Seu Bairro, sua Rede de Apoio

Vila Clementino, Bairro Amigo do Idoso, São Paulo

Se você nasceu no século passado, você se lembra de: “Onde está o Wally?”, eram ilustrações coloridas e divertidas com o objetivo de descobrir a localização de Wally, foi criado pelo ilustrador britânico Martin Handford em 1987.

Esta ilustração nos faz refletir sobre o sentimento de solidão vivenciado por muitas pessoas que moram sozinhas ou que mesmo em meio a uma multidão de pessoas vivem este sentimento.

A solidão é um sentimento frequentemente vivenciado por idosos e, segundo as últimas pesquisas do Estudo de saúde, bem-estar e envelhecimento (SABE) de São Paulo, residem sozinhos 290.966 idosos, sendo que aproximadamente 63% deles tem uma ou mais doenças crônicas, portanto, propensos a vulnerabilidades.

O assunto também nos faz refletir sobre a diferença marcante entre solidão e solitude. A solidão nem sempre é a primeira escolha do idoso, muitas vezes é o resultado de uma série de sentimentos vivenciados ao longo dos anos como insegurança, impotência, ressentimento e até o abandono. Diferente da escolha consciente de querer estar sozinho, mas com equilíbrio e bem-estar, buscando ser uma boa companhia para si mesmo e usufruindo de momentos para ajudar a se concentrar e a se conectar com si mesmo.

A solitude é uma ação positiva e todos nós precisamos de momentos assim. No entanto, também somos seres grupais e mesmo que as pessoas vivam sozinhas em casas separadas, precisamos ou precisaremos em algum momento da vida da ajuda do outro. E não há vergonha em precisar ou pedir auxílio. O Estatuto do idoso assegura que a família é a principal cuidadora do idoso, portanto sua principal e imediata rede de apoio.

Fundamental para os dias atuais é valorizar cada experiência, valorizar o próprio envelhecimento, as conquistas e as perdas ao longo da vida, sem deixar de cultivar relações pessoais sólidas, pois elas serão sua rede de apoio em algum momento da vida.  (Erica Godoi/Gazeta Regional)

Espaços Amigos do Idoso

Como criar espaços na cidade dedicados à terceira idade e envolver a população idosa na discussão sobre eles? Uma pista para compreender a complexidade dessas questões pode ser encontrada no projeto Bairro Amigo do Idoso, realizado na Vila Clementino em uma parceria do Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Federal de São Paulo(CEE-Unifesp), o Instituto de Saúde e a Prefeitura da capital paulista.

Baseado na iniciativa Cidade Amiga do Idoso, da Organização Mundial da Saúde(OMS), o bairro da zona sul de São Paulo foi escolhido para ser adaptado às necessidades dessa população, no que diz respeito à integridade física, emocional e social e à mobilidade do cidadão da terceira idade. O projeto tem o objetivo de estimular o envelhecimento ativo e promover qualidade de vida à medida que os habitantes do bairro envelhecem.

Copacabana, 130 anos

Em julho de 2022, o bairro brasileiro onde há maior concentração de idosos, Copacabana, na zona sul carioca, completará 130 anos. O gerontólogo  Alexandre Kalache, que nasceu e mora no bairro, tem o presente ideal para a “Princesinha do Mar”. Sugere que a Prefeitura transforme Copacabana num “Bairro Amigo do Idoso”, à exemplo do paulista Vila Clementina..

Pesquisa

imagem destacada do diariodoRio.com 

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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