“Nada Muito”: Sobremesa é bom ou ruim?


Quando as temperaturas caem, mesmo que sejam apenas poucos graus em certas regiões do Brasil, o nosso organismo pede açúcar. Doces. Mas é cada vez mais frequente o hábito de não comer sobremesa, especialmente deliciosos doces, no fim da refeição – foi esta observação que fiz, na longa entrevista com o médico nutrólogo João Curvo publicada em livro, o Nada MuitoComer e viver com saúde e prazer (Ed. Rocco), lançado há poucos meses e que se encontra nas livrarias.
Nos restaurantes, lembrei ao Dr. Curvo, é comum, hoje, as pessoas escolherem uma fruta como arremate à refeição ou elas dividem um docinho com amigos. A maioria pede apenas o cafezinho.
Então, no livro perguntamos a João Curvo: ”Há contra-indicações para o costume de encerrar a refeição com sobremesas doces?”
“As pessoas,” respondeu Curvo, “se dão conta dos males que o excesso de doces traz à saúde. Assim, realmente a tendência é diminuir o consumo. Décadas atrás, seria feio, mal-educado ou sinônimo de pão-durismopedir ao garçom uma sobremesa com duas colheres. Hoje, é comum ver a cena de uma sobremesa servida até com quatro colheres. Isto, até em restaurantes chiques das grandes capitais.”
Para ele, “o problema com a sobremesa é que aquilo que não conseguimos gastar das calorias doces que ingerimos fica depositado sob a forma de gordura, principalmente na região abdominal.” Coisa que ninguém, mulheres e homens, jovens e idosos querem… é o que eu acrescento.
Curvo também lembra que “em situações de descompensação emocional, é comum buscarmos consolo no açúcar porque ele acalma a mente.” Deste modo, a sua sugestão para substituir a sobremesa com doces é tomar, no lugar dela, um chá de hortelã, de erva-doce, cidreira ou camomila – suaves e também digestivos. Lembrando que o café, no fim do jantar, pode tirar o sono de pessoas mais sensíveis à cafeína.
Mas quando o cafezinho é servido e consumido no final de um almoço, diz o nutrólogo, ele também encerra com sucesso “a vontade de doce quando consumido logo após essa refeição.”
“Se for criado o hábito de não consumir doces na sobremesa, elas acabam fazendo parte de um programa gastronômico em determinadas ocasiões ou festas, e não mais do dia a dia,” ele conclui.
Sobre doces e docinhos, açúcares e adoçantes leiam o Nada Muito.  No título, repare, ele já diz tudo.
Você vai gostar.

Até a próxima semana. 

Léa Maria

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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