Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Paulo, em parceria com outras instituições, aponta que mulheres pretas ou pardas, dentro da amostra do estudo, concentram os piores indicadores sociais tanto do ponto de vista econômico quanto de escolarização. De acordo com os pesquisadores João Paulo Ferreira e Vivian Melhado, ambos da UFSCar, e George Lesson, da Universidade de Oxford, Reino Unido, esse apontamento permite reconhecer que marcadores como gênero e raça/etnia ainda operam como características inerradicáveis de diferença social.

O estudo “Atendimento ao idoso em um hospital universitário: percepções da equipe de saúde à luz da Política Nacional de Humanização” foi realizado entre os anos de 2015 e 2016 com 500 idosos, com mais de 60 anos, residentes em São Carlos e microrregião, no interior paulista, e atendidos no Hospital Universitário (HU) da UFSCar. Além do HU, estiveram envolvidos no trabalho o Instituto de Envelhecimento Populacional da Universidade de Oxford e o Departamento de Gerontologia (DGero) da UFSCar, por meio do Núcleo de Pesquisa Aplicada em Gerontologia e Envelhecimento (Nupage). A realização da pesquisa também teve apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Pró-Reitoria de Extensão (ProEx) da UFSCar.

O principal objetivo do estudo foi aplicar o modelo gerontológico de atendimento ao idoso com 60 anos ou mais. De acordo com João Paulo Ferreira, vice-coordenador do Nupage e integrante do grupo que desenvolveu a pesquisa, o modelo gerontológico insere uma nova maneira de atender o público considerado idoso e envelhescente, levando em conta aspectos biopsicossociais que integram as necessidades básicas de vida das pessoas. O modelo, que se diferencia da lógica dos protocolos – muito difundida na área da Saúde e, inclusive, na própria gerontologia brasileira – é analítico e reflexivo, ao passo que os profissionais são estimulados a (re)pensar o plano de ação a partir de situações concretas relatadas pela pessoa atendida, visando assisti-la de maneira multidimensional e interdisciplinar.

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Sobre mim

Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. Este blog é muito biográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver.