Segunda, 2 de janeiro de 2017: acordei de bom humor

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Segunda-feira, 2 de janeiro de 2017. Hoje amanheci me sentindo  completamente adequada. Em paz. E mais; me senti viva e parte da Vida. De onde veio esse inesperado bom humor?

Amor novo? Não. Aquisição de algo que desejava muito? Também não. Um novo amigo? No. Uma produção (de moda) que não havia conseguido, finalmente chegou. Não.

A felicidade é tão simples. A gente complica e vai pela vida fora complicando cada vez mais. Acho que envelhecer deve trazer desprendimento; simplificação no viver. É olhar o passado como aquelas roupinhas de bebê que a gente lava, passa, coloca um sachê de alfazema e guarda como lembrança.

Furou o programa com amigo querido? Furou, sim. Me observei e pensei se queria ir ao tal programa porque encontraria conhecidos que estimo muito. Não. É tempo de quietude e descanso. Comida e sono. Pouca comida e muito sono. Felicidades ao alcance de todos. Se acontecer um amor outonal, melhor ainda. E exercícios suaves   3 vezes por semana, com “força e fé. ”

Penso que o meu “treinamento” de lidar com a solidão durante um período longo e numa cidade desconhecida, tem me trazido em alguns momentos paz e gratidão à vida.

Não sinto esta adequação todos os dias. Nem este “sentimento de mundo” como descrevia o poeta Carlos Drummond de Andrade.

Gosto tanto da minha casa quando estou me sentindo bem como hoje. Dormi tudo que queria e precisava (ao contrário maioria dos maduritos) preciso de 10 a 12 horas de sono. Bem durmo cedo, é certo. E reservo para os momentos que antecedem ao sono uma hora de leitura mais ou menos. Estou lendo História & Literatura (Francisco Iglésias), Assim falou Zaratustra, uma edição da L&PM pocket mangá (quadrinhos) e o Conto da Ilha (José Saramago) e Cartas A Cristina (Paulo Freire) e Cristianismo Puro e Simples (C.S. Lewis). Esses títulos são os de agora, o que não quer dizer que leio todos ao mesmo tempo.

Como retardatária de lançamentos (filmes, vídeos, livros) estou apaixonada pelo documentário de Nelson Pereira dos Santos “A Música de Antonio Carlos Jobim”. Me tocou tão fundo. Tenho a sorte de ser contemporânea e me  dei conta que pertenço a uma geração de Notáveis. Tom Jobim, João Gilberto, Caetano, Gal, Gil ,Glauber, Antonio Cícero, Ana Cristina César, Paulo Leminski, Nara Leão e a lista é enorme…

O aparelho que minha filha Mariana Tavares de Araujo me deu no aniversário _ Apple TV_ “abriu exponencialmente a janela da minha alma”. Posso ter programas visuais para o resto da minha vida. Muitos grátis e quando quero porque quero ver determinado filme, como o sobre Dior, gasto cerca de R$20.

Cada vez penso mais na morte e gosto da sensação de me dissolver no Amor. Agora, não. Nas minhas orações peço sempre a bênção de ser uma centenária saudável porque amo viver e tenho uma insaciável curiosidade em relação à vida.

Thereza Christina Jorge, editora

 

Thereza Christina Pereira Jorge

Iniciamos com Viva com Beleza Envelhecimento Ativo há 10 anos. E estamos aprendendo a Arte de Envelhecer, e que Arte difícil! O site trata da descoberta do meu Envelhecimento Ativo. Consultoria em Envelhecimento Ativo [email protected] Meu nome é Thereza Christina Pereira Jorge, sou carioca, mãe de dois filhos, jornalista. Estudo há sete anos e Envelhecimento Ativo e escrevo sobre isso. Primeiro no blogue Viva com Beleza e agora no site Arte de Envelhecer. Fui repórter-editora nos jornais O Globo e sucursal Rio de O Estado de São Paulo. Trabalhei nas revistas femininas da Editora Bloch e na revista Isto É, também na sucursal. Sou formada em Ciências Sociais pela UFRJ. O site _ https://www.artedeenvelhecer.com.br _ é muito autobiográfico porque estou descobrindo e praticando o que a OMS definiu como Envelhecimento Ativo. Amo a vida e o viver. Tenho apreciado (às vezes) o meu envelhecer.

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