Vou mudar a cor do cabelo. Em Casa.





As chances de dar errado existem, mas as de acertar também. Daí, vem aquela dúvida: será que vale a pena? E a resposta é: “Sim, vale, mas vai depender de qual objetivo você tem. Alguns casos só podem ser feitos no salão”. Quem diz isso é o top cabeleireiro Rodrigo Cintra, hairstylist do Studio W (SP). 

Entretanto, vá com calma. Afinal, mudanças e clareamentos intensos são mais seguros se feitos com profissionais.  “A cor ideal é um processo que exige conhecimento de colorimetria, fundos de pigmentação e textura de cabelos”, diz Rodrigo.
Então, pra não errar, bora aprender com ele como fazer certinho em casa, e quando devemos correr pro salão!

1. Qual a cor escolher?

Escolha uma cor próxima de seu tom natural. “Existem alguns truques para descobrir uma cor próxima, mas só mesmo o profissional pode ajudar”, diz Rodrigo.

Um deles é aproximar duas folhas de papel perto do rosto e de tonalidades diferentes, uma vermelha e a outra azul. “Veja qual tom acende mais sua pele. Se o azul valorizar mais sua tonalidade de pele, escolha tons acinzentados. Se for o vermelho, tons quentes avermelhados, dourados”, ensina.

2. Vai ficar igual à caixinha?

Escolher a cor da caixinha só é indicado pra quem tem cabelo sem pigmentação, ou seja, branco ou descolorido até aquela altura de tom. “O cabelo natural tem pigmentos próprios que reagem com pigmentos de coloração, formando uma terceira cor, uma mistura entre a cor do seu cabelo e a cor da tinta”, explica.

Uma dica é escolher no mesmo tom. “Se seu cabelo é um marrom, qualquer cor que esteja no tom de marrom vai deixar o cabelo na mesma tonalidade da caixinha”, diz.

3. Como começar?
“Se for uma aplicação no cabelo todo, deve-se começar por comprimento e pontas, em mechas finas com a ajuda de um pincel”, recomenda. Espalhe bem a coloração para que fique uniforme. Não esqueça de seguir as recomendações do fabricante.

4. Mas, e a raiz?

“Por ela ser mais quente que o comprimento, o produto só deve ser aplicado cerca de 20 minutos após o início da aplicação”, afirma. Caso o efeito desejado seja retoque de raiz, aplicar em mechas finas também, somente no crescimento. Deixe o tempo recomendado pelo fabricante e lave.


5. Quais os cuidados devo tomar?

Rodrigo fala que é imprescindível manter a coloração nos fios durante o tempo mínimo indicado pelo fabricante. “Fica a mais não é problema. Mas, a menos, a coloração pode não agir totalmente e apresentar falhas de cor em algumas partes do cabelo, ou então apresentar transparência na cobertura dos brancos”, comenta.

Outra dica é, antes de aplicar o produto, proteger a pele com pomada ou gel de cabelo. “Para retirar as manchas da pele, use sabonete comum esfregando a ponta de uma toalha”, ensina.

6. Como evitar pontas mais escuras?

Não pintando o cabelo todo todas as vezes. Segundo Rodrigo, isso faz com que os pigmentos acumulem e, com o tempo, o comprimento e pontas ficarão bem mais escuros que a raiz. A cor não ficará uniforme.


7. Quando devo usar tonalizante?

Quando a escolha for manter a tonalidade e mudar só a nuance da cor. “Vale a pena e pode confiar nas caixinhas”, diz.


8. E se eu quiser clarear?
Neste caso, Rodrigo sugere que você procure a ajuda de um profissional. “É preciso neutralizar o fundo de clareamento, e nesse caso, nunca vai ser o mesmo tom da caixinha”.

9. Não faça sozinha

Colorir em casa é legal, mas há limites. Segundo Rodrigo, técnicas de descoloração devem ser evitadas. “Fazer um ombré hair, por exemplo, que é uma técnica bem minuciosa, pode deixar o cabelo com manchas e marcas. Sem contar que existe um tom ideal para cada tipo de cabelo e produtos específicos para garantir o resultado perfeito”, comenta.
Conteúdo Globo

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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