimed), Eva Bettine (Presidente Associação Brasileira de Gerontologia) e Sérgio Serapião (CEO Labora).

10:00 – 10:50 – PAINEL 2 – LONGEVIDADE EXPO+FÓRUM – PALESTRAS E DEBATES

Tema: ‘Bem’ Estar no ‘Novo’ Estar.

Curadoria: Unibes Cultural

Mediador: Bruno Assami – Diretor Executivo da UNIBES Cultural. Concepção, Implantação e Direção de Organizações do Terceiro Setor.

Convidados: Mirian Goldenberg – Antropóloga e escritora brasileira. Mirian Goldenberg é Doutora em Antropologia Social.

Ricardo Cavallini – Autor de 6 livros que abordam tecnologia e negócios. Professor da Singularity University. Embaixador MIT Sloan Review Brasil. Um dos apresentadores do Batalha Makers no Discovery Channel. Colunista no UOL sobre inovação e tecnologia.

Nabil Bonduki – Arquiteto, urbanista, professor universitário e político brasileiro. É professor titular de planejamento urbano da Universidade de São Paulo e professor visitante na Universidade da Califórnia, em Berkeley. É colunista de órgãos de imprensa como Carta Capital, Folha de São Paulo e Rádio USP.

11:00 – 12:20
PAINEL 3 – LONGEVIDADE EXPO+FÓRUM – PALESTRA

Tema: Expectativas e desafios no atendimento ao público longevo. A saúde cada vez mais personalizada.

Curadoria: Hospital Sírio Libanês

12:30 – 12:50
PAINEL 4 – LONGEVIDADE EXPO+FÓRUM – PALESTRA

Tema: O poder transformador do Mindful Eating: consciência e equilíbrio alimentar pós quarentena.

Curadoria: Trasmontano

Mediador: Dr. Sérgio Anjos Garnes – Especialista em Nutrologia, Mestre em Alimentos, Nutrição e Saúde pela UNIFESP.

Convidado: Dr. Andrea Bottoni – Especialista em Nutrologia, Instrutor de Mindful Eating, Mestre em Nutrição, Doutor em Ciências pela UNIFESP e Coordenador do serviço de Nutrologia do Hospital IGESP, empresa do Grupo Trasmontano.

13:00 – 16:45
II CONGRESSO BRASILEIRO DA LONGEVIDADE SEGUROS UNIMED

13:00 – 13:40
PAINEL 5 – II CONGRESSO BRASILEIRO DA LONGEVIDADE SEGUROS UNIMED – CONFERÊNCIA DE ABERTURA

Tema: O Futuro do Trabalho.

Curadoria: Seguros Unimed

MC Apresentador: Odilon Wagner – Ator, autor e diretor de teatro.

Convidado: Domenico de Masi – Professor, escritor e sociólogo italiano.

13:45 – 15:15
PAINEL 6 – II CONGRESSO BRASILEIRO DA LONGEVIDADE SEGUROS UNIMED – CONFERÊNCIA

Tema: Saúde e Bem-Estar.

Curadoria: Seguros Unimed

MC Apresentador / Mediação: Odilon Wagner – Ator, autor e diretor de teatro.

Convidados: Regina Nogueira (Kota Mulangi) – Presidente do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais e de Matriz Africana.

David Uip – Diretor do Instituto do Coração de São Paulo da FMUSP e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Ary Fontoura – Ator, poeta, escritor e diretor brasileiro.

15:20 – 16:45
PAINEL 7 – II CONGRESSO BRASILEIRO DA LONGEVIDADE SEGUROS UNIMED – CONFERÊNCIA

Tema: Relação médico – paciente

Curadoria: Seguros Unimed

MC Apresentador / Mediação: Odilon Wagner – Ator, autor e diretor de teatro.

Convidados: Glória Maria – Repórter e apresentadora de televisão .

João Gabriel Marques Fonseca – Médico, professor e membro do HC-UFMG.

16:50 – 17:20
PAINEL 8 – LONGEVIDADE EXPO+FÓRUM – PALESTRA

Tema: Profissões do Futuro: Seniores Digitais. Compartilhamento de resultados de programa de preparação de profissionais 50+ para novas carreiras em tecnologia, desenhadas para competências seniores.

Curadoria: Labora

Convidados: Ricardo Seara – (Co-Fundador e Head de Talento na Labora e Educador no Instituto Reciclar).

Daniele Botaro – (Líder de Diversidade e Inclusão para América Latina na Oracle).

17:25 – 17:55
PAINEL 9 – LONGEVIDADE EXPO+FÓRUM – PALESTRA

Tema: Trabalho sênior no mundo, desafios e oportunidades em diferentes continentes.

Curadoria: Labora

Convidado: Sérgio Serapião – (Co-fundador e CEO da LABORA. Empreendedor social, fellow Ashoka. Fundador do movimento LAB60+ e membro do conselho do Sistema B).

Renato Souza – (Gerente de Diversidade, Inclusão e Impacto Social da PwC Brasil).

18:00 – 18:30
PAINEL 10 – LONGEVIDADE EXPO+FÓRUM – PALESTRA

Tema: Vieses inconscientes e idadismo na comunicação: como a comunicação pode reforçar preconceitos ou quebrar paradigmas em uma sociedade regida pela cultura jovem-cêntrica.

Curadoria: Labora

Mediadora: Fernanda Zemel – (Head de comunidade labora e co-fundadora da plataforma women creating de diversidade de gênero).

Convidados: Marcia Monteiro – (Jornalista, pesquisadora da Longevidade e fundadora da Consultoria Geração Ilimitada).

Mauro Wainstock – (Atua com projetos de Longevidade, Inclusão, Diversidade e Biografias, organizador do International Space Apps Challenge/NASA, o maior hackathon do mundo e CEO Hub40+).

Rennê Nunes – (CEO da UP Lab, Embaixador do Lab60+, advisor da Rhizom Blockchain e Facilitador Criativo pelo Art of Hosting).

18:35 – 19:05
PAINEL 11 – LONGEVIDADE EXPO+FÓRUM – PALESTRA

Tema: Diversidade geracional nas empresas – a jornada já começou!

Curadoria: Labora

Convidados: Sérgio Serapião – (Co-fundador e CEO da LABORA. Empreendedor social, fellow Ashoka. Fundador do movimento LAB60+ e membro do conselho do Sistema B).

Lina Nakata – (Cientista de dados do Great Place to Work, co-presidente da PWN São Paulo – Professional Women Network, e diretora de marketing da ANGRAD).

Maria José Tonelli – (Psicóloga, com Mestrado e Doutorado em Psicologia Social. Professora titular na FGV).

19:10 – 19:50
PANIEL 12 – LONGEVIDADE EXPO+FÓRUM – PALESTRA

Tema: Gerontecnologia: contribuições para a longevidade.

Curadoria: Sesc SP

Mediador: Alessandra Nascimento – (Assistente de Gerência de Estudos e Programas Sociais Sesc SP).

Convidada: Carla da Silva Santana Castro – (Presidente do Conselho Municipal do Idoso de Ribeirão Preto (CMI). Tem experiência na área de Terapia Ocupacional, com ênfase em Cuidados ao Idoso com Distúrbios Cognitivos e Sensoriais, e membro da Sociedade Brasileira de Gerontologia).

20:00 – 21:00
LONGEVIDADE EXPO+FÓRUM – APRESENTAÇÃO CULTURAL DE ENCERRAMENTO

Tema: Como exercitar e despertar o corpo.

Curadoria: Sesc SP

Mediador: Gustavo Nogueira – (Assistente de Gerência de Estudos e Programas Sociais do SESC SP).

Convidado: Ivaldo Bertazzo – (Educador, coreógrafo e terapeuta de movimentos).

Longevidade Expo + Fórum é um empreendimento da Longevidade Feiras e Congressos, com realização e gestão da São Paulo Feiras Comerciais, empresas do Grupo Couromoda, organização com 47 anos de experiência no setor de feiras de negócios e congressos profissionais.

Divulgação

Forum ILC-Br e Bradesco: Virando a Página, Envelhecimento 2020

O Fórum Internacional da Longevidade Bradesco Seguros, organizado pelo Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR), será realizado em quatro quintas-feiras de novembro. O evento anual reúne especialistas nacionais e estrangeiros do setor para debater tendências associadas à longevidade e ao envelhecimento ativo. A edição deste ano será virtual. A primeira Live do Fórum foi hoje,  5/11, às 11h, e pode ser vista na página Live Bradesco Seguros abordando o tema “A Década do Envelhecimento Ativo e Saudável da ONU/OMS”.

Com mediação de Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR) e consultor de longevidade da Bradesco Seguros, o evento contará com a participação de Lely Guzman, coordenadora da Unidade Técnica de Família, Gênero e Curso de Vida e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS); Marilia Louvison, do Conselho Diretor da Abrasco, Faculdade de Saúde Pública da USP e conselheira do ILC-BR; Eberhart Portocarrero Gross, da Atenção Primária e Médico de Família da Rocinha (RJ); e comentários de Karla Giacomin, vice-presidente do ILC-BR.

“Pela primeira vez, faremos o Fórum Internacional da Longevidade de forma totalmente virtual. Estamos confiantes de que, nesse formato, temos a oportunidade de impactar um número ainda maior de pessoas, reforçando nosso objetivo de chamar a atenção para a importância de discutir temas associados à longevidade, principalmente no Brasil, cuja população está entre as que mais rapidamente envelhecem no mundo”, afirma Alexandre Nogueira, diretor de Marketing da Bradesco Seguros.

Agenda do VIII Fórum Internacional da Longevidade

Tema: A Década do Envelhecimento Ativo e Saudável da ONU/OMS
Data: 5 de novembro
Horário: das 11h às 12h3
Local: www.livebseguros.com.br

Tema: Construindo Solidariedade, Empatia e Compaixão
Data: 12 de novembro
Horário: das 11h às 12h30
Local: www.livebseguros.com.br

Tema: Impactos Sociais da Revolução da Longevidade
Data: 19 de novembro
Horário: das 11h às 12h30
Local: www.livebseguros.com.br

Tema: Como será o Futuro?
Data: 26 de novembro
Horário: das 11h às 12h30
Local: www.livebseguros.com.br

 

Executivo conclui repasse de R$ 160 milhões às ILPIs. E agora?

O Poder Executivo concluiu os pagamentos dos R$ 160 milhões destinados ao auxílio às instituições de longa permanência para idosos na pandemia. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos selecionou 2.118 instituições aptas a receber essa ajuda.

O auxílio, previsto na Lei 14.018/20, decorre de proposta da deputada Leandre (PV-PR)e de mais três parlamentares (PL 1888/20). As instituições habilitadas prestam atendimento a 68.896 idosos, e assim o rateio indica que serão repassados R$ 2.322,34 por pessoa.

As ILPIs contempladas contam com, desde um interno como a Instituição Lar Fonte da Fraternidade e Centro de Humanização para Pessoa Idosa, em Salvador, Bahia, até 366 hóspedes como no Lar dos Velhinhos de Piracicaba, São Paulo.

O Brasil tem oficialmente cerca de 83 mil pessoas vivendo em ILPIs, abrigos para quem tem 60 anos ou mais, é dependente de cuidados e não tem condições de viver com familiares. Mas os dados oficiais, do Sistema Único de Assistência Social (Suas), estão distantes da realidade.

estimativa é que existam hoje mais de 400 mil idosos em ILPIs no Brasil. A diferença nos dados é explicada pela falta de um censo completo nessas instituições. A  maioria, inclusive, não é pública e não está vinculada ao Suas, o que deixa uma série de abrigos fora do radar do governo.

Essas instituições deverão ser daqui em diante um dos principais focos de atenção enquanto durar  a pandemia, pois foram um dos locais onde mais ocorreram mortes por Covid-19 em diversos países.

O cuidado faz sentido, pois em alguns países, como os EUA, o número de mortes em asilos e casas de acolhimento de pessoas mais velhas representa quase metade do total, segundo o jornal The New York Times. Em outros, como o Canadá, os dados são ainda piores, chegando a 80%.

As Instituições de Longa Permanência (IlPIs) não serão lugares para abandono dos idosos, mas equipamentos importantes para saúde da população mais velha, e que vão se tornar cada vez mais comuns no país com o envelhecimento demográfico.

Elas podem vir a ser uma solução  eficiente para o prolongamento da vida com qualidade. Com algumas mudanças a partir da reflexão de quem tem grande experiência como Portugal. Reunidos sobre o tema “É possível prevenir as mortes em lares?” ministros e outros gestores deixaram uma reflexão importante.

“Há fatores específicos dos lares que exigem reflexão sobre a própria organização dos cuidados. Conhecendo a tipologia destes equipamentos começa por ser necessário perguntar-nos se eles são adequados para pessoas especialmente vulneráveis como parecem ser grande parte dos seus utentes reais.

Os cuidados a pessoas dependentes são o próximo grande desafio da nossa proteção social. Hoje vivemos uma situação caótica nesta matéria, com uma fragmentação excessiva entre a rede de cuidados continuados que funciona por referenciação médica, lares que muitas vezes se substituem, sub financiados, a essa rede, cuidadores informais pouco e mal apoiados, critérios desconhecidos para a organização de apoios domiciliários ou o encaminhamento para respostas de pessoas que necessitam de apoio ou em situação de dependência.

Cada resposta tem o seu lugar e as situações e contextos em que é a mais adequada. O Estado, na área da segurança social e na área da saúde tem, aliás, que se organizar para dar uma coerência às respostas no setor dos cuidados que garanta o melhor possível o equilíbrio entre os direitos das pessoas que necessitam de cuidados, a proteção dos cuidadores e a organização das respostas públicas ou com apoio público. A referenciação para cuidados tem de ser coerente, articulada e baseada em critérios e não em particularismos institucionais.

Inverter esta situação implica um investimento forte, em infraestruturas e sobretudo em custos de funcionamento, num leque de intervenções que vai dos quartos individuais que temos de menos ao pessoal treinado e trabalhando em exclusividade, qualificado e bem remunerado que não temos.”

Agência Câmara de Notícias,  Diário de Notícias (Portugal) e jornais brasileiros

 

As incontáveis violências contra o idoso na pandemia da Covid-19 (e fora dela)

A imprensa tem noticiado o aumento das denúncias em relação à violência contra o idoso, durante a pandemia nos canais do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. A divulgação dos altos percentuais  sugere outra calamidade?  As denúncias se referem a que tipo de violência? Patrimonial, física, institucional, negligências? Seria possível contabilizar os maus-tratos nesse contexto?  Acho que não. São incontáveis.

Numa perspectiva otimista, o aumento das queixas também pode ser resultado de uma conscientização da sociedade sobre  crime, antes tido como comportamento normal. Por exemplo, monopolizar o cartão bancário do idoso para sacar benefícios.

Para  o presidente do Conselho Municipal do Idoso de Vila Vicentina,Três Pontas (MG)  José Rodrigo Ferreira, existem vários tipos de violência que vão além da questão física. É comum a violência institucional, provocada pelos próprios órgãos públicos que não cumprem o disposto na Constituição e no Estatuto do Idoso.

Para especialistas e profissionais que atuam no combate a esse tipo de crime, o isolamento social fez aumentar os delitos cometidos dentro de casa, como agressões, abusos e assassinatos. Isso teria ocorrido por causa de uma maior proximidade entre vítimas e agressores, além de uma maior dificuldade de realizar denúncias. Verdade? Em parte. Todos os índices aumentaram no Brasil. Até os da criminalidade (6%) apesar do isolamento na quarentena.

Outras violências, como verificá-las? E computá-las?

  • Coronavírus em esgoto de 4 países em 2019 aumenta mistério sobre origem do vírusPesquisadores de pelo menos quatro países, incluindo o Brasil, apontaram a presença do novo coronavírus em amostras de esgoto coletadas semanas ou meses antes de o surto ser declarado na China, epicentro da pandemia de covid-19.
  • Como computar as agressões contidas no  custo psicológico da quarentena? Segundo o colunista  Fernando Reinach (Estadão): “vários impactos têm sido  detectados durante o isolamento: depressão, estresse, mau humor, irritabilidade, insônia, estresse pós-traumático, raiva e exaustão emocional.”
  • Em entrevista ao programa Sem Censura Especial (TV Brasil), no início da quarentena, o especialista em envelhecimento o médico Alexandre Kalache afirmou que a voz do idoso não está sendo ouvida sobre a sua vulnerabilidade enquanto grupo de alto risco ao Covid-19. Para ele, a falta de legitimidade do atual Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDI)  do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, explica ausência do protagonismo dos idosos brasileiros. E o risco de um gerontocídio desse grupo. (Gerontocídio é Senicídio ou geronticídio, é o abandono à morte, suicídio ou assassinato de idosos.)
  • O  próprio Ministério da Saúde, em março, alertou para a possibilidade de óbito de 11.732 idosos infectados em abrigos, chamados de Instituições de Longa Permanência (ILPIs). O cálculo considera a existência de 78.216 pessoas com mais de 60 anos vivendo em instituições vinculadas ao SUAS (Sistema de Assistência Social).

Denúncias no WhatsAPP do Ministério da Mulher, Família  e Direitos Humanos  (Idosos)

Denúncias de violações de direitos humanos e de violência contra a mulher agora também poderão ser feitas via. Inicialmente, o serviço funcionava especialmente por meio do Disque 100 e o do Ligue 180. Para receber atendimento ou fazer uma denúncia, o cidadão deve enviar uma mensagem para o número 61 99656-5008 que atende todo o país. Após resposta automática, ele será atendido pela equipe da central única dos serviços. A denúncia recebida será analisada e encaminhada aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

A promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo Gabriela Mansur lembrou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já confirmou a validade probatória de prints, vídeos e fotografias com marcas das agressões. “Para nós, que somos os destinatários [da denúncia], como promotores de Justiça é muito importante esse convencimento e esses instrumentos para que nós possamos de fato trazer justiça proporcional à gravidade dos fatos”, afirmou.

Thereza Christina Pereira Jorge

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