Vai empreender? Mescle jovens e idosos


Os editores  do “The Accelerators”, um blog do The Wall Street Journal, sobre os desafios de abrir uma empresa, discutiram a questão do novo grupo de empreendedores, com mais de 50 anos. A seguir, trechos editados.

Currículo versus Tecnologia
Empresários e executivos mais velhos e mais experientes podem sentir dificuldade em atrair investidores, especialmente na indústria de consumo da internet e na de telefonia móvel. Enquanto isso, “empreendedores” cada vez mais jovens — que nunca tiveram um emprego em suas vidas, muito menos administraram uma empresa, são procurados por investidores de capital de risco, incubadoras, investidores-anjos e todos os tipos de fontes de capital.
O raciocínio, pelo menos na economia voltada ao consumo na internet e telefonia celular, é que os jovens compensam a falta de experiência empresarial com a maestria no novo mundo da tecnologia. Muitos dizem que os empreendedores mais velhos — pessoas que nem são tão velhas, mas não cresceram com smartphones, redes sociais ou mesmo e-mail — não têm o DNA ou a intuição necessária para construir os brilhantes aplicativos e empresas virais para os consumidores de tecnologia de amanhã.
Apesar das manchetes sensacionalistas, isso não significa que empresários mais velhos e mais experientes estejam completamente fora do jogo. Embora o visionário jovem e inexperiente possa ser mais propenso a desenvolver o aplicativo mais popular do momento que terá um crescimento explosivo, sem ter qualquer plano de vendas ou faturamento, os vencedores mais constantes são fundadores maduros que usam suas experiências anteriores e seus conhecimentos da indústria para construir empresas estáveis e bem administradas que geram receita e lucro.
— Kevin Colleran, sócio da firma de capital de risco General Catalyst Partners, Cambridge, Massachussets
Experiência, Paciência e Reputação
Temos que tirar o chapéu para as perspectivas diferentes e ideias inovadoras que vêm de empreendedores jovens. Mas as habilidades que se adquirem em anos de carreira podem colocar empreendedores maduros numa categoria acima de seus colegas mais jovens. Se a experiência, a paciência e a reputação são a base do conjunto de habilidades de um empreendedor, a idade se torna uma verdadeira vantagem.
Experiência. Uma das vantagens cruciais da idade é a experiência adquirida em anos dentro de uma ou mais indústrias. A velocidade e a estratégia com que um empreendedor pode executar uma ideia, quando ele ou ela tem sólidos conhecimentos sobre uma indústria, é um trunfo invejável.
Maturidade e paciência. Fundadores maduros compreendem que sucesso a longo prazo requer paciência: você faz grandes apostas que levam anos para se realizarem. Decisões precipitadas mascaradas sob um véu de inovação podem ser prejudiciais para o sucesso de uma empresa.
Reputação. A construção de uma sólida reputação leva anos, e os empresários mais velhos estão em vantagem porque — além de anos construindo uma rede de contatos, experiências e bons relacionamentos — eles criam reputações dentro de sua área de atuação.
— Matt Maloney, fundador da GrubHub Inc., Chicago
Não há limite de idade para a inovação
O fato é que você nunca fica velho demais para inovar. Garotos prodígios que são glorificados, como [Mark] Zuckerberg, Steve Jobs e Bill Gates, só alcançaram sucesso com a ajuda de executivos mais velhos e mais experientes.
Um ingrediente-chave para a inovação é a capacidade de desafiar a autoridade e romper regras. Como eles não tiveram os limites que nós tivemos, os jovens de hoje não hesitam em questionar as normas, pensar fora do ordinário e considerar a execução de ideias malucas. Mas grandes ideias sozinhas não levam a tecnologias inovadoras ou empresas de sucesso.
Ideias são apenas o primeiro passo. O valor está na tradução das ideias em invenção, e a invenção em um empreendimento de sucesso.
Para conseguir isso, é preciso colaborar com outros, conseguir financiamento, entender os mercados, estabelecer preços de produtos, desenvolver canais de distribuição e lidar com rejeição e fracasso. Em outras palavras, é preciso habilidades de gestão e maturidade. Isso se adquire com educação, experiência e idade.
— Vivek Wadhwa, vice-presidente da área acadêmica e de inovação da Singularity University, San Francisco.
Determinar a média de idade de uma equipe
Não importa que idade você tenha, é preciso estar preparado para dedicar 150% de seu cérebro para sua empresa, sua equipe e seus clientes. Mas 150% de um cérebro imaturo não ajuda muito. Na verdade, um truque importante para a maioria das empresas novatas de sucesso é juntar o entusiasmo e a dedicação dos jovens com o julgamento e a experiência que vem com a idade.
A melhor medida de sucesso pode ser a idade média combinada de um fundador, da equipe executiva, dos principais investidores e dos principais conselheiros. Para as empresas mais atraentes do mundo, essa idade não é 25.
O que você realmente precisa ao entrar no mundo das empresas novatas é muita calma. Toda empresa enfrenta o risco de mercado, risco tecnológico, risco de execução e risco de administração. Nesta última categoria, provavelmente, o maior perigo não é que sua equipe seja muito velha, mas que ainda seja muito inexperiente.
The Wall Street Journal

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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