Minha amiga e professora Cristiano Americano comentou a notícia no Instagram: “Ddos asustadores”. Respondi que que talvez esses dados não sejam tão assustadores asim. “Há uma nova mensalidade de se queixar daquilo que antes parecia o certo.” É o Estatuto do Idoso em ação há 16 anos.

De janeiro a outubro de 2019, foram registradas 577 denúncias de violência financeira contra idosos no estado de Pernambuco. Os dados são do Centro Integrado de Atenção e Prevenção à Violência Contra a Pessoa Idosa (Ciappi) e mostram um aumento de 272% de casos desse tipo, em relação ao mesmo período de 2018, quando foram registrados 155 (422 a menos). E a maioria das vítimas deste tipo de violação são agredidas por membros da própria família.
Considera-se violência financeira o ato de reter recursos da pessoa idosa para uso próprio, pela família ou vizinhos, além da realização de empréstimos sem autorização – tipificado como crime no Estatuto do Idoso. O dinheiro deve ser usado para gastos com remédios, vestuário, alimentação e lazer, para a pessoa idosa.
Das 577 vítimas, 94,1% (543) sofreram com este tipo de crime no ambiente intrafamiliar, já 5,9% (34) foram afetadas no âmbito extrafamiliar. Ainda, segundo o Ciappi, a faixa etária que mais sofre com a violência financeira é a de 80 anos, seguida da população entre 70 e 75. Quanto ao gênero, as muheres são as mais agredidas – 70,4%, ante 29,6% de homens.
Com a proximidade do recebimento da 1º parcela do 13º salário, no final de novembro, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) alerta a população para ficar de olho e mais próximas dos idosos, e denunciem qualquer desconfiança de irregularidade.
O Ciappi, subordinado à SJDH, é o local para denunciar esses casos. A queixa pode ser feita pelos telefones 3182-7649 ou 3182-7607; ou pessoalmente, na sede da instituição, que fica na Rua Santo Elias, 535, Espinheiro, Zona Norte do Recife.

 

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