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Imaginem,  em  2025,  a  situação da  Previdência diante de  34   milhões de idosos brasileiros  (o equivalente a 15%  da  população, segundo o  IBGE).

 Nosso  site tem  trabalhado para divulgar a   ideia de que o envelhecimento pode ocorrer com qualidade de vida, diminuindo assim o custo-saúde dos  idosos. Daí a necessidade  de  promover o Envelhecimento  Ativo da população,  como foi  proposto  pela Organização  Mundial de  Saúde.

 Mas, só isso não será suficiente. Daqui a oito anos seremos 34  milhões de  idosos,  cerca de  15%  da população. Se  a reforma da Previdência  não  for concretizada, nós, aposentados, deixaremos  de receber. Não vai existir dinheiro para o INSS.

A questão transcende  à política. É uma questão aritmética: 2 + 2 = 4.  Ou não?

A seguir, um  compacto  do conteúdo do jornal O  Estado de  São Paulo que esclarece a questão. Eles  projetam o  problema para  2050 mas em  2025  a  situação  será  alarmante.

Envelhecimento torna inadiável reforma da Previdência

Do contrário, seria necessário que a economia crescesse, 3,7% ao ano até 2050 para estabilizar o déficit da Previdência como proporção do PIB. Em razão de fatores demográficos não é possível mais adiar a reforma da Previdência. É o que conclui estudo dos economistas Fernando de Holanda Barbosa Filho e Bruno Ottoni, pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Com o envelhecimento natural da população seria necessário que a economia crescesse, na média, 3,7% ao ano até 2050 para estabilizar o déficit da Previdência como proporção do PIB.

Isso se não houver alta no valor dos benefícios. Se o valor da aposentadoria crescer, por exemplo, 1% ao ano acima da inflação, o crescimento econômico teria de ser de 4,7% ao ano.
Dados compilados pelo estudo apontam para déficit da Previdência de 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), considerando os 12 meses até agosto de 2016.
“Devido à demografia, vamos triplicar o número de benefícios com o mesmo número de contribuintes”, diz Barbosa Filho, que hoje apresenta o estudo em seminário sobre a reforma da Previdência na FGV do Rio.
No Brasil a fatia das pessoas com 65 anos ou mais na população dobrará de 7% para 14% em 21 anos (de 2011 a 2032), na França isso ocorreu em 115 anos (de 1865 a 1980). Nos EUA levou 69 anos.
Nesse quadro demográfico, como um crescimento econômico de 3,7% a 4,7% ao ano por tanto tempo é improvável, a saída é mexer na regra da Previdência, segundo Barbosa Filho.
A demografia também tornaria inútil, em sua visão, a discussão sobre se há ou não déficit (ou qual seu tamanho) na Previdência.
“É impossível não fazer nada. Ter ou não déficit é irrelevante”, rebate Barbosa Filho. O estudo também mostra que a fixação de idade mínima não prejudicará os mais pobres.
De acordo com o estudo, quem se aposenta por tempo de contribuição, muitas vezes antes da idade mínima de 65 anos proposta na reforma, geralmente recebe mais.
Na média, o valor do benefício é de R$ 1.681. Já o valor médio de quem se aposenta por idade, e tem de comprovar 15 anos de contribuição, conforme a regra atual, é de R$ 805.
Diante dos dados, Barbosa Filho acha que a reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer está correta em atacar várias frentes para reduzir tanto o acesso à aposentadoria (com a regra da idade mínima) quanto o valor dos benefícios (mudando o cálculo para receber o valor máximo).
Segundo o estudo, a Previdência paga hoje 2,1 benefícios para cada pessoa de 65 anos ou mais. Se fosse pago 1,2 benefício por pessoa, em média, seria possível estabilizar o déficit, até 2050, com crescimento médio da economia de 2,4% ao ano.
Do contrário, seria preciso multiplicar por três o valor da contribuição de trabalhadores e empresas.

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.