As 100 cidades brasileiras onde mora o perigo

Rede Covida, uma iniciativa do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) e da Universidade Federal da Bahia, criou um painel para monitoramento do coronavírus no país, com atualização em tempo real.

A plataforma permite que o usuário visualize os dados atuais, a evolução dos casos, os óbitos, a concentração da doença e a previsão da situação nos próximos dias em todos os estados no Brasil.

O painel usa dados confirmados do Ministério da Saúde e das secretarias de Saúde de cada estado.

Acesse aqui.

A consultoria Macroplan elaborou um estudo, obtido com exclusividade pela EXAME, sobre as cem maiores cidades brasileiras com o maior número de idosos e de mortes por doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, entre a população de 30 a 69 anos, dois dos fatores mais importantes para o índice de letalidade do novo coronavírus.
“O estudo pode ajudar o poder público a tomar medidas mais assertivas de controle nas regiões onde há os maiores riscos para a doença, que mata mais os idosos e pessoas com comorbidades”, diz Glaucio Neves, sócio da Macroplan.A cidade com mais idosos é Santos, com 21,5% de pessoas com mais de 60 anos, seguida por Niterói, Pelotas e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Em quinto lugar, aparece o Rio de Janeiro. Em relação à mortalidade provocada por doenças crônicas, o Estado do Rio de Janeiro domina as estatísticas, com Petrópolis em primeiro lugar e Nova Iguaçu, na baixada fluminense, em terceiro.Na segunda posição, está São Vicente, em São Paulo. Pelotas, com 408,6 portadores de doenças crônicas mortos para cada 100 000 habitantes, aparece em quinto lugar. “Precisamos prestar atenção ao Rio Grande do Sul, onde há muita gente idosa e falecimentos por doenças como hipertensão e diabetes entre a população jovem”, diz Neves.

O Rio de Janeiro também figura na lista das cidades com mais mortes entre pessoas que apresentam comorbidades. A capital fluminense aparece em 13º lugar. São Paulo está na 48º posição. “O Rio, com 16,7% de pessoas com mais de 60 anos e 2,8% com mais de 80, deve ser foco de atenção das autoridades”, afirma Neves. O Estado do Rio de Janeiro já tem mais de 4 640 casos confirmados de coronavírus – 75% estão na capital. Entre os mortos, estão uma mulher de 28 anos e um rapaz de 40 anos.

Na outra ponta do ranking de mortes precoces por doenças crônicas, estão cidades como Piracicaba, no interior de São Paulo, e Maringá, no Paraná. Não por acaso, são municípios com boa gestão e qualidade de vida. Piracicaba foi a grande estrela do Índice de Desafios da Gestão Municipal, da Macroplan, que avalia cem cidades, divulgado no início deste ano. A metodologia leva em conta 15 indicadores de saúde, saneamento básico, segurança e educação.

Com uma situação fiscal confortável, graças a uma gestão eficiente, Piracicaba consegue atrair bons profissionais e oferece uma boa cobertura de saúde. São mais de 1 000 médicos para cada 400 000 habitantes, bem mais do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS). Desde o ano passado, a cidade vem investindo na digitalização dos serviços de saúde. Piracicaba desenvolveu no início do ano um prontuário eletrônico para a rede pública de saúde, facilitando o acesso a exames e outros procedimentos. Por enquanto, há 19 casos confirmados de coronavírus na cidade e nenhum morto.

Betim, em Minas Gerais, em que a cobertura de atenção básica de saúde é de quase 100%, também tem poucas mortes precoces por doenças crônicas. São menos de 245,6 casos para cada 100 000 habitantes, quase um recorde. “Trata-se de um grande mapa que pode ser desdobrado para a forma como o Brasil trata da questão de saúde pública e o papel de cada munícipio nesse cenário”, afirma.

“Muitos fatores estão interligados a condições básicas de vida, em que o saneamento básico e o acesso a bons serviços exercem uma função essencial”.

Veja na íntegra o ranking das cidades

Exame

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao topo