‘É preciso ter muito talento para envelhecer’

“Preocupa-me imenso o que vai acontecer em relação ao trabalho porque eu estou apta, a minha memória está boa. Gosto de trabalhar, quero trabalhar e preciso de trabalhar para manter este nivelzinho mais ou menos simpático
– nunca fui rica, umas vezes andei mais para cima, outras muito para baixo. Há colegas meus, e não só, a passarem mal. Falo dos músicos, dos bailarinos, das pessoas todas que vivem dos espetáculos de verão.”

“As pessoas não podem ficar completamente confinadas a casa.
Com certeza que aceito que se mantenha um certo afastamento…
Agora, ninguém sair de casa até dezembro?
Enlouquecemos todos!”

“Sinto que a minha cabeça não tem 80 anos, que a minha alma não tem 80 anos, que as minhas mãos não têm 80 anos.

Às vezes, para gerir essa décalage entre aquilo que eu sinto e aquilo que eu sou, é preciso um grande talento. É preciso ter muito talento para envelhecer.
Adoro arranjar-me, pintar o cabelo e fazer as minhas unhas de gel, que agora estão horrorosas!
No dia em que eu não fizer isso, não sou eu. Ou então estou toda velha [risos]. Não me apetece nada.”

(Simone de Oliveira, Sol, 25 de abril de 2020)

 

Do site envelhecer.pt

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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