S de Selvagem, a Califórnia Desértica

Longe das águas geladas do Pacífico, do surfe e das fazendas de alimentos orgânicos que fazem parte do tradicional cartão-postal da Califórnia, a região desértica do Estado americano não deixa nada a dever em beleza e riqueza de experiência. Localizada na fronteira com Nevada (ao norte) e Arizona (ao sul), as paisagens áridas da região surpreendem o olhar e são um convite para quem busca aventuras fora do óbvio.
Rochas modeladas ao long dos anos pela força da natureza, oásis de águas quentes e palmeiras gigantes, além de fauna e flora únicas, festivais de música, compras de luxo, história e observação de estrelas. Um mundo de possibilidades se reúne no deserto, onde a oferta de hotéis e restaurantes surpreendem pela qualidade.

Mesmo com as temperaturas do verão – não desgrude do protetor solar e do cantil – explorar a região com caminhadas ou passeios em jipes 4×4 é mais do que recomendado. Mas não esqueça de checar bem as condições do veículo. Afinal, ficar sem gasolina ou sem estepe no meio do deserto não é o tipo de experiência desejada. Outra opção é sobrevoar o local a bordo de balão ou avião.
Vale da Morte: dunas e cânions coloridos
Feito de extremos, o Vale da Morte é o lugar mais quente e seco dos Estados Unidos. Com quase nenhuma precipitação de chuva o ano inteiro e termômetros que batem a casa dos 49°C no verão, o parque de 1,34 milhão de hectares possui pontos 86m abaixo do nível do mar (Badwater Basin) e outros a 3.368m acima (Telescope Peak). Contudo, o ambiente hostil garante um dos mais belos cenários em meio ao deserto de Mojave. O mar de montanhas, crateras vulcânicas, desertos de sal, dunas e cânions coloridos visto a partir do Zabriskie Point torna a paisagem lunar inebriante.

Palm Springs: tipo miragem
Imagine uma cidade verdinha, criada no meio do deserto. Daquelas que vistas de cima parecem até miragem. Assim é Palm Springs, que possui muitas palmeiras, campos de golfe (são 110 no total), casas modernistas e jardins floridos em seus 240 km² de extensão (área menor do que a Zona Norte de São Paulo). Também está cheia de lojas de grife, spas e piscinas, tal qual uma Miami sem mar. Para aproveitar melhor a cidade, hospede-se em um dos muitos resorts da região – como o Hyatt Regency e La Quinta Resort & Club – e deixe-se perder nas massagens e tacadas. Com sorte, você ainda pode dar de cara com artistas como Leonardo DiCaprio, Bryan Cranston e Dakota Fanning, que moram por ali do mesmo jeito que Frank Sinatra, Bob Hope e Lucille Ball fizeram no passado.

Indian Canyons: terra de palmeiras
Diferentes trilhas pela reserva de Agua Caliente, pertencente aos índios Cahuilla, levam até a maior coleção de palmeiras nativas do deserto da Califórnia. Verdadeiro oásis aos pés da Serra de San Jacinto, as árvores seculares apontam por quase 2,5km o curso das nascentes subterrâneas que abastecem a região e permitem a existência dos campos verdes de Palm Springs. Passeios guiados a pé, cavalo e jipe desvendam as belezas das formações criadas ao longo da falha geológica de San Andreas (responsável pelos terremotos no Estado) e revelam os hábitos dos antigos habitantes dessas terras. A partir de US$ 125 (R$ 418, em valores convertidos em 23/06/2016) na agência Desert Adventures Red Jeep. http://red-convertidos em 23/06/2016) na agência Desert Adventures Red Jeep. http://red-jeep.com/

Fruta da terra
Quem está acostumado às tâmaras enrijecidas e açucaradas que encontramos no Brasil vai se surpreender com aquelas encontradas na região. Vendidos em qualquer mercado, o fruto das palmeiras do deserto californiano é carnudo, delicadamente doce e macio. Não é à toa que representam 95% da produção americana. Vale muito prová-las in loco.
Luxo no deserto
Quem vê a aridez do Vale da Morte tem dificuldade em acreditar que a poucas horas de distância dali está Desert Hot Springs, que concentra o maior número de spas da Califórnia graças às águas quentes que brotam naturalmente da terra a 180°C, nas proximidades do Parque Nacional de Joshua Tree. Se a ideia é se dar de presente um dia de relaxamento, com direito a todo tipo de tratamento corporal possível – de esfoliação com sais a máscaras com lama rejuvenescedora – este é o destino certo, independente do seu bolso (há diárias de spa incluídas até mesmo em pacotes de Bed&Breakfast).
Parque Nacional Joshua Tree e suas minas abandonadas
Onde o deserto de Mojave encontra com o da Califórnia, a paisagem não poderia ser nada menos do que arrebatadora. Na área preservada de 3 mil km², as altas árvores com troncos espinhosos e folhas pontiagudas que dão nome ao parque são apenas uma das atrações no mar de rochas esculpidas pelo tempo, minas de ouro abandonadas e planícies de areia habitadas por lagartos e pássaros curiosos. Visitas guiadas são uma boa pedida para visualizar e entender melhor a riqueza da flora e fauna do deserto. Durante a noite, a baixa umidade e a distância das luzes das cidades tornam o local um ponto perfeito para a observação do céu estrelado.



Música e Arte no Vale do Coachella

Desde 1999, milhares de jovens rumam ao deserto da Califórnia em busca de música. Ao longo de dois fins de semana de abril, shows de rock, hip-hop e música eletrônica tomam os gramados da cidade de Indio, no Vale do Coachella, para dar vida a um dos maiores festivais de música dos Estados Unidos. No entanto, se interessar ir, nem sonhe em tentar a sorte. É preciso planejar bem e com antecedência, pois os ingressos costumam acabar rápido, assim como as vagas em campings e hotéis da região nessa época do ano.

Conteúdo UOL

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao topo