A Boleira que ficou Rica


Um bolo caseiro vendido em fatias no bar de um amigo, no centro do Rio de Janeiro, foi a receita que Alzira Ramos, 69, achou para ajudar no orçamento da casa, em 2007. Ali surgia o negócio da família: a rede Fábrica de Bolo Vó Alzira.
O negócio cresceu aos poucos, vendendo bolos em bares, lanchonetes e restaurantes. Em 2010, a antiga mercearia da família foi transformada em fábrica de bolos, e o cheiro logo atraiu a clientela. No ano seguinte, veio a segunda loja.
Em 2014, com o lançamento da franquia, a produção migrou para uma cozinha industrial que faz 600 mil bolos por mês. Hoje, com dois netos, “Vó Alzira” tem seu nome na fachada de 190 lojas –140 delas só no Estado do Rio.
Agora, se prepara para ir mais longe: pretende inaugurar uma loja em Boca Raton, na Flórida (EUA), no começo de 2017.
Muffins e cookies para americanos
O novo negócio, porém, não deve seguir a receita de sucesso usada no Brasil. A ideia é adaptar os produtos ao gosto americano e vender muffins, cupcakes, cookies e algumas opções de pães. Para isso, a família está desenvolvendo uma nova marca, ainda sem nome. O investimento previsto na empreitada não foi divulgado.
“Vai ser uma loja de doces para americanos, e não para brasileiros que vivem nos EUA”, afirma Alexandre Martins, 33. Apesar de o negócio original ter o nome e as receitas de sua mãe, é ele quem comanda as operações. Dona Alzira supervisiona as lojas franqueadas e cuida do desenvolvimento dos produtos.
No Brasil, são vendidos mais de 25 sabores de bolos caseiros e o carro-chefe são os de laranja, abacaxi com coco e nozes, que custam entre R$ 12 (mini) e R$ 28 (grande). A empresa também está investindo em uma linha de bolos de festa, mais elaborados.

Franquia custa R$ 105 mil
O investimento inicial para uma unidade é a partir de R$ 105 mil, com custos de instalação, taxa de franquia e capital de giro. O faturamento médio mensal é de R$ 60 mil, com lucro de R$ 9.000. O retorno do investimento é previsto a partir de 12 meses. Os dados foram fornecidos pela empresa.
O marido de dona Alzira, Claudio Ramos, 67, também é atuante no negócio da família. Foi ele quem desenvolveu a mistura em pó que serve de base para os bolos da rede.
“O produto chega 80% pronto aos franqueados. Eles só precisam adicionar os ingredientes úmidos, como ovos e leite, e assar os bolos. Assim, conseguimos controlar a qualidade, pois escolhemos as melhores matérias-primas”, diz Martins.
Internacionalizar é começar do zero
Apesar de ter muitas franquias em pouco tempo, ainda é cedo para dizer que a empresa é uma franqueadora de sucesso, segundo o consultor especializado em franquias Luis Stockler, da BaStockler. Ele diz que o segmento é muito competitivo.
“Eles podem ser bons em vender franquias, mas muitos desses franqueados ainda estão se estabelecendo. É necessário esperar alguns anos para dizer se a rede terá vida longa. Este deveria ser o foco do desenvolvimento do negócio”, diz ele.
Ele diz que abrir uma empresa em outro país é um negócio totalmente novo, pois os hábitos de consumo são diferentes, assim como os ingredientes, o equipamento, a mão-de-obra e as leis.
“Não dá para aproveitar a experiência adquirida no Brasil em um negócio no exterior, principalmente no ramo de alimentação. O ideal é ter uma consultoria ou um sócio local”, declara.
Onde encontrar:
Fábrica de Bolo Vó Alzira: www.fabricadebolo.com

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Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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