17 dos 22 tipos de câncer associados à obesidade

Em diversos países do mundo tem se observado um aumento progressivo e preocupante da obesidade. Inclusive no Brasil, onde metade da população já está acima do peso. E não serve de consolo que nos Estados Unidos apenas 1/3 das pessoas estejam com peso adequado. Pior ainda, são os impactos negativos da obesidade sobre a saúde, incluindo o risco de diversos de tipo de câncer. Para homens e mulheres.
Uma pesquisa realizada no Reino Unido esclarece o tamanho deste problema após analisar dados de um grande banco nacional, o “Clinical Research Practice Datalink”, que contém informações de diversos parâmetros de saúde. Os dados se referem ao período de 1987 a 2012. Mais de 24 milhões de pessoas foram incluídas no estudo, sendo registrados quase 167 mil casos de câncer. A obesidade, avaliada pelo Índice de Massa Corpórea registrado em data anterior ao surgimento do tumor maligno, foi a exposição de interesse.
O resultado mais importante mostra que o aumento no IMC se associou com 17 dos 22 tipos de câncer. Segundo os autores, para cada aumento de 5kg por m2 no IMC há um aumento linear do risco de câncer de útero, vesícula biliar, rim, tireóide e leucemia. Para as mulheres eles também observaram aumento do risco de câncer de ovário e câncer de mama na pós-menopausa, embora estes tumores tenham sofrido influência de outras características individuais. Por outro lado, o aumento do IMC foi fator protetor para câncer de mama antes da menopausa. E de próstata também, para alegria de alguns homens que estão fora de forma. A mensagem dos pesquisadores é que 41% dos casos de câncer uterino e 10% ou mais dos casos de tumores malignos da vesícula, rim, fígado, intestino pode ser atribuído ao excesso de peso.
A explicação para este impacto negativo da obesidade não é bem definida e a heterogeneidade dos efeitos do peso excessivo sugere que diferentes mecanismos podem estar associados ao surgimento dos diferentes tipos de câncer em diferentes subgrupos de pacientes. Entre eles são citados as alterações no metabolismo hormonal, particularmente no que diz respeito à insulina, fatores de crescimento semelhantes à insulina e hormônios sexuais, assim como as adipocinas, que são proteínas secretadas pelo tecido adiposo. Até que novos estudos esclarecem este percurso fisiopatológico, a recomendação é evitar a obesidade e manter a linha. É o tipo de recomendação que a maioria das mulheres deseja respeitar. “
Dr. Alexandre Faisal/UOL 

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao topo