Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Calgary, em Alberta, no Canadá, comprova a máxima de que o melhor remédio é a prevenção. Para os pesquisadores, a melhor saída é tratar determinantes sociais para as doenças, como renda, educação e ambientes de moradia. A consequência é um envelhecimento com qualidade de vida e o acréscimo de 5%  da expectativa de vida.

Nas nove províncias analisadas entre 1981 e 2011, o estudo mostrou que os gastos per capita em serviços sociais eram de C$ 930, contra C$ 2.900 dos investimentos em serviços de saúde. Durante o período avaliado, o custo per capita cresceu em dez vezes mais que o aumento dos gastos em serviços sociais. Mas cruzando os dados com as taxas de mortalidade, mortalidade infantil e expectativa de vida mostram a melhoria da saúde da população está mais relacionada à melhoria nos serviços sociais.
“Se os governos gastarem um centavo a mais a cada dólar investido em saúde pelo rearranjo das duas pastas, a expectativa de vida teria um acréscimo de 5% e a mortalidade teria um decréscimo de 3% em um ano”, projetou Dutton. “Se as despesas sociais lidam com os determinantes sociais da saúde, então é uma forma de gasto com saúde preventiva e altera a distribuição do risco para toda a população em vez de tratar apenas aqueles com doenças. Redirecionar recursos para os serviços sociais, isto é, reorganizar o pagamento sem aumentar as despesas, é uma maneira eficiente de melhorar os resultados em saúde.

“Analisando dados de nove das dez províncias canadenses ao longo de 31 anos, os cientistas perceberam que o aumento nos gastos nos sistemas de saúde são menos eficientes que o investimento em serviços sociais na mesma proporção.
“Gastar mais em serviços de saúde deveria promover a melhoria da saúde da população, mas nosso estudo sugere que este não é o caso e que investimentos sociais podem ser usados para melhorar a saúde de todos”, comentou Daniel Dutton, professor de Políticas Públicas em Calgary. “Em relação ao orçamento da saúde, nós investimos poucos em serviços sociais por habitante, então a redistribuição do dinheiro do sistema de saúde para os serviços sociais é uma pequena mudança orçamentária.”

Por causa do envelhecimento da população, os investimentos em saúde estão aumentando rapidamente em países desenvolvidos, como o Canadá, e governos procuram formas de conter esse aumento, mas mantendo a população saudável.
Para Paul Kershaw, da Escola de Saúde Pública da Universidade da Columbia Britânica, em Vancouver, a descoberta dos colegas de Calgary mostra que o aumento das despesas com os serviços de saúde está “associada com oportunidades perdidas de melhorar a expectativa de vida e prevenir mortes em comparação com uma distribuição mais uniforme entre investimentos médicos e sociais”.

Época Negócios

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.




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