Papel do Exercício no Envelhecimento

abril 29, 2016 0 Por Thereza Christina Pereira Jorge


Papel do exercício no envelhecimento
Ele tem um papel. Ninguém sabe ao certo o nível de atividade ideal. A recomendação é algo em torno de 75 minutos por semana de exercícios vigorosos, como corrida, ou 150 minutos de atividade moderada, como caminhada.
O coração do corredor é mais forte
Sim. Não há dúvida. Ele bombeia mais sangue por batida. Isso significa que trabalha com mais eficiência a um ritmo mais lento.
Muita gente contesta o valor das corridas de grande distância
Depende. Na verdade, ter os pais certos, fisicamente aptos, é o mais importante. Ter boa forma, o que também está ligado à predisposição genética, ajuda porque pode levar a menos problemas de articulações. Depois, o mais importante é a consistência. Fazer exercício todos os dias é a chave.
Envelhecer com saúde
Primeiro, tenha pais longevos. Ok, isso não é possível para todos. Mas nunca fume. Seja magro. Conheça seu colesterol e o mantenha sob controle. Saiba qual é sua pressão sanguínea. Caminhe pelo menos 30 minutos por dia, mas pode fazer mais do que isso. Faça treinamento de força várias vezes por semana.
Tenha amigos. Encontre alguém com quem se casar. E fique casado por muito tempo, com quem possa dividir sua vida. Tenha um propósito todos os dias, ajude mais aos outros. Somos animais sociais e precisamos da vida em sociedade. Ter pensamento positivo e ser otimista também ajudam a viver mais e melhor.
Exercícios podem mudar a predisposição genética
Telômeros são como a ponta dos cadarços de sapatos. Eles impedem que o laço se desfaça. Se o cadarço desfia, ele não tem utilidade. Os telômeros ficam na ponta dos cromossomos e mantêm a integridade do DNA. Se as duas fitas de DNA se separarem, ele não se replicará corretamente, e a célula não poderá se multiplicar e originar novas células. Ela morrerá sem substituta. Telômeros longos são sinônimo de DNA saudável. A atividade física regular tem sido associada a telômeros maiores.  
O exercício pode contribuir muito para reduzir a predisposição genética que algumas pessoas têm a arteriosclerose, por exemplo. Por outro lado, há algumas raras condições genéticas que podem piorar com exercícios.
Fonte:  Paul Thompson, 67 anos, cardiologista americano, estuda o impacto da atividade física no envelhecimento. No Rio participou do 33 º Congresso de Cardiologia da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro. Thompson é especialista em cardiologia do exercício. Foi maratonista e se exercita diariamente.