Nunca gostei de viajar. Nem à passeio. A melhor hora da viagem era sempre olhar pela janela do avião e reconhecer o Cristo Redentor e a Baía da Guanabara.

Hoje, forçada pelo Envelhecimento Ativo (EA), sou obrigada a me disciplinar e introduzir o gosto pelas mudanças na minha vida. Mudanças físicas, mentais, emocionais e espirituais. Haja mudança. Se não introduzir uma atitude de mudança agora que estou envelhecendo, tudo será muito penoso. E eu gosto de viver.

Como tenho a certeza de que todas as fases da vida repetiram uma contabilidade simples _  ônus e bônus  _ tenho a expectativa de que a minha velhice também o fará. Caberá a mim descobrir _ e para isso preciso mudar _ o bom do envelhecer. Do ruim todo mundo sabe. Mas nem sempre o ruim é igual pra todo  mundo.

Meu raciocínio é o seguinte: se assim foi no passado, deve se repetir no presente. Envelhecer. Cabe a mim descobrir esse país aparentemente hostil e desprovido de  familiaridade. É como se estivesse sozinha num continente. Sem amigos, sem família e sem referência. Ninguém pode me passar a experiência de descobrir as novidades e atrações desse novo lugar. Nem os riscos nem os perigos nem os sofrimentos.

Ainda bem que tenho uma tendência ao otimismo mesmo sendo uma pessoa melancólica congênita. Paradoxo dos paradoxos.

Sei que meus filhos estarão por perto e que encontrarei muitos  amigos por aqui. Sei que vou me divertir novamente com eles. E com os livros. No karaoquê. Na praia. Na minha praia. Aquele cantinho quase intocado da Av. Atlântica, com uma pracinha e árvores. Lá o mar é calmo, muitas senhoras tomam banho de mar de vestido (eu, ainda, não) e a atmosfera é bem Copacabana “vintage” dos anos 1950.

Thereza Christina Jorge, editora 

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.




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