A Escola Chama

fevereiro 20, 2017 0 Por Thereza Christina Pereira Jorge

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Bacana este momento vovozinha (vovozinho) mas os tempos são outros: é hora de voltar para a sala de aula. Se por algum motivo você não puder, no final do post damos uma sugestão de um curso (autodidata) sobre o nosso envelhecimento.

Já escolheu o que estudar?

11350887-189x300Em abril, a Casa do Saber (O Globo) anuncia um curso imperdível com a jornalista Léa Maria Aarão Reis, autora do livro Novos Velhos, editado pela Record e um best-seller. A Nova Velhice – quatro encontros. Informações [email protected] A Casa do Saber Rio fica no Shopping Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Fora esta iniciativa temos pouco a noticiar. A Universidade da Terceira Idade da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UnATI-UERJ, pioneira no estudo e ensino sobre envelhecimento ativo, está paralisada por falta de recursos financeiros.
Entretanto, o Brasil inteiro se movimenta para receber alunos idosos em seus bancos escolares depois do Carnaval.

São Paulo
A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) disponibilizou 90 vagas de 39 disciplinas de seus cursos regulares para pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa é parte do programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UnATI), projeto da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) que envolve unidades da USP de oito cidades diferentes. As inscrições vão até o dia 24 de fevereiro e estão sendo feitas nos Departamentos da Escola, de acordo com os cursos oferecidos. O site do programa indica em qual unidade de ensino o interessado deve comparecer para se candidatar.

Para participar, basta ficar de olho no regulamento geral e nas especificidades de cada disciplina, uma vez que algumas exigem pré-requisitos como já ter cursado outra matéria, ter experiência na área ou formação mínima. Em alguns casos, há a necessidade do envio do currículo do candidato para análise prévia do professor que ministrará o curso. Os inscritos não receberão serviços como o Número USP – código de identificação do aluno na Universidade –, mas garantirão um atestado de participação emitido pela PRCEU caso sejam aprovados ao final do semestre.

4aea79f0774b51e6f84954654a28cb0eA Poli, neste início de 2017, está oferecendo vagas em 39 disciplinas diferentes. As aulas se iniciam em março e terminam em julho deste ano. Os temas variam desde assuntos bem específicos e vinculados à Engenharia a questões que abrangem conteúdos multidisciplinares. “Termodinâmica I” e “Mecânica dos Fluidos II”, por exemplo, são matérias do Departamento de Engenharia Mecânica, obrigatórias e necessárias para os alunos da graduação. Já no caso de “Princípios da Administração de Empresas”, “Introdução à Economia” e “Transporte e Meio Ambiente”, cálculos e noções complexas em Exatas não serão tão necessários, e não há pré-requisitos.

Os alunos que participarem das aulas sobre “Princípios de Administração de Empresas”, por exemplo, terão acesso aos conceitos básicos das Ciências da Administração e de Contabilidade, e também fundamentos de Engenharia Econômica. Outro curso de interesse geral que tem vagas disponíveis para pessoas da terceira idade é o de “Introdução à Economia”, que aborda a história do pensamento econômico, micro e macroeconomia, políticas econômicas e a economia brasileira.

Quem se interessar por “Técnicas de Análise não Destrutivas para Avaliação de Joias e Pedras Preciosas” irá entender um pouco sobre os processos de análise e qualificação de gemas, metais nobres e joias. Já quem optar por “Planejamento Urbano e Regional” saberá identificar os processos de gestão e planejamento urbano e regionais aplicados no Brasil e em outros países ao longo do tempo.

Além dos cálculos – Além das matérias convencionais, a Escola oferece a atividade didático-cultural “Encontros Culturais: Recordar é Viver Dez Anos de Curso”. Ela é organizada pelo professor da Poli, músico e psicanalista Luiz Roberto Terron, e utiliza o embasamento cultural adquirido ao longo do semestre com filmes, livros e apreciação musical e gastronômica para propor ao grupo da terceira idade reflexões e debates acerca da própria vida. Não são exigidos pré-requisitos, e os encontros acontecerão às quartas-feiras, das 14h às 17h.

“O objetivo dos nossos encontros não é estudar a literatura ou a gastronomia em si, mas saber aplicar esses bf5cc8ebf015691db62080cb47c21ae9conhecimentos na vida cotidiana”, conta o professor. Ele é docente aposentado do Departamento de Engenharia Química (PQI), mas ainda leciona na Escola. As aulas, conta ele, começaram em 2006 com música como tema principal, e, a partir de 2008, os filmes foram entrando nas discussões em sala. Atualmente a programação do semestre é dividida em diversas áreas culturais, e os encontros são feitos em uma sala do PQI.

A prática de esportes também será possível para a terceira idade. A disciplina “Dança Espontânea” acontecerá no Departamento de Minas e Petróleo e trabalhará com a movimentação corporal por meio de ritmos como o samba, salsa, lambada, forró e valsa. As aulas ocorrerão às segundas-feiras, das 15h30 às 16h45. São 40 vagas disponíveis para a atividade.

O Programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UnATI) tem como objetivo proporcionar uma formação e aprimoramento constante para a terceira idade, por meio da aquisição de novos conhecimentos, promoção da saúde, o bem-estar psicológico, social e da cidadania e estímulo à troca de saberes entre as gerações.

Para mais informações acesse o site do programa ou entre em contato pelo telefone (11) 3091-9183 ou pelo e-mail [email protected]”> [email protected]

20170216_09_d-625x416Tocantins

As pessoas ainda não se conscientizaram da importância da educação para mudar o paradigma de velhice. Com o objetivo de inserir novos conceitos acerca do Envelhecimento Humano, a Universidade Federal do Tocantins, Campus de Tocantinópolis, por meio da Disciplina Educação e Envelhecimento, do Curso de Pedagogia, ministrada pela profª Drª. Fabíola Andrade Pereira, tem estabelecido novas perspectivas com relação à temática.

Objetivando a inserção de novas ideias, durante o encerramento do semestre letivo, idosos da comunidade e acadêmicos da UFT, tiveram a oportunidade de trocar experiências, relatando de forma dinâmica, conceitos adquiridos com relação à disciplina no decorrer das atividades desenvolvidas no Campus.

Para os idosos participantes do encontro, o momento foi único, pois estabeleceu uma maior aproximação com os jovens, bem como a interatividade com os demais participantes. “Estou muito feliz de estar aqui. Me sinto muito bem em poder estar novamente participando desses encontros. Quando estou aqui, esqueço dos meus problemas, pois diante da alegria de estarmos reunidos, os problemas são esquecidos”, destacou Dona Áurea, de 69 anos.

“É um momento de interagir entre jovens e idosos, onde descobrimos que as nossas diferenças são apenas na idade. Tivemos muitas evoluções com os jovens e vice-versa, e partir de então, percebemos que podemos viver melhor e sermos vistos como pessoas da sociedade. Somos idosos mais somos felizes. Estamos vivos e podemos desenvolver juntos esse país”, pontou Maria Aparecida, de 63 anos.

“A disciplina surgiu em razão da necessidade que senti em inserir no curso de Pedagogia discussões relacionadas ao envelhecimento humano. Questões estas que tiveram um pontapé inicial com a implantação da Universidade da Maturidade (UMA). O contato com os idosos e com a literatura acerca do tema nos permitiu trabalhá-lo de forma interdisciplinar, buscando primar pela indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, o tripé que sustenta a universidade”, ressaltou Fabíola.

Fabíola conta que a disciplina já fora ofertada outras vezes, e que na oportunidade, foram trabalhadas em parceria com os professores Filipe Grangeiro e Denise Brigel, ambos do Curso de Educação Física. Parceria que permitiu o enriquecimento de forma significativa para as discussões entre diversos conceitos acadêmicos.

“Temos como fruto desse projeto vários trabalhos acadêmicos apresentados em eventos científicos, como por exemplo, artigos, trabalhos de conclusão de curso e projetos de mestrado e doutorado. Isso me faz acreditar que esse trabalho tem sido válido. O próximo passo é tentar inserir a disciplina no curso como obrigatória, para assim, permitir a um número maior de estudantes, o contato com a discussão sobre o processo de envelhecimento humano”, finalizou.
folhadobico.com.br

Uso da tecnologia pode ajudar na terceira idade
O uso das novas tecnologias e das redes sociais ajuda os idosos a levar uma vida mais independente. Para não ter de contar com a ajuda de filhos e netos, muitos frequentam até cursos de informática.

Veja todos os vídeos do Jornal da Band
https://tvuol.uol.com.br/video/uso-da-tecnologia-pode-ajudar-na-terceira-idade-04024C1C3366D0896326#

http://www.emtempo.com.br/

Amazonas

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Em 2016, Adilson Silva, já um senhor de 66 anos, foi até o Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) Professor Paulo Freire e se inscreveu para fazer parte de uma das turmas da escola.

Histórias como essa têm se tornado cada vez mais comuns em Manaus. Se antigamente eram os jovens quem se preparavam para a volta às aulas em fevereiro, hoje é esse público diferenciado que vem ganhando destaque em Manaus. Motivados pelo interesse em se alfabetizar e aumentar seus conhecimentos gerais, os idosos têm cada vez mais interesse, tempo e disposição para se engajar nos estudos e atividades culturais relacionadas à conquista.

Essa busca pelo recomeço está bem retratada no número de matrículas na educação para jovens e adultos, em Manaus, que saiu de 481 alunos, em 2014, para 576 em 2015 e alcançou 619 estudantes, em 2016.

Para este ano, de acordo com dados divulgados pelo Programa Municipal de Escolarização do Adulto e da Pessoa Idosa (Promeapi) da Secretaria Municipal de Educação (Semed), a estimativa é chegar a 825 idosos matriculados nas 32 instituições parceiras, totalizando 96 turmas.

Em todo o Estado do Amazonas, o salto foi dos mais impressionantes, saindo de 1,8 mil alunos em 2009 para 9,8 mil no ano passado.

Ganho social

No entendimento da subsecretária de gestão educacional da Semed, Euzeni Trajano, os idosos que retomam os estudos ou começam pela primeira vez são motivados pela própria família ou pela busca do conhecimento no desenvolvimento psicossocial. Segundo ela, o aprendizado tem uma importância fundamental, vez que a sociedade exclui naturalmente quem não domina o processo da escrita. “Quando a pessoa aprende a ler e escrever passa a enxergar uma nova realidade e se sente incluído socialmente. O Promeapi nasceu pequeno, mas que foi se ampliando ao longo dos anos. Ele surgiu para atender essa demanda de idosos que queria estudar, mas muitas vezes não o fazia por ter vergonha de voltar à escola”, explicou Euzeni Trajano.

Educação na terceira idade – Portal EM TEMPO – https://www.youtube.com/watch?v=jVbZFDRRcNM&index=14&list=PLx-zmmn6I9wDRK5nJZMlTW4YveX0otIMe playlist Arte de Envelhecer

Idosos voltam às aulas em busca de novos desafios
Em Tempo
O ritmo intenso de atividades o manteve longe dos estudos, mas, por sua articulação no serviço, perto do sucesso profissional. Adilson deixou de ser …

Santa Catarina, Jacinto Machado
Os cerca de 250 idosos que frequentam o grupo da Terceira Idade em Jacinto Machado terão o primeiro encontro de 2017, nesta terça-feira, 21, no Centro de Convivência, a partir das 14h.
Em clima carnavalesco, os idosos vão participar de uma tarde diferenciada, com muita diversão e um delicioso café, seguido pela tradicional dança.
As atividades com o grupo da melhor idade recomeçarão após a quaresma, em que são restritas a jogos e conversas, quando os encontros retornam semanalmente. “É um momento de valorização do idoso. Um momento em que eles percebem que ainda são pessoas ativas, vivendo em sociedade. É um momento de valorização da autoestima, que eles se socializam com outras pessoas que também participam de programas como eles”, destaca a secretária de Assistência Social, Noêmia Brognoli.

exibe_thumbVocê pode procurar no Google quais os cursos que estão sendo oferecidos para a terceira idade nas proximidades da sua cidade. Certamente, encontrará algo interessante para aprender. E se sua “vibe” é ser autodidata, comece pelo best-seller da Record, Novos Velhos, da jornalista e escritora Léa Maria Aarão Reis.
Nem a juventude sabe o que pode, nem a velhice pode o que sabe. A frase de Saramago cabe como uma luva num mundo onde o envelhecimento da população é uma realidade. Juventude e velhice se interpenetram e se interdependem, completando-se em um movimento permanente, como uma roda de orações budista. Em Novos velhos, a jornalista Léa Maria Reis fala sobre a nova terceira idade, com mais qualidade e cerca de vinte, trinta anos de sobrevida. Com atividades e novos interesses.

Analisa, ainda, os problemas que tal fato acarreta para as políticas de bem estar públicas. Na Alemanha, por exemplo, uma em cada duas meninas viverá até os cem anos. O governo terá como prover verbas para uma previdência digna? E ainda poderá continuar a investir na educação de qualidade? Quem pagará a conta? As respostas para essas perguntas são mostradas aqui. Mais: Léa revela os perigos do aumento de idosos sem uma política social forte e consolidada.

Léa nos explica o fenômeno do crescente envelhecimento da população ocidental, o contextualiza e disseca. Não envelhecemos como há duas gerações. Mais do que uma mudança, houve uma ruptura do comportamento conservador e valores cultuados foram para o lixo. Os novos velhos são ativos, sejam em que substrato social. Exercem a cidadania e votam. São produtores e consomem. Atuam, representam, circulam, decidem, participam e agem.

A idéia é mostrar como os velhos se vêem e como são percebidos através — ou apesar — dos falsos mitos e do marketing enganoso. Novos velhos revela como os idosos se inserem, ou são marginalizados, nesse mundo vertiginoso de agora. O universo dos screen touch, cartões, Facebook e outras mídias sociais. Um livro essencial, um elogio à maturidade, que defende a passagem do tempo como conquista da experiência.

Thereza Christina Jorge com Alertas do Google

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