Saúde e Transportes, prioridades nas Políticas Públicas

abril 27, 2016 0 Por Thereza Christina Pereira Jorge
Idosos de várias localidades e regiões do País estão reunidos em Brasília na 4ª Conferência dos Direitos da Pessoa Idosa em debate sobre ações de caráter prioritário a serem adotadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas da terceira idade.
 
A pauta central das discussões, afirma o presidente do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), Luiz Legnani, é assegurar direitos conquistados e avançar em medidas que melhorem o acesso das pessoas com mais de 60 anos a atendimento de qualidade na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
“A principal reivindicação é na questão da saúde. Os anos vão chegando, as doenças também e os problemas vão surgindo. E aí o idoso precisa de atendimento médico”, comenta o presidente do CNDI.
 
 
O Brasil possui 28 milhões de pessoas com mais de 60 anos, representando cerca de 13,7% da população, em parcela que vai aumentar diante do aumento da expectativa de vida. Para se ter uma ideia do aumento da longevidade, a expectativa de vida do brasileiro passou de 43 anos na década de 1950, para 75 anos atualmente, devendo subir para 85 ao longo dos próximos anos.
 
Ao falar sobre esse avanço, Legnani destaca que é preciso envelhecer com dignidade. “A maioria dos idosos é pobre, não tem plano de saúde e usa o SUS”, diz.
 
Os idosos brasileiros são, em sua maioria, pessoas de baixa renda que vivem da aposentadoria no valor de um salário-mínimo. Por esse motivo, destaca o presidente do CNDI as ações que melhorem o atendimento do SUS são importantes.
 
Transporte
 
A mobilidade é outro tema importante. Se em outras épocas a idade avançada relegava o idoso a uma vida meramente domiciliar, a melhoria da qualidade de vida e a política do passe livre alteraram essa realidade, permitindo a essas pessoas uma vida com mais liberdade de locomoção.
 
Mas ainda que tenha conquistado direito ao passe livre, os idosos enfrentam preconceito.
 
“Algumas das pessoas que trabalham com transporte [público] não têm sensibilidade. Vejo que os condutores não param para o idoso subir no elevador que tem no ônibus. E o idoso, o deficiente, fica ali, muitas vezes na chuva”, reclama Rinaldo Antônio Evangelista, aposentado residente na região metropolitana de Recife.
 
O transporte público gratuito, diz Evagelista, é um direito que tem de ser posto em prática com respeito.
 
“Isso não é só em um dia. É todo dia. As outras pessoas veem isso e não querem se envolver. Agressão não é só um murro, é também a maneira que se fala e que se olha, e as pessoas veem isso com vista curta, desviando a atenção.”
 
Até o fim desta semana, os idosos irão eleger medidas que devem ser transformadas em políticas públicos pelos governos para aumentar a qualidade de vida das pessoas com mais de 60 anos.
 
Também faz parte dos debates temas como melhora dos institutos de longa permanência (asilos) e implantação dos centros públicos de convivência das pessoas da terceira idade.
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