O futuro não tem idade; tem saúde

maio 23, 2016 0 Por Thereza Christina Pereira Jorge

O dinamarquês Ebbe Johansen, um dos líderes da DaneAge,  esteve no fim-de-semana em  Portugal para falar da importância de os idosos participarem nas decisões políticas que os afetam e de construírem projetos que deem respostas às suas necessidades. 

Já depois dos 70 anos, este engenheiro civil e antigo responsável na IBM é um dos líderes da DaneAge, a associação que representa 40 milhões de europeus, incluindo os portugueses da Associação de Aposentados Pensionistas de Reformados ( APRe!), que no fim de semana se reuniram em Lisboa para debater que o “Futuro não tem idade.”

Foram apontados caminhos importantes. A ideia é que a idade já não é o limite, mas que é a saúde que define a altura em que deixamos de ser ativos e autônomos. Esta é uma discussão importante, porque a definição cronológica do envelhecimento já não deve ser um critério. Se conseguirmos nos manter autônomos vamos conseguir ter uma vida ativa. 

E a grande maioria dos idosos na Europa é autônoma. Na Dinamarca, 83% dos mais velhos são autônomos e 17% estão dependentes. E nós muitas vezes focamos a nossa atenção nestes idosos dependentes, que não representam a maioria.

Que áreas são prioritárias? Temos de olhar para o ambiente em que os idosos vivem, ter em conta por exemplo as condições de habitação ou transporte, mas também para a forma como os mais velhos participam nas decisões, combatendo a discriminação etária, garantindo o acesso ao emprego e depois há questões como os serviços de saúde prestados. 

Não devia haver mais idosos, a nível local, a participar nas decisões que lhes dizem respeito? No meu país, a Dinamarca, todos os governos têm um conselho consultivo composto por idosos. Este conselho faz propostas concretas, por exemplo, em áreas como a saúde. E isso é importante porque muitas vezes não se perde tempo a ouvir o que os idosos têm para dizer. Preocupa-nos muito esta questão da dignidade, porque eles têm de ser ouvidos.

Compacto da entrevista à mídia portuguesa