Pet Emergência

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Cerca de um mês atrás, a jornalista Amelia Gonzales passou pelo luto de perder seu pet que ela ajudou a nascer. O animal foi envenenado de propósito por alguém do Mal. Ela desconfia que há uma pessoa envenenando os pets do bairro de Laranjeiras, Zona Sul do Rio, onde mora. E Amelia  postou um alerta no Face. Diante disso, todo cuidado é pouco.

Às vezes, um piscar de olhos é o suficiente para que o seu pet se machuque. O cachorro é um animal bem curioso e, com o gato, não é muito diferente: ele vive se empoleirando em lugares altos. A gente sabe que todo o cuidado é pouco, mas não dá para prever os acidentes que podem acontecer. Pensando em situações de emergência, conversamos com veterinários e elaboramos a lista dos acidentes mais comuns — e maneiras de evitar que o pior aconteça antes de levá-lo ao veterinário.

Uma intoxicação frequente é com o chumbinho, produto tóxico clandestino que é comercializado ilegalmente. Nesses casos, o melhor é não oferecer nada e levá-lo ao veterinário o mais rápido possível. “Há uma ideia de que é preciso dar leite para o animal, o que é totalmente contraindicado”, ensina Lucas de Angelis, diretor do Hospital Veterinário Santa Inês (SP) e responsável pelas áreas de UTI e Internação.

As reações podem ser diferentes e depende de cada produto: necrose de língua, vômitos, excitação, diarreia ou contrações musculares. A veterinária Juliana Citadela, do Hospital Sena Madureira (SP), ensina a não induzir ao vômito. “Pode causar erosão”, explica.

Em outras situações, como o animal lamber algum produto de limpeza, existe a opção de entrar em contato com o Centro de Intoxicação ou Substâncias Tóxicas. Em São Paulo, o número é 0800-7713733. “Manter o animal em ambiente arejado, observar o comportamento e o estado geral também é uma orientação básica”, afirma Cléber Fontana, veterinário e diretor clínico da Unidade Pet Care do Pacaembu (SP).

Se a substância entrar em contato com a pele do bicho, a atitude correta é lavar com água corrente antes de levá-lo ao veterinário.
Entre uma brincadeira ou outra, ao correr pela casa, o seu animal pode acabar se machucando.

Na hora do sufoco, é melhor não colocar a mão no local machucado: ele pode sentir ainda mais dor e ficar agressivo, mesmo sendo dócil. É importante observar se ele consegue se levantar e caminhar normalmente ou se existe alguma mudança no comportamento, como sonolência.

“A melhor coisa é enrolar os membros machucados em uma toalha e encaminhar ao hospital, para que a dor seja o primeiro foco a ser controlado”, ensina o diretor do Hospital Veterinário Santa Inês, Lucas de Angelis. A preocupação é com os órgãos internos, que podem ser lesionados ou até rompidos dependendo da queda do animal.Engasgou? O problema depende do tamanho do objeto que foi engolido. O problema é que tentar retirar o que está obstruindo a pa ssagem pode empurrar ainda mais.

“Eu indicaria tentar tirar o objeto apenas se o cachorro não estivesse respirando. Mas, se estiver muito para baixo, não vai resolver”, explica a veterinária Juliana. Caso ele esteja vomitando, é melhor deixá-lo com a cabeça voltada para baixo para evitar sufocamento.

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O veterinário Fontana é incisivo: “O ideal é sempre buscar auxílio de um médico veterinário. Ao engolir brinquedos ou peças pequenas, o animal pode apresentar sinais de obstrução do trato gastrintestinal e pode ser necessário a retirada do corpo estranho. Não é indicado forçar o vômito ou mesmo puxar o corpo estranho, pois existe o risco de causar mais lesões e prejudicar ainda mais a saúde do animal”.

E a febre? A situação, que geralmente está vinculada a um processo de infecção, pode ser percebida geralmente com a prostração do bichinho. “Eles comem menos ou não comem, podem se esconder”, observa Juliana. O focinho estar seco ou quente não é um sinal de alerta sobre a alteração da temperatura. Por isso, o ideal é levá-lo ao veterinário para descobrir a causa da febre.

● Evite oferecer alimentos da dieta humana. As comidas temperadas podem causar vômitos e diarreias nos bichinhos;
● Procure não deixá-lo em pisos muito lisos, o que previne problemas articulares;
● Tome cuidado no final do ano: nas festas, eles podem ficar mais agitados durante a queima de fogos;
● Evite andar com o cachorro sem a coleira. “Ele pode se assustar e ser atropelado”, aconselha o veterinário Lucas de Angelis;
● Deixe para passear com o seu animal mais tarde durante o verão. Quando o sol está mais forte, o animal pode ter intermação — causada por exposição excessiva ao calor. Principalmente os cães com os focinhos curtos, conhecidos como braquicefálicos;
● Mantenha produtos de limpeza e o lixo fora do alcance dos pets;
● Proteja fios elétricos e tomadas para evitar acidentes como trauma e choque elétrico;
● Redes de proteção nas janelas podem evitar acidentes graves, principalmente dos bichanos;
● Evite deixar o animal sozinho o dia todo. Na falta do que fazer, ele pode acabar procurando uma forma de entretenimento dentro de casa;
● Procure bloquear o acesso a escadas, muretas ou outro local onde o animal possa sofrer alguma queda.

Conteúdo parcial do site Meus 5 Minutos

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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