Iris, 100 anos: “More is more & less is a bore”

Ela rejeita o minimalismo. Menos é mais? Menos é um tédio. A frase que a define no instagram declara isso. “Mais é mais e menos é um tédio”.

 Óculos maximalistas, peças extravagantes e joias de tirar o fôlego são só algumas das marcas registradas da decoradora norte-americana Iris Apfel, que completou 100 anos neste domingo (29). Não à toa, é um ícone de estilo que atravessa gerações e não se intimida com a passagem do tempo. Nas próprias palavras, se define como “Starlet geritátrica”.

Iris Barrel nasceu no Queens, filha única de uma russa com um americano, dono de uma empresa de espelhos. Estudou artes na Universidade de Wisconsin e começou a carreira no WWD, publicação que é uma referência na indústria de moda. Em 1948, já ao lado do marido, Carl Apfel, fundou uma marca bem-sucedida de tecidos que, inclusive, fez parte da decoração da Casa Branca durante o mandato de nove presidentes dos Estados Unidos.

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Conhecida na cena cultural e da moda de Nova Iorque, teve como divisor de águas em sua popularidade uma exposição no Metropolitan Museum of Art, quando a exposição Rara Avis celebrou seu guarda-roupa. Na mostra, peças de grandes estilistas apareceram combinadas segundo o olhar de Iris, com acessórios garimpados ou conservados há anos como tesouros. Desde então, estampou uma série de campanhas e revistas.

Já inspirou coleção de maquiagem da M.A.C Cosmetics, fez campanha para a marca de bolsas Coach e protagonizou um documentário sobre a própria vida sob a direção de Albert Maysles.

A seguir, listamos alguns dos motivos que fazem dela uma referência atemporal:

Ela banca o próprio gosto

Você pode até achar que Iris é exagerada — dos looks que veste à decoração do apartamento onde mora, na Park Avenue, em Nova Iorque. Entretanto, ela garante, nunca se importou com opiniões sobre o próprio estilo e se mantém fiel a ele há anos. Seu closet mistura peças de grandes estilistas com achados em viagens, peças vintages guardadas com cuidado e garimpos pelo mundo.

Em entrevista ao site “Into The Gloss”, disse que a estética tão marcante foi construída sem ajuda e, basicamente, pouco se transformou ao longo dos anos. “Nunca tive muito mentores ou ícones nem nada, eu simplesmente fui indo. Quando era muito jovem, talvez em minha adolescência, fui fazendo experimentações até que encontrei o que eu gostava. Não demorou muito tempo. Não gosto de tendências mesmo, gosto de tradição. Estou fazendo o mesmo e gostando das mesmas coisas. Claro, dizer que eu não mudo faz com que eu soe estúpida. Você vai mudando com o tempo. Quer dizer, você cresce, mas a minha sensibilidade básica é a mesma. Não estou fazendo nada violentamente diferente do que eu fazia há 50 anos”, afirmou.

Ela encara o envelhecimento com leveza

Ainda na mesma entrevista, ela conta que o maior segredo para encarar o processo de envelhecer é se manter ativa. “Envelhecer não é para os fracos. Você começa a desmoronar e precisa fazer o melhor possível para se manter firme. Acho que fazer coisas e se manter ativo é muito importante. Quando sua mente está ocupada, você não sente tanta dor. Graças a Deus, eu amo fazer coisas. Eu me sinto abençoada por ter todas essas oportunidades nessa fase da vida”, relatou.

Garota da capa aos 97

Quando Iris e Carl Apfel venderam a Old World Weavers, empresa de tecidos do casal, ela decidiu que ficar parada não era uma opção. A partir daí, dividiu-se entre aproveitar a vida e trabalhar em outras searas, de campanhas publicitárias às colaborações com marcas de beleza e acessórios.

Em 2012, aos 91, foi a mulher mais velha a estampar uma capa da revista britânica “Dazed & Confused”. Seis anos depois, aos 97, assinou com a agência IMG, responsável pela carreira de gigantes como Gigi Hadid e Kate Moss “Quem poderia imaginar uma ‘garota da capa’ com 97 anos?”, brincou ela, à época, em entrevista ao “WWD”.

Inspiração que atravessa gerações

Engana-se quem pensa que o sucesso de Iris é mérito apenas dos aplausos de seus contemporâneos. Com o passar do tempo, ela se tornou praticamente um personagem da cultura pop, colecionando admiradores de variadas idades e vendo o próprio rosto (com óculos e make coloridos, é claro) estampado em acessórios, bonecos e até nail art.

O carinho também se prova em números: são mais de 1,8 milhões de seguidores no Instagram e, no post de comemoração ao seu centenário, até o fechamento desta matéria, acumula 467 mil curtidas e 26 mil comentários de felicitações.

Compacto do UOL

 

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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