Aprendendo a Envelhecer _ “Somos um alvo fácil?”

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 Parece – e é verdade – que idosos são um alvo fácil para todo tipo de golpe. Parece também – e não é – que idosos têm muito dinheiro, apesar de a maoria viver de uma pensão ou aposentadoria apenas suficiente para o sustento e o plano de saúde. Ontem, passei por uma nova experiência, a  de um golpe quase bem sucedido.

Tudo começa pela mensagem no celular, comunicando que houve uma tentativa de transferência na sua conta, ou de tentativa de compra em valor muito mais alto do que você costuma, enfim, os alertas do banco. Pela insistência das mensagens, resolvi ligar para a Central de Atendimento do meu banco (esse foi o erro número 1, depois explico), que eu julgava ser o meu apoio mais importante. Mas a partir dalí, a conversa se intensificou. O atendente , depois de confirmar os meus dados (segundo erro), transferiu-me para um colega que cancelaria qualquer movimentação na minha conta para que eu não perdesse dinheiro (terceiro erro). Enfim, quase 1 hora nessa conversa inútil para que o ‘especialista’ em cancelamentos chegasse à conclusão final: ele mandaria um courrier à minha casa e eu lhe entregaria meu cartão e meu celular. Aí, tive a certeza de que estava sim dentro de um golpe. Continuei perguntando: mas para onde vão o cartão e o celular? “Para a nossa central de cancelamento e fraudes”, que jamais existiu!

Em suma, a onda de golpes não atinge apenas os idosos, mas principalmente. Somos mais vulneráveis e indefesos e parece fácil atribuir à idade qualquer confusão que possamos fazer, assim como qualquer jovem também é capaz de fazer.

Hoje liguei para a minha gerente no banco e ouví um único conselho importante, para todas as tentativas de golpe: não faça nada, não responda, não ligue para o número que constar na mensagem. Acesse o seu extrato, verifique o saldo. A única ligação importante é para o seu gerente, comunicando as tentativas que recebeu. Agora, vamos às explicações que mencionei no texto. Número 1: apesar de ter ligado para a Central de Atendimento do banco, o número foi direcionado para a Central do Golpe, portanto, esqueça o número! Número 2: Não diga seus dados nunca (o banco tem tudo o que precisa sobre você!) Número 3: Nenhum funcionário vai cancelar as operações já efetivadas por você.

Hoje também fiquei sabendo que as quadrilhas não descansam. Provavelmente por termos o mesmo sobrenome, Meu ex-marido, minha cunhada e meu filho foram tentativas de novas falcatruas. Espero que todos fiquem bem espertos, porque inteligência não nos falta. 

Zelia Prado 

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