Envelhecimento é Doença?




“Conseguir atrasar o envelhecimento é a última fronteira”


Por que motivo é que destaca os ensaios clínicos naquilo que designa como a era da medicina de precisão?

O futuro passa pelos ensaios clínicos unipessoais. A imunoterapia já é em alguns casos claramente personalizada. [O ensaio clínico] passa a ser adaptativo, vai mudando consoante a resposta [do doente]. Mas, agora, a grande discussão é sobre se se pode fazer ensaios clínicos sobre o envelhecimento, saber se o envelhecimento é uma doença. O envelhecimento é um processo natural que se pode retardar. Mas quais são as consequências? Só para ter uma ideia, há uma molécula que damos aos diabéticos – metformina – que muita gente quer testar para o anti-envelhecimento. Conseguir atrasar o envelhecimento é a última fronteira.

Mas o que é que isso significa, na prática?

Quem é diabético ou obeso, se as patologias estiverem descontroladas, perde qualidade de vida. Estas pessoas têm maior incidência de cancros e cancros mais agressivos. Ao fazerem [terapêutica] com metformina, também estão a fazer uma espécie de terapêutica anti-cancro. Mas é preciso ver se, ao longo do tempo, não virão a desenvolver outras doenças.  

Os países têm capacidade financeira para absorver toda esta inovação?

Temos a experiência do tratamento da hepatite C, o medicamento é caro mas o doente fica curado. Com o cancro avançado, os [tratamentos] inovadores prolongam e dão qualidade de vida mas não diminuem a sobrecarga sobre o sistema de saúde. Por isso, há uma tarefa muito importante nos cancros com agregação familiar (não os hereditários, que representam cerca de 5% do total). Estes cancros serão entre 10 a 15% do total e não têm genes conhecidos. É necessário criar rastreios especializados de forma a conseguirmos diminuir o número de cancros avançados.  O problema é que as instituições que fazem os rastreios ficam sobrecarregadas, têm que ser protegidas, ser financiadas por isso. Quanto aos gastos, vamos ter que fazer o julgamento do custo-benefício.


ConsultorSobrinho Simões, que está na foto de abertura da postagem


Conteúdo www.publico.pt

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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