Autocuidado, primeiro degrau da Saúde


“Mede a tua saúde pela alegria que te causam a manhã e a primavera” (Henrique David Thoreau)

O autocuidado, segundo alguns autores, é a procura da qualidade de vida. Outros definem-no como “melhorar o corpo e a mente”. Desde o exercício físico à alimentação, ao ar puro, ao evitar produtos nocivos como o fumo do tabaco ou drogas, o excesso de sal na alimentação ou aditivos químicos, ou ainda a poluição ambiental, prejudiciais para a saúde, tudo tem de ser avaliado.

No mundo moderno, sendo o homem o principal responsável por estes fatores e hábitos, há já um grande debate e preocupação no que diz respeito à prevenção em saúde. Uma vez que o envelhecimento só por si predispõe a doenças, algumas chamadas de “doenças da civilização”, há que adotar medidas para o seu controle. Estão entre estas doenças as que são potenciadas pelo sedentarismo e excessos alimentares, como açucares e o sal.

Ficamos seriamente preocupados quando constatamos que acima dos 50 anos 39% das pessoas têm doenças crônicas e 60% consomem medicamentos e, ainda, cerca de 17% têm mobilidade limitada.

O panorama não é animador. Vejamos o que se passa com o envelhecimento na Europa. A geração dos “baby-boomers”, que atinge agora os 60 anos, vai aumentar em dois milhões por ano a população da chamada “Europa da terceira idade”. Esta população dos 60 tem que cuidar da geração dos 80 (quarta idade) e já está a fazê-lo. Este panorama de uma população senior com esta dimensão coloca grande pressão em vários serviços de assistência.

O desafio europeu para esta sociedade é aumentar em dois os anos de vida saudável da população até 2020, um grande desafio pois inclui evitar doenças incapacitantes como o AVC, por exemplo. O desafio é ainda maior porque pretende-se atingir estes objetivos em todos os locais do espaço europeu, independentemente do grau de desenvolvimento da região. Novas ferramentas e metodologias inovadoras têm que ser implementadas para responder a estas necessidades e objetivos. Uma das metodologias pode ser a dos autocuidados.

A definição do conceito de autocuidados vem de 1983, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) atualizou-a no Dia Mundial da Saúde, em 2013, como a capacidade de indivíduos, famílias e comunidades para promover a saúde, prevenir as doenças e manter-se saudável e cooperar com a doença e incapacidades com ou sem o apoio do prestador de cuidados de saúde 

A outra ferramenta pode basear-se no conceito “Avalia-te a ti próprio”. Trata-se de uma metodologia em que temos vindo a trabalhar com o apoio de cientistas e universidades e que pretende responsabilizar e envolver cada um de nós na preservação da própria saúde.

As ferramentas criadas para implementar a metodologia do “Avalia-te a ti próprio”, além de permitirem à população uma autoavaliação do estado de saúde, promovem a educação para a saúde e podem ser implementadas em espaços públicos ou privados, motivando para a sua utilização e ao mesmo tempo promovendo a atividade física controlada.

Quem melhora e muda merece o nosso aplauso, merece distinção. Os que não conseguem mudar precisam, muitas vezes, de uma motivação. Não havendo motivação não há resultados. Teremos, pois, de pensar que tipo de compensação/motivação poderá ser atribuída a quem faz esforço para mudar de hábitos e previne para a saúde. Quem se torna saudável poupa dinheiro à sociedade e merece ser reconhecido. As pessoas necessitam de um incentivo para mudar.

Há várias experiências feitas em diferentes países para tentar promover estilos de vida e hábitos saudáveis na população. A título de exemplo, há os cartões de premios e os cartões de solidariedade, através dos quais as pessoas podem ajudar determinadas obras sociais através do seu esforço de prevenção para a saúde. As pessoas gostam de se sentir reconhecidas, de ajudar a criar uma cultura de melhoria, de promoção da saúde, com reconhecimento na sociedade. Em alguns países, o ser saudável e ter hábitos de promoção da saúde é recompensado pelas empresas, que favorecem candidatos a emprego com estes hábitos (empresas verdes).

Uma nova aproximação à saúde está a surgir que privilegia a prevenção, as cidades saudáveis, a autoavaliação, os autocuidados e é preciso implementá-la. Há ainda muito a fazer nesta matéria.

ANTÓNIO LÚCIO BAPTISTA,  Cirurgião Cardiovascular
Conteúdo do site https://www.publico.pt/


Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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