Netiqueta é a etiqueta da Net

Netiqueta é a etiqueta da Net

setembro 27, 2017 0 Por Thereza Christina Pereira Jorge

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As boas maneiras estão esquecidas? Será que celulares, Twitter e Facebook podem diluir gestos de cortesia e educação mesmo? Já era tempo. A informalidade está sendo confundida com vulgaridade, falta de educação, desrespeito e, muitas vezes, com total falta de noção. Pessoas se expõem com tal facilidade, a ponto de obrigar os gurus da internet a fazer uma campanha para divulgar os princípios da “Netiqueta”, ou seja, da etiqueta na Net.
Curiosamente, o You Tube tem registrado um número cada vez maior de conteúdos chamando a atenção para o fato. Para ensinar como cumprimentar alguém no mundo off-line, há 437 vídeos. Por exemplo: em relação ao aperto de mão, os consultores ensinam a estender a mão direita, segurar com firmeza a outra mão, sorrir e se apresentar. “Sou ….”
A área que mais cresce na rede é justamente a do aconselhamento social: como se comportar nos encontros virtuais, nas academias. A discrição necessária para postar na fan-page de terceiros no Facebook.
E também boas maneiras no mundo off-line. Por exemplo: se um amigo chegado ou amiga aniversaria, merece o envio de um presente real. Você se lembra de quando fez um gesto de afeto, gentileza desinteressada? Pois é, é isso que a netiqueta quer reviver.

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Na verdade esta preocupação é legítima porque há abuso, por exemplo, no envio de emoticons. E o fato se agrava quando o assunto é comercial. É bom limitar fotos de bebês no Instagram, da mesma forma que se acautele em relação ao retweeting mensagens do Twitter e controle os assuntos nos bate-papos online.
Há abuso de informalidade, de invasão de privacidade, de palavras grosseiras, e, muitas vezes, pornografia.
“O retorno de etiqueta é, em parte, uma resposta à excessiva liberdade nas interações dos jovens na esfera digital”, opinou um dos gurus da netiqueta.
Steven Petrow (foto) autor de cinco livros de etiqueta, concluiu um sobre bons modos digitais. “Conselhos para uma idade sem regras”. ”Estamos vivendo em uma época de ansiedade que é um reflexo da mudança quase constante e confusão nos costumes de tecnologia e social”, analisou o escritor.