Levantamento do IBGE mostra que conexão de pessoas com mais de 60 anos teve expansão de 25,9% no ano passado

A taxa de conexão à internet de pessoas com mais de 60 anos cresceu 25,9% em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O Brasil alcançou a marca de 126 milhões de pessoas na rede em 2017, 10 milhões a mais do que no ano anterior.

“A população da faixa etária acima de 60 anos aumentou em 1 milhão de pessoas, mas 2,3 milhões (dessa idade) passaram a usar a internet”, afirma a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Araújo Beringuy.

Os dados fazem parte da edição suplementar sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada ontem.

A dona de casa Cecília Regina Reis Rodrigues, de 69 anos, está entre os mais recentes usuários da tecnologia. Cecília, que ganhou um celular de seus filhos no ano passado, passou a usar o aparelho para falar com a família. Moradora de Sepetiba, na região metropolitana do Rio, ela ainda não se arrisca a usar o aparelho fora de casa. “Ando muito de ônibus e não costumo levar o aparelho comigo. Se precisar de alguma coisa na rua, uso um orelhão”, diz.

Cecília está entre os 95,5% dos brasileiros com mais de 10 anos que usam o celular prioritariamente para troca de mensagens de texto, voz e imagens. “Em casa, eu uso com a ajuda dos meus filhos, só para mandar mensagem. Não sei mandar fotos”, explica.

Apesar do maior acesso, a falta de familiaridade com a tecnologia continua sendo a principal barreira para uso da internet. Um em cada quatro domicílios não tem nenhum morador familiarizado com a tecnologia. E 75,2% das pessoas que informaram não acessar a internet alegaram não saber usá-la. Além disso, 30% dos entrevistados consideram o serviço caro.

Não à toa, o celular era o equipamento utilizado para acessar a internet em 98,7% dos domicílios em 2017. A banda larga móvel também era a mais abrangente: está em 78,5% dos lares, enquanto 73,5% das residências têm banda larga fixa. Na área rural, 21,3% dos domicílios ainda não têm nenhum serviço de internet disponível.

Aparelho de TV – A pesquisa do IBGE mostrou uma queda do número de domicílios sem televisão. O aparelho desapareceu de cerca de 350 mil lares em 2017. É como se todas as casas de Maceió deixassem de ter um televisor.

Nesse período, porém, o alcance do sinal de TV digital aberta subiu. Oito em cada dez domicílios passaram a ter algum tipo de aparelho com conversor digital e 66% recebiam o sinal digital. Em 2016, sete em dez lares tinham dispositivo compatível com o sinal digital que chegava a 57,3% das residências.

“A queda (no número de domicílios com TV) é pequena, mas de fato existiu. Pode ter sido pela obsolescência de aparelhos que não foram repostos ou pela opção, já que a programação de TV está disponível em outros tipos de dispositivos”, explica Adriana.

Na avaliação da analista do IBGE, a crise econômica pode ter afetado o setor de TV por assinaturas, cuja adesão caiu de 33,7% para 32,8% em 2017. “Isso pode ser explicado pelo custo, pela preferência dos consumidores e pelas novas alternativas que o mercado tem oferecido, como o caso dos serviços de streaming”, disse.

O Estado de São Paulo

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.