Por que o segundo amor é melhor

Se existe uma mensagem que a cultura popular enfiou em nossos cérebros de forma unânime é a de que só existe um amor verdadeiro. Milhares de canções, filmes e romances, com finais trágicos ou felizes, nos apresentam um amor idealizado, que poucas vezes se parece com a realidade. Essa concepção dos afetos ganha uma força especial na adolescência, momento em que se costuma sentir pela primeira vez os comichões da paixão, o que nos leva a uma outra ideia, derivada da anterior e igualmente muito valorizada: a de que o primeiro relacionamento a gente nunca esquece.
Segundo texto do psicólogo e professor norte-americano Robert Epstein publicado na revista especializada Scientific American Mind, “infelizmente, nos ensinam o amor de uma maneira pouco realista e bastante inacessível para a maioria das pessoas”.
Extinguir o mito da alma gêmea
Caberia perguntar, então, se essa concepção do amor que nos é inculcada desde a infância pode ser reprogramada. Ou, em outras palavras, se é possível aprender a amar ou se estaremos sempre repetindo os mesmos erros. “A capacidade de confiar, amar e resolver conflitos com os entes queridos começa na infância, muito antes do que se imagina”, afirma uma análise sobre diferentes textos publicada em Current Directions in Psychological Science. 
“Antes mesmo de que se possa lembrar delas, antes de possuir a linguagem para descrevê-las, e sob formas não conscientes, as atitudes implícitas são codificadas pela mente”. No entanto, embora o fato de que essa configuração nos acompanhe por toda a vida possa parecer pouco alentador, os próprios pesquisadores avaliam que os “velhos padrões podem mudar”.
Segundo eles, os novos vínculos têm a capacidade de alterar esses modelos e, portanto, o comportamento face aos relacionamentos, de forma que mesmo uma pessoa que não aprendeu a amar durante a infância pode fazê-lo na vida adulta.
Epstein não duvida, segundo declarou em uma entrevista realizada pela Psychology Today, de que o amor romântico é um processo de aprendizagem: “A intimidade emocional e psicológica leva tempo. Nos casamentos arranjados, por exemplo, a paixão chega com os anos. 
Há estudos que demonstram que nos enlaces convencionais o amor romântico diminui de forma constante durante a primeira década, enquanto que nos arranjados, aumenta, chegando a superar os primeiros em cinco anos. 
Segundo uma pesquisa britânica, as pessoas desfrutam mais as relações amorosas e sexuais a partir dos 40.
Compacto El País Online, edição brasileira

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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