Envelhecimento Ativo: sintoma pode não ser “frescura”

abril 22, 2016 1 Por Thereza Christina Pereira Jorge



Envelhecimento Ativo é …
… conhecer o meu Termômetro
Estou usando a palavra termômetro mas poderia usar limite.
Nesse verão de maçarico sem chuva (mas sem enchentes, é verdade), e interminável, reparei que estou mais sensível às mudanças de temperatura. Exemplo: sair da cozinha onde estou preparando meu almoço e voltar para o escritório que o ar condicionado o mantém bem agradável. Sair por necessidade pela manhã e voltar molhada como se acabasse o banho. Suportar com ventilador um calor máximo…

Essas circunstâncias relativas à temperatura somadas com a ingestão de alimentos ácidos produzem uma espécie de gripe. Corpo doído, mole, sem vontade para nada. A falsa gripe me deixa incapaz. De conviver, exercitar-me e às vezes de trabalhar. E não tem fim. Antes, eu achava que era alergia, tomei muito antialérgico e continuava mal. Depois tomei remédio para gripe, resfriados, só que minha garganta não doía não tinha febre e muito pouca coriza.

Comecei a achar que era uma pré-H1N1 e fiquei muito preocupada. Graças a Deus os sintomas não evoluíam e achei inútil ir ao médico. Do que me queixaria? Todo mundo fica indisposto num calor incessante, principalmente nós, maduritas e maduritos, a pressão cai etc …

Resolvi me observar. Tomei, certa vez, um chá que é uma mistura de chá verde, guaraná e mais outra coisa que não me lembro. Resolvi pedir para Thays, minha fornecedora, deixar na minha portaria. Percebi que quando o sol se punha, melhorava muito mas achei que eram os remédios fazendo efeito.

Parti para uma decisão radical: só tomar banho frio, um de manhã, outro depois da ergométrica e outro antes de dormir.
Comecei a tomar o chá com água um pouco gelada, 3 vezes por dia. Acabou o mal-estar. Evito ficar perto do forno e sair correndo para o ar condicionado. Evito os ventiladores diretos em mim…

Não passo sem fazer a ergométrica e me alongar. E só saio depois das 5h. Claro, se houver necessidade vou de táxi mesmo para as pequenas distâncias.  

O que estou aprendendo: tenho novos limites e é inútil  desconhecê-los. Sei que devo aprender a diferenciar frescura de limite. Quando for frescura, não dou atenção, mas quando se tratar de um Limite, não há nada a fazer. Trata-se de incapacidade mesmo: respeito e tento contornar. 

Quando, por exemplo, o corpo der sinais de que a falsa gripe está chegando, dou um tempo, tomo banho frio e chá.
Falei no início que poderia substituir termômetro por limite. Há informações novas no meu temperamento, rotina, prazeres e necessidades. É pouco inteligente desconhecê-las.
Estou menos ansiosa por conta dessa mudança. E também percebi que estou bem de saúde. Com alguns ajustes.

Thereza Christina Jorge, pelo Envelhecimento Ativo