Proposta de mudança em benefício para idosos de baixa renda foi retirada de texto da reforma
No início das discussões sobre a reforma, governo apresentou proposta que incluía mudanças no BPC, prevendo que idosos de baixa renda receberiam menos de um salário mínimo; polêmico, ponto não foi aprovado na Câmara
BRASÍLIA – O governo Jair Bolsonaro pretendia criar regras diferentes para o público que hoje recebe o Benefício da Prestação Continuada (BPC), concedido a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. A principal mudança seria o valor do pagamento, que não ficaria atrelado ao salário mínimo, como é hoje.
Essa medida foi a que teve pior repercussão entre os parlamentares no Congresso Nacional, após a divulgação da minuta da reforma da Previdência com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.  Polêmico, o ponto foi retirado, no dia 13 de junho, da proposta no parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP) na Comissão Especial da Câmara que analisou o projeto de reforma da Previdência apresentado pelo governo.
Assim, o BPC continua sendo pago atualmente no valor de um salário mínimo a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.  A equipe econômica do governo Jair Bolsonaro propôs uma idade menor que a atual, de 65 anos, para que os mais pobres começassem a receber o benefício assistencial. Pessoas “em condição de miserabilidade” e que não tivessem conseguido contribuir à Previdência pelo tempo mínimo exigido para a aposentadoria receberiam R$ 500,00 a partir dos 55 anos. O valor aumentaria para R$ 750,00 a partir dos 65 anos.
Haveria ainda um benefício extra para pessoas acima de 70 anos e que tivessem contribuído por ao menos dez anos ao INSS.
No entanto, a proposta de fato entregue pelo governo ao Congresso previa o pagamento de R$ 400,00 a quem tem 60 anos, chegando ao valor do salário mínimo apenas aos 70 anos.

Estadão Online

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.