Três crimes típicos no Brasil

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No encerramento da campanha “Junho Violeta”, três fatos ilustram a vulnerabilidade da pessoa idosa em alguns lares, no trabalho e na família. Mas talvez nas próximas campanhas, tenhamos algumas notícias de mudanças no quadro. Amanhã, a  Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados vai debater os maus tratos e a violência em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) clandestinas, que fogem do radar da fiscalização.

Golpe Modelo numa ILPI do Rio Grande do Sul

Na manhã desta terça-feira, 29 de junho, a Polícia Civil efetuou a prisão da proprietária de um lar de idosos localizado no interior do município de Camaquã, Capão do Café, no Rio Grande do Sul. A acusada não teve seu nome divulgado em virtude da Lei de Abuso de Autoridade (nº 13.869), que neste caso, também preserva a identidade da vítima.

A prisão preventiva foi realizada na localidade de Capão do Café, no interior do município.Conforme a Polícia Civil, a acusada foi investigada e indiciada pela Delegacia de Polícia de Camaquã pelos crimes de Estelionato contra o Idoso, Falsa Identidade, Apropriação de Bem de Idoso e  por Retenção do Cartão Magnético de Conta Bancária Relativa à Benefício.

A investigação teve início após denúncia de familiar de idoso que estava num lar de idosos de propriedade da indiciada.

Segundo a denúncia, a mulher efetuou empréstimos, transferências, saques e pagamentos de valores significativos utilizando a conta do idoso.

Além disso, passando-se por filha da vítima, tentou adquirir um veículo, em uma concessionária da cidade, avaliado em R$ 150.000,00, dos quais uma parte dos valores era comprovadamente da conta bancária da vítima.

Com a rápida atuação da Polícia Civil, o dinheiro da vítima pago à concessionária foi integralmente recuperado.

A presa será encaminhada ao Presídio Feminino de Guaíba, onde ficará à disposição da Justiça.

Trabalho Escravo em Minas Gerais

Quatro trabalhadores foram resgatados de situação de trabalho análoga à escravidão, incluindo uma senhora de 83 anos, em fazenda na zona rural do Rio Vermelho, em Minas Gerais. O resgate foi realizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com a Auditoria Fiscal do Trabalho do Ministério da Economia e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), seguindo denúncia de dezembro de 2020 com especial ênfase na situação da idosa sobre a fazenda, que produz leite, queijo e desenvolve atividade com gado.Além da falta completa de direitos trabalhistas, não era oferecido equipamento de segurança às pessoas. A idosa não recebia salários há seis décadas

Segundo Fabrício Borela Pena, procurador da Procuradoria do Trabalho de Governador Valadares, foram diversas as irregularidades encontradas na fazenda: além da falta de registros em CTPS, de pagamentos de salários, 13º salário, FGTS, contribuição previdenciária, a não concessão de férias, nenhuma limitação da jornada, o não fornecimento de equipamentos, a não realização de exames médicos e de medidas de segurança no trabalho, e mais. A inspeção constatou também o quadro de moradia em condições inadequadas de segurança, conforto e higiene: os quartos onde viviam os trabalhadores se encontravam em condições precárias, sem água potável ou camas limpas e adequadas, sem armários devidos ou mesmo condições para o preparo de refeições.

Filha é acusada de maltratar pai de 74 anos e mãe de 81 em Goiás

(O Google registrou na minha busca mais de 107 mil tópicos sob este título).

Em Goiás, pais idosos denunciam filha por maus-tratos e pedem ajuda para expulsá-la de casa

Um idoso de 74 anos e a esposa, de 81 anos, registraram um boletim de ocorrência contra a filha, de 31 anos, pedindo ajuda à polícia para expulsar a filha de casa.

Segundo o idoso, o casal sofre maus-tratos por parte da filha. Ele, inclusive, já havia registrado outro boletim contra ela em setembro de 2020, onde relatou que a filha ameaçava bater nele e havia sacado o auxílio emergencial da mãe, de 81 anos, e gastado.

Depois desse primeiro registro, o idoso morou mais um mês com a filha e depois saiu de sua própria casa, localizada em Nova Nazaré (790 km de Cuiabá), e passou a morar em uma propriedade rural com um filho, próximo a Água Boa (740 km de Cuiabá). Mas ele não pôde levar a esposa, porque ela faz tratamento de hemodiálise e os aparelhos ficam na residência do casal.

Agora, ele procurou a polícia novamente porque quer voltar a morar com a esposa e a filha se recusa a sair da casa. Os pais, no entanto, querem que ela saia, pois não querem mais morar com a filha.

O caso foi registrado como maus-tratos e será investigado pela Polícia Civil.

Thereza Christina Pereira Jorge

fontes: msn.com; cliccamaqua.com.br; olivre.com.br

(2021)

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