Sala de Aula: o que é Cultura do Cuidado? Ela é urgente e salva idosos

As aulas online são atrações na pandemia. Eu mesma assisto o curso sobre  História Brasil Independente com o excelente  professor Marcos Napolitano, no canal Aulas USP no YouTube. Todo dia, das 4 às 6h da tarde, sento-me diante da TV com um caderno e uma caneta para as anotações. São aulas incríveis e estou aprendendo muito.

A deputada federal Leandre (PV-PR) afirmou recentemente a um jornal paranaense que muitas vidas seriam poupadas se o projeto de lei de sua autoria tivesse urgência na agenda da Câmara dos Deputados: o projeto  5791/19 que  institui a Política Nacional do Cuidado.  Segundo ela, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Cidoso) lutou pela urgência durante todo ano passado.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu ontem, 13, que, diante da pandemia do novo coronavírus, a humanidade precisa repensar a pedagogia da solidariedade, como a cultura do cuidado com os idosos e mais carentes.

Por meio de videoconferência, o ministro proferiu a palestra “Globalização da crise humanitária”, no seminário virtual “Covid-19: Embates Globais”, promovido pelo Laboratório de Inovação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), sediado em Porto Alegre (RS). Segundo ele, a pandemia é, por definição, um problema global, que carrega uma dimensão de transterritorialidade. “A omissão ou qualquer ação irresponsável de um Estado traz consequência para os demais”, destacou. 

Brasil

Cuidar de pessoas idosas é uma realidade cada vez mais presente nos domicílios brasileiros. Cuidado  em Domicílio e Atenção Domiciliar, embora pareçam a mesma coisa, não são! Quando falamos em cuidado no domicílio, estamos nos referindo a todas as práticas de atenção e suporte às necessidades das pessoas idosas dentro de suas residências e que são realizadas por parentes, amigos ou “cuidadores”. 

Já a Atenção Domiciliar é uma modalidade de atendimento dentro da Política de Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde e possui diretrizes para seu funcionamento. Segundo a Portaria no. 963, de 27 de maio de 2013, a Atenção Domiciliar constitui-se como uma: “… nova modalidade de atenção à saúde, substitutiva ou complementar às já existentes, caracterizada por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com garantia de continuidade de cuidados e integrada às redes de atenção à saúde.”

De acordo com o grau de dependência, é que as exigências de cuidado vão se moldando. No cuidado domiciliar existem questões que devem ser observadas com cautela, tendo em vista as múltiplas necessidades que uma pessoa idosa apresenta. Dentre os aspectos centrais do cuidado, os que geram um maior número de dúvidas ou problemas têm relação com a higiene, medicação e segurança. 

Diante dos nossos recursos e do adiantado envelhecimento da população brasileira, a solução mais próxima para o problema é  segundo o médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR) aprender e prarticar a nível individual e social  a Cultura do Cuidado como uma resposta à revolução da Longevidade que experimentamos. Como ele mesmo diz, “longevidade sem qualidade de vida é prêmio envenenado.”

 Uruguai

Hoje, o Uruguai é o país mais envelhecido da América Latina. Essa situação traz desafios para o governo, principalmente no que diz respeito aos sistemas previdenciário e de saúde, uma vez que o envelhecimento implica em menos pessoas em idade ativa. Buscando uma solução, instituiu-se no país a Lei Federal nº 19.353, que cria o Sistema Nacional Integrado de Cuidados, com um enfoque especial para a população idosa.

O papel é identificar elementos de desamparo a direitos e falta de bem-estar, que devem ser solucionados com uma agenda de cuidados, buscando saná-los efetivamente. Isso inclui uma maior atenção aos centros de estadia para idosos, promoção de oficinas sobre envelhecimento e senilidade, fiscalizações sanitárias, capacitações de profissionais, dentre outras atividades.

Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa

Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados

Anexo II, Pavimento Superior, Ala B, Sala 154

Brasília – DF – CEP: 70160-900

Telefones: 55 (61) 3216-6958/-6952/-6954/-6955/-6957/-6958/-6959

E-mail: [email protected]

 

Thereza Christina Jorge

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