Músicas para a memória do Alzheimer

Transformar a vida de uma pessoa em música pode ser uma grande arma contra o mal de Alzheimer. É o que promete a campanha #MúsicasParaSempre, que tem o objetivo de conectar, por meio da internet, famílias de pacientes com a doença e músicos interessados em ajudá-las.

A campanha foi inspirada em uma pesquisa, realizada em 2015 pelo Instituto Max Planck de Neurociência e Cognição Humana de Leipzig, na Alemanha, que demonstrou que a memória musical de um indivíduo com Alzheimer não é afetada pela doença.
Sem saber muito bem por quê, a música é uma das poucas armas que os terapeutas têm para enfrentar o avanço do mal de Alzheimer. Apesar da devastação que essa doença provoca no cérebro e, em particular, na memória, grande parte dos doentes conserva suas recordações musicais mesmo nas fases mais avançadas. Agora, um estudo indica as possíveis causas desse fenômeno: guardamos a música em áreas cerebrais diferentes das demais lembranças.
Estudos com vítimas de lesão cerebral apoiam a ideia de que guardamos a música em uma rede concentrada nessa zona. Entretanto o lobo temporal também é o que sofre primeiro os danos do Alzheimer. Como se explica então que muitos doentes não saibam seu nome ou como voltar para casa, mas reconheçam aquela canção que os emocionou décadas atrás? Como alguns pacientes são incapazes de articular palavras, no entanto cantarolam temas que fizeram sucesso quando eles ainda tinham memória?
Para tentar responder a essas perguntas, pesquisadores de vários países europeus liderados por neurocientistas do Instituto Max Planck de Neurociência e Cognição Humana em Leipzig (Alemanha) realizaram um duplo experimento. Por um lado, procuraram quais zonas do cérebro são ativadas quando ouvimos canções. Por outro, uma vez localizadas, analisaram se nos doentes de Alzheimer essas áreas cerebrais apresentam algum sinal de atrofia ou, pelo contrário, resistem melhor à enfermidade.

O vídeo da Campanha

Feita pela Bossa Nova Films, em parceria com a Dahouse Audio e a agência Isobar, a ação gerou um minidocumentário que mostra como foi feita a música criada para Hélio Elpídio de Queiroz, diagnosticado com Alzheimer há três anos.
A composição da trilha da vida de Hélio é de autoria de Lucas Mayer e a interpretação foi feita pela cantora Ana Julia Zambianchi. A voz feminina não foi escolhida por acaso, a ideia era parecer que Camila e Mariana, filhas do homenageado, cantavam para ele.
O vídeo mostra ainda imagens antigas da família, como a infância das meninas e seus passeios preferidos na praia. 

Você pode assistir no link abaixo

http://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2016/08/10/vida-de-homem-com-alzheimer-vira-musica-em-campanha-para-manter-memoria.htm

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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