O mercado menos compreendido é o que mais cresce

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O MIT (Massachusetts Institute of Technology), um dos mais conceituados centros de pesquisa do mundo, tem um laboratório dedicado ao envelhecimento. Chama-se AgeLab e seu fundador e diretor, Joseph Coughlin, é um ativista da longevidade.

Coughlin escreveu recentemente artigo que mostra como tecnologia e longevidade são duas forças convergentes. Sua bandeira é explicar como o mercado ainda não se deu conta do poder de decisão e de consumo dos novos velhos, tanto que está previsto para novembro o lançamento do seu livro “The Longevity Economy: Unlocking the World’s Fastest-Growing, Most Misunderstood Market” .

“A economia da longevidade: revelando o mercado menos compreendido e que mais cresce no mundo”  (tradução livre).

Por isso, aponta cinco erros de percepção que podem perpetuar estereótipos e limitar o potencial de alcance das inovações.

1ª. impressão equivocada: envelhecimento ter a ver só com saúde

Segundo Coughlin, o primeiro erro é pensar que o envelhecimento é basicamente um problema médico a ser solucionado, quando, na verdade, é um estágio da vida a ser reinventado.

2ª. impressão equivocada: design universal ser capaz de resolver tudo

O diretor do AgeLab afirma que, apesar do mérito do design universal (cujo propósito é criar produtos, ambientes e serviços que possam atender ao maior número de pessoas), ele não pode ser usado como desculpa para falta de funcionalidade e criatividade.

3ª. impressão equivocada: produtos exclusivos para velhos

Coughlin não esconde que é um ferrenho adversário de produtos que marcam com um carimbo de “velho” quem os utiliza. Cita como exemplo os sistemas de alarme para idosos, que são fáceis de usar mas, ainda assim, têm baixa aceitação, sendo adotados por apenas 5% do público-alvo.

O motivo: ninguém quer estar associado a fragilidade e decadência, nem em público, nem dentro de casa. Qual a saída? Ele sugere produtos que sejam simples, convenientes, que tenham um propósito e sejam charmosos – essas são características que não têm idade.

4ª. impressão equivocada: quem compra é quem consume

Com muita frequência, quem compra os produtos não é a pessoa que vai usá-los, e sim um membro da família ou um cuidador. É preciso levar isso em conta e saber como atingir esse segmento que tem a tarefa de ser responsável por idosos.

5ª. impressão equivocada: tecnologia é sempre inovação

A invenção, sozinha, não é inovação, ensina Couglin. Inovação é pôr ideias práticas em uso. Daí a importância de considerar o contexto em que a tecnologia vai ser utilizada: como será feita a compra e quem vai instalar? Quando houver problemas de mau funcionamento (porque eles sempre ocorrem), quem vai dar suporte ao idoso ou a seu cuidador?

Compacto do  G1

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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